Sálvia Divinorum: Município de Vermont Compra Briga por Proibição de Vendas
Na semana passada, a Crônica da Guerra Contra as Drogas informou sobre uma escalada da campanha para criminalizar a sálvia divinorum, o membro alucinógeno mexicano de ação rápida e de curta duração pertencente à família da menta cujo uso se infiltrou na consciência popular entre os psiconautas norte-americanos na última década. A matéria abriu com o município de Middlebury, Vermont, que declarou uma emergência de saúde pública para impedir um tabaqueiro local de vender a erva potente.

folhas de sálvia (foto por cortesia de Erowid)
Mas, não foi isso o que aconteceu. A câmara municipal tomou providências sobre o assunto sem notificar Stone, que só ficou sabendo da proibição quando um repórter ligou para ele no dia seguinte. A câmara agiu depois que o chefe de polícia Tom Hanley informou que a guarda escolar do município ficara ciente de que adolescentes estavam consumindo a sálvia. Embora Hanley não conseguisse nomear nenhum caso em que alguém tivesse sofrido quaisquer efeitos adversos por ingerir a droga, ele instou o conselho a não se arriscar. "É uma tragédia anunciada", disse.
Hanley também fez a rara afirmação de que os efeitos alucinógenos da sálvia, que duram menos de 20 minutos, podem ser estendidos durante várias horas se o usuário estiver bebendo álcool. "Não dá para ter filhos com cérebros em formação introduzindo esta coisa nos corpos deles", advertiu Hanley. "Os efeitos são diferentes para indivíduos diferentes e simplesmente não se sabe o que vai acontecer".
Mas, a proibição de Middlebury não é só contra as vendas a menores. É uma proibição total.
A sálvia tem sido uma "substância preocupante" para a DEA durante diversos anos, mas continua sendo legal segundo a lei federal. Cinco estados e um punhado de municipalidades a criminalizaram e esforços similares estão em andamento em sete outros estados neste ano. Mas, Middlebury mostra toda a sua singularidade ao tomar a rota da emergência de saúde pública.
Isso está causando preocupação entre os libertarianos. "Parece muito arbitrário e muito vago e muito subjetivo", disse Allen Gilbert, diretor-executivo da sucursal de Vermont da União Estadunidense das Liberdades Civis. "Como é que uma pessoa toma a determinação de que algo é um perigo?", disse Gilbert.























