Caribe: Líder político de Trinidad e Tobago pede nova abordagem ao trato com a maconha
Nas preliminares para as eleições nacionais de Trinidad e Tobago na segunda-feira, o líder do partido Congresso Nacional Unido (UNC, na sigla em inglês), Basdeo Panday, pediu uma nova abordagem ao trato com a maconha na ilha-república. Isso não foi suficiente para levar o UNC à vitória, apesar de tudo; ele foi derrotado de novo pelo governante Movimento Nacional do Povo (PNM, na sigla em inglês), que conseguiu 26 cadeiras na legislatura, em comparação com os 15 para o UNC. Contudo, o líder do principal partido oposicionista do país está pedindo uma reavaliação do baseado.

(de state.gov)
Se a ganja não estivesse mais à venda por causa das operações da polícia, disse Panday, “os caras as plantariam nos seus jardins”, e tal operação teria tão pouco sucesso quanto as tentativas estadunidenses de proibir o álcool nos anos 1920. Deveria haver “outra abordagem” à maconha, disse, sem entrar em pormenores.
Apesar de a maconha estar entretecida na cultura de Trinidad e Tobago, como está em grande parte do Caribe - “O lamento do agricultor de ganja” esteve no topo das paradas há uns dois anos -, os índices de consumo das ilhas estão entre os mais baixos na região. De acordo com o Relatório Mundial sobre as Drogas de 2007 do Escritório da ONU Contra as Drogas e o Crime, os índices de consumo eram de 3,7% em Trinidad e Tobago, comparados com cerca de 11% na Jamaica e mais de 5% em Barbados, Bermuda, Granada, Haiti, São Vicente e as Granadinas e as Ilhas Turcas e Caicos.
A maconha é uma coisa, mas “drogas pesadas” são outros quinhentos, disse Panday, afirmando que 80% da criminalidade no país estavam relacionados com o consumo e tráfico delas. Para lutar contra as drogas pesadas, disse, teria que se lidar com a “máfia”.

















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