Polícia: As estórias de policiais corruptos desta semana
Um agente de alta patente admite que era corrupto, um subcomandante de um esquadrão antidrogas da fronteira é preso, um subchefe de polícia está sendo investigado e, sim, pegam outra guarda de prisão. Vamos ao que interessa:
Em New Haven, Connecticut, na sexta-feira passada o ex-chefe do esquadrão antidrogas da polícia de New Haven admitiu roubar dezenas de milhares de dólares deixados pelo FBI em uma armação anticorrupção e aceitar mais milhares em propinas de fiadores. William White, 63, se confessou culpado de uma acusação de roubo de propriedade do governo e de uma acusação de formação de quadrilha para aceitar propinas. O vistoso White, com 39 anos de serviços prestados, foi o agente de mais alta patente de New Haven ao longo dos anos 1990 e colheu grande parte das provas utilizadas pelas forças-tarefa anticriminalidade federais para desbaratar organizações do tráfico em New Haven e Bridgeport, mas sempre era seguido por alegações de ajuste de provas e de perder dinheiro relacionado com as drogas. Ele foi pego quando o FBI o capturou em vídeo roubando $27,500 do porta-malas de um carro que lhe disseram pertencer a um traficante. Durante a investigação, White também se gabou de que ganhara muito dinheiro com fiadores aceitando propinas para ajudá-los a encontrar os fugitivos – um serviço que a polícia deveria proporcionar no curso normal dos negócios. Isso resultou na acusação de formação de quadrilha relacionada com a propina. Documentos legais apresentados no tribunal também mostraram pelo menos um caso de detetives que inventaram provas para reforçar um possível acionamento por drogas. As acusações foram indeferidas naquele caso. White foi despedido depois da sua prisão. Daí, o chefe de polícia Francisco Orti dissolveu a unidade antientorpecentes. Alguns dos seus casos foram entregues à polícia estadual até a revisão do desempenho da unidade.
Em Santo Antônio, na sexta-feira passada um ex-subcomandante da Força-Tarefa Antientorpecentes de Laredo foi condenado a oito anos de prisão por aceitar propina de traficantes para deixar que os carregamentos deles passassem sem inconvenientes. Julio Alfonso López, 46, se confessara culpado em julho de 2006 de extorquir $44,500 de traficantes para dar proteção a carregamentos que passavam pela Comarca de Zapata na fronteira do Texas com o México. Uma investigação do FBI descobriu que López aceitara dinheiro dos traficantes em quatro ocasiões em 2005 e 2006. Ele fora o subcomandante da força-tarefa durante um ano mais ou menos quando foi preso em abril de 2006.
Em Lynnwood, Washington, o subchefe de polícia está sendo investigado pela desaparição de dinheiro em espécie, armas e drogas. O subchefe Paul Watkins foi interrogado pelo FBI a respeito da sua permanência no cargo de comandante da Divisão de Investigações, em que ele supervisou o seqüestro dos bens dos suspeitos. A Polícia de Lynnwood chamou os federais depois que uma auditoria interna mostrou que não se podia responder pelo dinheiro que lhe foi desembolsado. Em um caso, Watkins supostamente aceitou um pacote que continha $14,000 em espécie, dois revólveres e dois gramas de cocaína. Esse pacote não chegou ao armazém de provas e as tentativas de encontrá-lo foram infrutíferas. Ele também é acusado de pelo menos cinco outros exemplos de embolsar o dinheiro confiscado de suspeitos e um júri federal em Seattle examinará o caso em breve. Agora, Watkins está de licença administrativa remunerada do comando.
Em El Dorado, Kansas, no dia 24 de outubro uma guarda foi presa por tentar introduzir contrabando na prisão. Nikkia Sanea Abrams, 27, guarda na Penitenciária de El Dorado, foi presa levando maconha, tabaco e vodca à prisão. Ela pode ser processada por três acusações de tráfico e contrabando em uma penitenciária. Cada acusação implica uma sentença de até 11 anos e meio de prisão. Segundo as últimas informações, Abrams estava presa tentando pagar uma fiança de $30,000. Ela vai voltar ao tribunal no dia 19 de novembro.












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