Europa: Holandeses estenderão programa de maconha medicinal por mais cinco anos
Na quarta-feira, o Ministério da Saúde holandês anunciou que ia estender o programa experimental de maconha medicinal da Holanda por mais cinco anos. Conforme o programa, que começou em 2003, vende-se a maconha cultivada por cultivadores autorizados pelo governo mediante apresentação da receita nas farmácias.
Mas, a erva receitada teve poucos compradores. Nos Países Baixos, onde o porte e as vendas limitadas de cânabis são ilegais, porém toleradas, os pacientes descobriram que podiam comprar maconha nos cafés por um terço do preço da maconha receitada. Conseqüentemente, a Agência de Cânabis Medicinal está com um déficit orçamentário de $200,000 neste ano porque está saturada de maconha medicinal que não foi vendida.
Contudo, o Ministério da Saúde disse que o programa deveria continuar por causa da possibilidade de avanços investigativos nas medicações à base de cânabis. Em uma carta ao parlamento, Ab Klink, ministro da Saúde, disse que uma empresa holandesa, a Echo Pharmaceuticals, estava progredindo na aprovação de uma droga feita de cânabis e que precisava de mais tempo para ter sucesso.
“Esta pista de desenvolvimento demorará anos, mas pode render provas científicas e dar elementos para compreender o equilíbrio entre a segurança e a eficácia da cânabis medicinal”, escreveu. “Ao tornar a maconha medicinal disponível enquanto matéria-prima durante cinco anos, quer dar a esta pista uma boa chance”.
Geert Woerlee, porta-voz da Echo, disse à Associated Press que a empresa dele vai começar os testes no ano que vem com uma pílula que contém THC, o principal químico psicoativo na maconha. O Ministério da Saúde espera que, no fim das contas, a droga que está sendo desenvolvida pela Echo substitua a maconha nas farmácias.

















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