América Latina: Presidente nicaragüense adverte contra "interesses imprevistos" e "coisas terríveis" da DEA
Na segunda-feira, o presidente nicaragüense Daniel Ortega disse que não confia na Administração de Repressão às Drogas (DEA, sigla em inglês) dos EUA porque as operações dela escondem "interesses imprevistos" e "coisas terríveis". Ortega não se explicou, mas sem dúvida tem fortes lembranças da tentativa da DEA e do governo Reagan de retratar o seu governo sandinista nos anos 1980 enquanto grandes narcotraficantes enquanto que a CIA e Oliver North, na melhor das hipóteses, faziam a vista grossa para as operações de entrega de cocaína que financiavam os contras, os rebeldes anti-sandinistas respaldados pelos EUA.

Daniel Ortega (por cortesia da Wikimédia)
O governo Ortega tem cooperado com a DEA. Os soldados nicaragüenses confiscaram mais de 2.750kg de cocaína com a colaboração da DEA no ano passado. Ortega disse que continuaria colaborando com a DEA a fim de tirar vantagem da tecnologia e da experiência da agência.
Mas, com um olho na Colômbia, onde centenas de soldados estadunidenses e mercenários estão posicionadas como parte da luta contra as drogas e a insurgência dos EUA ali, e outro no México, que aparentemente está prestes a selar um acordo de ajuda antidrogas de suma importância com Washington, Ortega está dando a entender que tal tremenda intervenção dos EUA não seria bem-vinda na Nicarágua.

















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