Pacífico Sul: As Marianas do Norte estão agitadas por proposta de descriminalização da maconha
Uma proposta do funcionário mais importante da lei no Protetorado das Ilhas Marianas do Norte (CNMI, sigla em inglês) de pensar em descriminalizar a maconha topou com um aluvião de críticas públicas, de acordo com o Saipan Tribune. A proposta veio a lume quando o jornal obteve uma cópia de uma carta do ministro da Saúde, Joseph Villagómez, ao procurador-geral Matthew Gregory tratando de uma reunião em maio entre os dois.
De acordo com a carta, Gregory e Villagómez se encontraram para discutir a proposta de Gregory de congregar uma reunião de especialistas para discutir os "benefícios e a ausência de dano" da maconha. Na carta, Villagómez disse que Gregory esperava que o ministro da Saúde pedisse à assembléia para tirar a maconha da lista de substâncias controladas do arquipélago.
Isso chegou aos ouvidos do vice-presidente do Senado, Pete Reyes. "Só a idéia de que o oficial da Justiça mais importante do país mesmo esteja pensando sobre isso desanima e assusta muito. Passa a impressão de que estamos tão desesperados para gerar algum dinheiro que venderíamos as nossas almas", disse Reyes.
Na esteira do ataque de Reyes, uma porta-voz de Gregory negou que ele queira legalizar a maconha, mas disse que estava em contato com pessoas que queriam realizar tal conferência. Ele também disse que o governo não tomou uma posição sobre tornar a maconha legal na CNMI, mas aprova um debate aberto sobre a questão.
"Não se fez nenhum compromisso certo a respeito desta proposta. A procuradoria-geral não fará nada sem o consentimento do governador. Apoiamos uma discussão aberta. Deveríamos deixar que as pessoas decidissem o que acham ser a coisa certa", disse o porta-voz.
Villagómez, o ministro da Saúde, um profissional que trabalha com o abuso químico há 15 anos, negou pedir à legislatura que descriminalizasse a maconha, dizendo que não podia ignorar o dano físico e psicológico que ele vira que as drogas, inclusive a maconha, causam nas pessoas. Ele também expressou preocupação de que legalizar a maconha resultaria em mais famílias desfeitas, acidentes de carro e a dependência entre adolescentes, entre outras coisas. Ele observou que o ministério teria que lidar com estas conseqüências prováveis. Se o procurador-geral Gregory quer descriminalizar a erva, deveria pedir ao governador que faça uma reunião, disse.
"Se o governador concordar com este plano, então eu peço respeitosamente ao governador que convoque tal reunião. Já que a Legislatura será a última entidade a tirar a maconha da lista, talvez ela deva ser chamada para a tal reunião", disse Villagómez.

















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