Maconha medicinal: Projeto de lei de Connecticut é aprovado pela Câmara e se dirige ao Senado
Um projeto que legalizaria o consumo medicinal de maconha para alguns pacientes foi aprovado pela Câmara dos Deputados de Connecticut em uma votação de 89 a 58. Agora, dirige-se ao Senado estadual, que aprovou uma medida similar em 2005. Esse projeto de lei foi derrotado na Câmara. A votação aconteceu depois de seis horas de debate na Câmara, onde os legisladores citaram as suas próprias experiências com doenças debilitantes.
"A mensagem é simples: Sentimos compaixão pelas pessoas que sofrem neste estado", disse a deputada Themis Klarides (R-Derby) durante o debate.
"Hoje, temos a oportunidade de proporcionar alívio aos habitantes de Connecticut que estão doentes, que estão morrendo, que estão se consumindo, que estão perdendo a sua qualidade de vida", disse ela. "E podemos dizer a esses moradores de Connecticut que o estado de Connecticut não vai mais processá-los", disse a deputada Penny Bacchiochi (R-Somers), que liderou a luta a favor do projeto.
O projeto, o HB 6715, permitiria que os médicos certificassem o consumo de maconha de um paciente adulto após determinar que ele ou ela tem uma doença debilitante e que podia se beneficiar potencialmente com a maconha. Os pacientes e seus principais fornecedores se inscreveriam junto à Secretaria de Defesa do Consumidor do estado. Os pacientes e fornecedores podem cultivar até quatro plantas de 120cm de alturo em espaço fechado.
O projeto contou com o apoio de uma ampla coalizão que incluía a Alliance Connecticut, a Igreja Metodista Unida do Connecticut, a Associação de Enfermeiras do Connecticut, o Dr. Andrew Salner - diretor do Centro do Câncer Helen y Harry Gray no Hospital Hartford, a Fundação A Better Way, a Rede Drug Policy Alliance e a Drug Policy Alliance.
Sofreu a oposição da lei e da deputada Toni Boucher (R-Wilton), que liderou uma cruzada legislativa virtual contra ele. Boucher apresentou 50 emendas hostis ao projeto de lei antes da votação da quinta-feira, mas desistiu depois que as primeiras oito foram recusadas. As propostas dela incluíam informar às delegacias de polícia os nomes dos usuários inscritos de maconha medicinal e solicitar que a Secretaria da Agricultura do estado estabelecesse um programa-piloto.
O líder da minoria na Câmara, Lawrence Cafero, valeu-se do seu melhor sotaque trambiqueiro de rua enquanto se opunha ao projeto. "Como as conseguem?" perguntou, referindo-se às sementes para começar as quatro plantas permitidas segundo o projeto. "É preciso comprá-las. Como as compram? Como disse o deputado [Michael] Lawlor, é preciso ganhar as ruas, gente - paranga de cinco, de dez. É preciso comprar drogas, xuxu".
Apesar da imitação de Scarface de Cafero, o projeto foi aprovado e agora se dirige ao Senado, onde enfrenta as votações nos comitês.

















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