Sudoeste asiático: Averiguação de assassinatos na guerra às drogas da Tailândia entra em andamento
No início de 2003, o então primeiro-ministro, Thaksin Shinawatra, declarou que suprimiria as drogas na Tailândia por volta do fim da primavera. Isso não aconteceu, mas uns 2.500 supostos usuários e traficantes de drogas foram mortos por esquadrões da morte obscuros como parte da guerra às drogas do governo Thaksin só naquele ano.

protesto de 2003 no consulado tailandês, David Guard da DRCNet em primeiro plano
No sábado, o ministro permanente da Justiça, Jarun Pukditanakul, disse ao Bangkok Post que a comissão pedirá ao Ministério de Investigação Especial que dê informações para ajudar a levar os funcionários culpados à Justiça. "O governo tem que dar prioridade a esta questão", disse. "Aqueles que tomaram parte nos assassinatos extrajudiciais devem ser responsabilizados pelas suas ações".
Somchai Homlaor, diretor da Fundação pelos Direitos Humanos e o Desenvolvimento, que disse que os assassinatos envolveram de policiais obscuros até o ex-primeiro-ministro Thakson, achou isso bom. "Isto é importante. O governo deveria falar sério sobre isso", disse o ativista dos direitos humanos.
Thaksin tomou providências em meio à preocupação crescente com o rápido aumento do consumo de metanfetamina na Tailândia no início desta década. Conhecida na Tailândia como "ya ba" ou "remédio doido", a droga tem sido popular entre trabalhadores, estudantes e freqüentadores de danceterias. A ofensiva sangrenta de Thaksin para eliminar as drogas fracassou, é lógico, e as metanfetaminas continuam tendo muita oferta na Tailândia, mas 2.500 estão mortos. Agora, pode ser que tenham alguma justiça.

















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