TRUTH CAMPAIGN 08

Edição #560, Nov 14, 2008

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    Maconha: A política da maconha está à mostra nas disputas municipais em Cincinnati e no Estado de Nova Iorque

    As disputas municipais ao redor do país serão decididas nas eleições do mês que vem e as políticas de maconha estão aparecendo em algumas delas. Em Cincinnati, as políticas de maconha são parte de uma campanha para prefeito, enquanto que na Comarca de Útica, em Nova Iorque, que inclui os municípios de Woodstock e New Paltz, um candidato a promotor está sendo criticado por uma postura aparentemente pró-legalização da maconha.

    Na contenda para promotor na Comarca de Útica, Jonathan Sennett, o contendor democrata e subdefensor público na Comarca de Ulster, está sofrendo críticas, segundo consta, por dizer duas vezes que a maconha deveria ser legalizada e uma vez que ela deveria ser legalizada durante eventos de campanha.

    “As provas científicas de que a maconha não é mais nociva do que o álcool ou o tabaco são muito concretas”, disse em uma entrevista concedida ao Daily Freeman. “Não acho que uma substância deva ser considerada legal ou ilegal em proporção inversa ao seu trabalho de pressão. Nós não processamos pessoas como criminosas por venderem álcool a crianças”, disse Sennett.

    Embora Sennett não utilizasse a palavra que começa com L naquela entrevista, os opositores dele, o republicano Holley Carnright de Saugerties e o conservador/independente Vincent Bradley Jr. de Kingston, dizem que ouviram Sennett pedir a legalização duas vezes – uma vez em um programa de entrevistas de uma emissora pública de televisão em Woodstock e outra em uma aparição conjunta no início deste mês perante a Associação de Chefes de Polícia da Comarca de Ulster no Centro Policial da mesma localidade.

    Os dois guerreiros antidrogas confessos foram rápidos em dar o bote. “Não entendo o que (Sennett) quer dizer com ‘descriminalização’. Não dá para pegar menos do que uma infração. É como uma multa por cruzar fora da faixa”, disse Bradley, ex-subpromotor de Manhattan.

    “Ele pode dançar e soltar fumaça, mas acho que, intencionalmente ou não, a mensagem dele é que ele não acha que a maconha seja pior do que o tabaco. É totalmente inadequado que um promotor diga isso”, disse Carnright, ex-subprocurador-geral da Comarca de Ulster. “Acho que uma má idéia. Não dá para ser promotor e passar esse tipo de idéia. A mensagem, especialmente para as crianças, é que (a maconha) faz mal à saúde. Qualquer outra é inadequada”.

    Enquanto isso, na disputa para prefeito de Cincinnati, a aprovação de um decreto-lei que criminaliza o porte de pequenas quantidades de maconha decidida pela câmara no ano passado está na cabeça dos eleitores. No Ohio, o porte de até 120 gramas está descriminalizado segundo a lei estadual, mas os vereadores de Cincinnati aprovaram o decreto-lei municipal enquanto medida anticriminalidade. Os candidatos foram ligeiros em demarcar os fundamentos deles.

    “Em março deste ano, eu, junto com o vice-prefeito Tarbell, depositamos os dois votos solitários contra um decreto-lei que criminalizava o porte de pequenas quantidades de maconha... Na verdade, muitos deles são soltos antes do tempo por causa da escassez de espaço na cadeia. Tendo em vista este problema, não faz sentido aprovar uma lei... que inevitavelmente lotará as nossas cadeias de infratores não-violentos”, disse o contendor democrata David Crowley.

    Na promessa de revogar a medida, Crowley foi somado por um candidato republicano e Justin Jeffre, o candidato independente, mas outra republicana achava que funcionara direitinho. “O Decreto-Lei sobre a Maconha foi altamente bem-sucedido ao longo dos últimos 15 meses. Durante este tempo, a polícia, valendo-se do decreto, conseguiu confiscar mais de 100 armas ilegais e milhões de dólares em drogas ilegais como cocaína, crack, heroína e metanfetamina”, disse Leslie Ghiz.

    “Alguém perguntou se (nós) teríamos a ‘têmpera’ para revogarmos o decreto-lei”, replicou Jeffre. “Prometi trabalhar em conjunto com o vice-prefeito Crowley e o vereador Qualls para fazê-lo... Ghiz cita um montão de números fora de contexto para assustar os eleitores a fim de fazê-los pensar que esta lei faz algum bem a alguém... Ghiz diz que a lei não visa aos fumadores recreativos, mas aos traficantes. Será que podemos acreditar que todos estes milhares e milhares de pessoas eram traficantes?”

    “Acredite-se em fumar maconha ou não, esta é uma lei simplesmente ruim que terá conseqüências previsíveis de entupir o sistema judicial e exaurir o espaço de cadeia que deveria ser reservado para criminosos violentos”, concordou o candidato republicano Charlie Winburn. “Ainda não estou certo de que isto vá deixar a nossa cidade mais segura, mas sei sim que a câmara não tem nenhuma pauta principal para reduzir os crimes de sangue em Cincinnati”.

    Será novembro antes que saibamos se os candidatos com opiniões progressistas sobre as políticas de maconha foram auxiliados ou impedidos pelas suas posturas. Na Comarca de Útica, os guerreiros antidrogas estão dando as mãos para atacar o reformador, mas vamos ver se os eleitores concordam. Em Cincinnati, três em cada quatro candidatos à câmara querem desfazer o decreto-lei sobre a maconha, e, de novo, vamos ver. Mas, pelo menos atualmente, as discussões de campanha sobre as políticas de maconha não são mais unilaterais.

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