Maconha medicinal: ONDCP afirma que Steve Kubby mudou de opinião, Kubby diz de jeito maneira!
O Gabinete de Política Nacional de Controle das Drogas (ONDCP, a sigla em inglês para a secretaria antidrogas) usou um depoimento enviado ao Congresso na semana passada para tergiversar a posição de Steve Kubby, um destacado defensor de maconha medicinal na Califórnia. Nesta semana, Kubby tomou providências para denunciar o engano e esclarecer a continuação do seu apoio à maconha medicinal.

Steve Kubby
"Defensores iniciais da maconha medicinal nos Estados Unidos mudaram suas posições fundamentais de apoio a ela. O reverendo Scott Imler, co-fundador da Prop. 215, lamentou a aprovação da lei sobre a maconha medicinal da Califórnia declarando que: 'Criamos a Prop. 215 para que os pacientes não tivessem que lidar com os trambiqueiros do mercado negro. Mas hoje tudo é dinheiro. A maior parte dos dispensários que funcionam na Califórnia é só de traficantes com fachadas'. Imler também disse que a maconha medicinal 'virou piada'. Steve Kubby, outro co-fundador da maconha medicinal na Califórnia, declarou em uma carta aos simpatizantes no dia 14 de abril de 2006 que 'O Marinol é um sucedâneo aceitável, se não ideal, para toda a cânabis no tratamento da minha doença, fatal do contrário' (revista Alternatives, outono 2006, Edição 39, San Gabriel Valley Tribune 2/07, Mensagem de Steve Kubby, Steve Kubby é solto após cumprir 62 dias na cadeia, 14 de abril de 2006)".
Imler, fundador do Cannabis Resource Center de Los Ângeles, que foi sitiado e fechado pela DEA em 2001, não objetou à representação de sua posição feita por Murray - afinal, Murray transcreveu com precisão as suas palavras do artigo de revista de anos atrás. Mas Kubby, que foi forçado a recorrer ao Marinol enquanto esteve preso durante dois meses na Califórnia, se ofendeu com certeza.
"Os meus comentários sobre o Marinol estavam baseados no meu alívio de não ter morrido na cadeia", escreveu em um e-mail aos defensores. "O meu comentário pretendia reconhecer que obtive sim um bom controle da pressão arterial com o Marinol e essa descoberta com certeza merece mais estudo. Por outro lado, perdi quase 15 quilos em 62 dias enquanto consumia Marinol, então talvez devesse ter usado palavras mais enérgicas do que 'quase ideal'".
Kubby padeceu de náuseas quase constantes enquanto usava Marinol, escreveu, acrescentando que Murray tomou a sua oração sobre o Marinol fora de contexto. O parágrafo de que foi extraída diz o seguinte: "Durante essa época, eu experimentei dores insuportáveis, uma crise atroz de alta pressão arterial, urinei sangue e perdi quase 15 quilos. Entretanto, também houve boas notícias. Aprendi que o Marinol é um sucedâneo aceitável, se não ideal, para toda a cânabis no tratamento da minha doença, fatal do contrário. Agora, estou livre e profundamente agradecido por estar vivo e ter amigos e defensores como vocês".
Embora reconheça que o Marinol possa ser eficaz para o tratamento da hipertensão e que lhe permitiria viajar brevemente sem a maconha medicinal, não o deixa ter uma qualidade de vida aceitável, disse Kubby.
"Por favor, ajudem-me a esmagar esta tergiversação enganosa e perigosa do meu verdadeiro sentimento sobre este assunto feita pelo ONDCP", escreveu Kubby. "Isso só mostra que estão tão desesperados que se sentem obrigados a enganar as pessoas desta maneira. E só para que não haja nenhuma dúvida sobre isto, permitam-me ser claro: A cânabis não somente é o melhor medicamento para mim, é o único remédio que me manteve vivo durante os 32 anos que continuei vivendo com uma saúde relativamente boa, apesar de um diagnóstico terminal de feocromocitoma maligna".
Com Murray e o ONDCP, de certo modo é como aquele velho nome de canção sertaneja: "Em quem você vai acreditar - em mim ou seus olhos mentirosos?"

















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