América Latina: Presidente do México diz que lutar contra a droga e a criminalidade é a sua mais alta prioridade
Marcando o seu primeiro ano no poder, no sábado o presidente mexicano Felipe Calderón disse que travar a guerra contra as drogas e o crime organizado continuava sendo a sua mais alta prioridade. O discurso aconteceu no momento em que o número de mortos na violência relacionada com a proibição deste ano passou dos 2.000 – tornando-o o ano mais sanguinário na guerra às drogas do México até agora – e quanto o Congresso dos EUA considera um pacote de $500 bilhões em ajuda antidrogas tramado pelos governos Calderón e Bush.
“A maior ameaça para o futuro do México é a insegurança pública e a ação do crime organizado”, disse Calderón em discurso no Palácio Nacional. “Mas, depois de um ano de Governo, estou mais convencido do que nunca de que vamos ganhar esta batalha”.
Assim como começou o seu primeiro ano no poder enviando efetivos à Baixa Califórnia e a Michoacán, Calderón marcou do mesmo jeito o fim dele mandando as forças especiais do Exército a Reynosa em Tamaulipas na fronteira com o Texas. Na semana passada, a região, onde o Cartel do Golfo é poderoso, foi o lugar do assassinato de Juan Antonio Guajardo, ex-prefeito de Río Bravo, e de cinco companheiros.
Porém, embora a violência continue e as drogas fluam rumo ao norte aparentemente da mesma forma, Calderón afirmou ter sucesso na batalha, citando a prisão de mais de 14.000 pessoas no narcotráfico, inclusive 20 capitães traficantes regionais, e também a extradição de traficantes destacados para os EUA. Ele também aclamou o que chamou de a maior apreensão de drogas do México, o confisco de 26 toneladas de cocaína em novembro. Isso aconteceu um mês depois que as autoridades ao norte do México apreenderam mais 11 toneladas do pó branco.
“Com cada apreensão de drogas, com cada criminoso atrás das grades, com cada zona que recuperamos do crime organizado, afastamos os nossos filhos dos vícios, da violência e da delinqüência”, declarou Calderón.
Embora Calderón tenha dispersado polemicamente mais de 24.000 soldados em sua guerra às drogas, não fez menção ao papel dos militares em seu discurso. Eles foram criticados por violações dos direitos humanos.











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