Europa: Ativista Antiglobalização e Candidato à Presidência Francês É a Favor da Legalização da Maconha
O candidato à presidência da França e ativista antiglobalização, José Bové, começou a sua campanha na segunda-feira pedindo a legalização da maconha. O pedido aconteceu em seu primeiro discurso televisionado como candidato - o primeiro de qualquer candidato, os quais todos os 12 participaram de um sorteio para ver quando teriam tempo de emissão.

José Bové (cortesia da Wikimedia)
Embora Bové dissesse "descriminalizar" em vez de "legalizar", a sua referência ao álcool - que é legal na França - sugere que ele prevê um regime legal e regulado similar para a maconha. Segundo a lei francesa atual, que não distingue as drogas "leves" das "pesadas", o porte de drogas é sancionável por até um ano de cadeia e uma multa de $5.000.
Bové é agricultor e antigo ativista antiglobalização de esquerda. Ele é famoso por liderar o desmantelamento não-autorizado de um restaurante McDonald's em Millau em 1999 para protestar contra a carne bovina tratada com hormônios. Durante o seu discurso ao país, ele pediu o estabelecimento de uma força política de esquerda para desafiar a esquerda francesa oficial esclerosada e a direita em ascensão.
Os principais contendores na eleição da semana que vem são o conservador Nicolas Sarkozy, um intransigente nas políticas de drogas; a socialista Ségolène Royal; e o centrista François Bayrou. Se o primeiro turno não apresentar um vencedor claro, o segundo turno será realizado no dia 06 de maio. De acordo com uma pesquisa lançada na terça-feira, Sarkozy está na dianteira com 28%, Royal tem 22%, Bayrou 19% e o ultradireitista Jean-Marie Le Pen 14%. Bové está na terceira fila de candidatos, encolhido com dois outros com meros 2% dos votos. No entanto, o seu perfil ativista gerou alguma atenção à questão.












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