Maconha medicinal: Projeto de lei do Connecticut é aprovado pela legislatura
Um projeto que tornaria o Connecticut o 13º estado a promulgar uma lei sobre a maconha medicinal foi aprovado pelo Senado estadual na sexta-feira passada por uma margem de 23 a 13. Ele já fora aprovado pela Câmara estadual por uma margem similar de 89 a 58. Agora, o projeto está perante a governadora Jodi Rell (R), que pode sancioná-lo, vetá-lo ou não tomar providência nenhuma, em cujo caso ele vira lei sem a sua sanção.
A margem de vitória nas duas câmaras parece não ser muito suficiente para anular um veto do governo, então os defensores da legislação estão fazendo muita pressão para persuadir Rell a ou assinar o projeto ou não fazer nada. Rell disse que está "dividida" pelo projeto.
"Este projeto ajudará a aliviar os sentimentos de abandono que as famílias enfrentam quando os seus entes queridos sofrem", disse Lorenzo Jones, diretor-executivo da A Better Way Foundation, uma organização estatal sem fins lucrativos dedicada à reforma da lei sobre as drogas, a qual, junto com a Drug Policy Alliance, tem liderado o combate em prol da maconha medicinal no Constitution State. "Acreditamos durante todo este tempo que a compaixão e a eqüidade levariam este projeto à aprovação final. Agora, precisamos que a governadora sancione o projeto para que as famílias e os pacientes possam ter algum alívio. Sabemos que fará a coisa certa".
"Permitir o consumo de maconha para fins medicinais é o que o Estado do Connecticut deve fazer", disse a defensora do projeto, a deputada Penny Bacchiochi (R-Distrito 52). "Esta questão não se trata de legalizar as drogas. Trata-se de manter aqueles que buscam cuidados compassivos para tratar doenças incapacitantes fora da cadeia".
O projeto, o HB 6715, permitiria que os pacientes adultos com doenças debilitantes recebessem a certificação de um médico de que podem se beneficiar com o consumo de maconha. Os pacientes certificados e seus fornecedores seriam registrados junto á Secretaria de Proteção ao Consumidor do estado, depois do que podem cultivar até quatro plantas sem exceder a altura de um metro e vinte centímetros.
"Tenho só 32 anos de idade e, mesmo assim, devido à minha doença, às vezes sinto como se tivesse 92", disse Joshua Warren, um paciente em Wilton que padece da Doença de Lyme neurológico crônico. "Não pedi esta doença nem desejo qualquer uma das minhas dores e outros sintomas a mais ninguém. Espero que a governadora Rell sinta compaixão por mim e pelos outros e sancione este projeto".

















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