Tributo: A ativista antiguerra às drogas de São Francisco, Virginia Resner
A antiga ativista das políticas de drogas, da maconha medicinal e dos direitos humanos de São Francisco, Virginia Resner, faleceu no dia 18 de julho na cidade-natal dela depois de uma longa luta contra o câncer de mama. Tinha 60 anos de idade.

Virginia Resner (a segunda da esquerda) recebendo o Prêmio Randall, com Nora Callahan, Randy Credico, Mikki Norris e Chris Conrad (por cortesia de hr95.org)
Atormentada com a condição das mulheres e das famílias desfeitas pelas práticas rigorosas da guerra às drogas, Resner virou a diretora estadual da Califórnia da Families Against Mandatory Minimums. Nesse cargo, ela desempenhou um papel fundamental no esforço para obter a clemência presidencial para Amy Pofahl, que cumprira nove anos de uma sentença de 24 por um crime de tráfico de drogas. O presidente Bill Clinton concedeu a clemência a Pofahl em 2000.
Resner também se uniu aos ativistas pró-maconha do Leste da Baía de São Francisco, Mikki Norris e Chris Conrad, em criar a exposição itinerante "Os direitos humanos e a guerra às drogas", que contava com fotos de vários presos da guerra às drogas, das famílias deles e informação sobre os seus casos. Por fim, esse trabalho produziu um livro, escrito conjuntamente por Resner, Norris e Conrad, "Shattered Lives: Portraits from America's Drug War" [Vidas despedaçadas: Retratos da guerra às drogas dos Estados Unidos].
Resner recebeu o Prêmio Robert C. Randall por Realização no Campo da Ação Cidadã em 2001 da Drug Policy Alliance pelos trabalhos dela no livro.
Ultimamente, Resner foi a presidenta do Green Aid: The Medical Marijuana Legal Defense and Education Fund, em que ela esteve envolvida intimamente nas lutas legais do "Guru da Ganja" Ed Rosenthal. Apesar das lutas dela contra o câncer, ela conseguiu comparecer às audiências dele e lidar com os artigos administrativos para a sua defesa.
Sentiremos saudades dela.

















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