Pena de morte: Mais dois infratores da legislação antidrogas são executados no Irã
Mais dois infratores da legislação antidrogas foram executados no Irã, desta vez na província de Sistã e Baluchistão, informou Ninguém Toca no Caim, o grupo contrário à pena de morte, citando relatos na mídia estatal iraniana. As execuções aconteceram uma semana depois que autoridades iranianas executaram cinco homens por crimes de sangue. Elas dizem que a maior parte das execuções é por tráfico de drogas, mas grupos dos direitos humanos afirmaram que algumas pessoas mortas por crimes comuns são em realidade opositores políticos do regime.
Jomeh Gomshadzehi foi enforcado na cidade de Zaedã após ser preso com 3.300 quilogramas de ópio, 84 de heroína e 95 de morfina. A IRNA, que é a agência estatal de notícias, o identificou como traficante muito conhecido que enviava entorpecentes à Turquia e a estados árabes no Golfo. Disse que, enquanto traficava drogas quatro anos atrás, matou um policial e depois fugiu para Dubai.
O segundo, identificado como Esmail Barani Piranyand, foi condenado à morte em uma prisão de Iranchar, localizada na mesma província, pelo porte de 2,5 quilogramas de heroína, dizia o sítio da televisão estatal.
Conforme a lei iraniana, a pena capital pode ser imposta por porte de quantidade superior a 30 gramas de heroína ou cinco quilogramas de ópio. No Irã, as outras infrações suscetíveis de pena de morte incluem blasfêmia, apostasia; adultério; prostituição; homossexualidade; tramar para derrocar o regime islâmico e também assassinato, estupro e assalto.

















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