TRUTH CAMPAIGN 08

Edição #562, Nov 28, 2008

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    Europa: Bélgica e Alemanha Precisam Abrir os Seus Próprios Cafés Cannábicos, Diz Prefeito Holandês

    Gerd Leers, o prefeito da cidade holandesa fronteiriça de Mastrique, pediu que as vizinhas Bélgica e Alemanha abram os seus próprios cafés cannábicos e regulem a venda de maconha em uma tentativa de reduzir o fluxo de "turistas das drogas" que afluem à cidade dele. Ele também disse que a regulação da cannabis é um problema que deveria ser tratado no âmbito europeu.

    http://stopthedrugwar.org/files/maastricht-coffee-shop.jpg
    o subsolo de um café em Mastrique (por cortesia da Wikimedia)
    "A melhor maneira de solucionar o problema é que os líderes políticos da Europa se reúnam, ouçam estes problemas e abram os seus olhos para uma solução real", disse Leers.

    Os governos alemão e belga se queixaram durante anos que os seus cidadãos estejam indo à Holanda para comprar cannabis. As autoridades holandesas, enquanto isso, reclamam da criminalidade e do congestionamento associados aos estrangeiros e aos cafés e o governo conservador holandês está pensando em vários esquemas para impedir que os estrangeiros desfrutem dos cafés. Estimados 1.5 milhão de "turistas das drogas" visitam Mastrique todos os anos, de acordo com os dados oficiais.

    Os comentários de Leers aconteceram em entrevista concedida à EUX-TV, na qual ele respondeu uma carta nervosa do primeiro-ministro belga, Guy Verhoftstadt, enviada ao primeiro-ministro holandês, Jan-Peter Balkenende. Verhoftstadt estava levantando objeções aos planos de Mastrique de realocar alguns de seus cafés a pouca distância da fronteira belga.

    Embora a Bélgica tenha descriminalizado o porte de maconha, não tem nenhum dispositivo para a oferta de cannabis. Mas, as queixas de Verhoftstadt podem ter mais a ver com as eleições parlamentares belgas e a Bélgica é parte do problema de qualquer jeito mesmo, disse Leers.

    "Primeiro, Verhoftstadt deveria ler cuidadosamente as minhas propostas e as minhas idéias, em vez de apresentá-las de uma maneira simplista às pessoas durante uma campanha eleitoral", disse. "A questão é que ele não tem uma idéia clara do que estou fazendo. Convido-o a discuti-lo. Não vamos levar os nossos cafés à fronteira... só estamos tentando superar os problemas em torno dos cafés, torná-los administráveis", disse.

    A Bélgica deveria lidar com os seus usuários de maconha no país, disse Leers. "O que ele está fazendo, ele está trazendo os seus clientes a Mastrique e então é preciso ser justo. Ou ele proíbe o consumo de drogas completamente e o combate ou deveria dar passe livre e organizar uma maneira de vender estas drogas às pessoas. Mas, não deveria reclamar, porque Mastrique está tentando se livrar de todos estes problemas que são causados pelos próprios belgas", se queixou Leers. "Eles dizem que nós estamos exportando os nossos problemas de drogas porque temos os nossos ditos cafés onde é possível consumir pequenas quantidades de drogas. Mas, é exatamente ao contrário. Eles estão causando os nossos problemas, porque nos estão enviando os seus clientes e seus habitantes e porque na Bélgica e na Alemanha não dá para comprá-la".

    Embora os governos europeus conservadores insistam que os holandeses podem solucionar o problema fechando os seus cafés, Leers discordava. "Se fechá-los fosse a solução, eu seria o primeiro a fazer isso", disse. "Mas a questão é que - e foi provado - se se diz 'não às drogas', isto passa para a clandestinidade. Vira ilegal e então o problema ficaria ainda pior. Acho que é melhor regulá-las e tratar delas em vez de fechar os olhos. Fiquem abertos para novas soluções, porque, do jeito que estamos fazendo agora, estamos perdendo e os criminosos são os ganhadores, os grandes ganhadores. Eles ganham muito dinheiro. Vamos deter isso. Vamos organizá-lo. Vamos regulá-lo, para que possamos esclarecê-lo para a nossa gente".

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