Condução intoxicada: Especialistas dizem que o limite de condução sob os efeitos da maconha deveria ser similar ao do álcool, não a tolerância zero
Um grupo de trabalho internacional de 11 pesquisadores de seis países recomendará que as leis de Condução Sob a Influência de Drogas (DUID, sigla em inglês) com vistas aos usuários de maconha adotem um limite de uma quantidade estabelecida de THC na corrente sangüínea em vez de dependerem de uma abordagem de tolerância zero que criminaliza qualquer um que portar qualquer quantidade de THC ou de metabolitos em seus fluídos corporais. As leis de tolerância zero com a condução intoxicada estão em vigor em vários países e em diversos estados dos EUA.

O grupo sugere um limite de entre sete e 10 nanogramas de THC por mililitro de plasma sangüíneo para indicar o prejuízo psicomotor com precisão. Isso seria comparado com um nível de álcool no sangue de 0,05%, o qual é mais baixo do que os 0,08% ou 0,10% utilizados atualmente.
No fim de semana passado em Los Ângeles, Paul Armentano, analista sênior de políticas da National Organization for the Reform of Marijuana Laws (NORML, sigla em inglês), disse na conferência nacional desta organização que o governo federal está se preparando para lançar um relatório que contém recomendações sobre as leis contra a condução intoxicada em um momento posterior do ano. O estudo defenderá leis de tolerância zero, previu Armentano.
Grotenherman e seus colegas publicaram suas descobertas na edição de outubro de 2007 do periódico Addiction. Há um resumo disponível on-line aqui (em inglês).











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