América do Sul: Bolívia Toma Medidas para Impedir a Expansão do Cultivo da Coca
Na terça-feira, o governo boliviano anunciou um novo plano para confrontar a expansão do cultivo da coca nos parques nacionais e nas áreas protegidas segundo a lei nacional. De acordo com o plano, que visa aos cultivadores na área tradicional produtora de coca das Yungas perto de La Paz, os sindicatos cocaleiros locais serão responsáveis por garantir que a produção não se espalhe.

folhas de coca secando à beira da estrada, Chapare
O governo do presidente Evo Morales, ele mesmo um ex-cocaleiro, fez progresso na redução do conflito entre os cocaleiros e o governo no Chapare, a terra dele, mas as tensões estiveram crescendo nas Yungas. Embora Morales tenha expandido a quantidade de coca que pode ser cultivada no Chapare, parece que isso não aconteceu nas Yungas.
Segundo a política "coca sim; cocaína não" de Morales, o governo boliviano está procurando acabar com a erradicação forçada dos cocaleiros e substitui-la pela "racionalização" ou erradicação negociada do excedente de coca. A idéia é reduzir o conflito social trazendo os cocaleiros ao processo decisório ao invés de impor-lhes a erradicação.
"Os sindicatos cocaleiros, como as menores unidades de organização social nos trópicos de Cochabamba (Chapare) e as Yungas de La Paz, assumem responsabilidade direta por impedirem o cultivo da folha de coca nos cocais que tenham sido abandonados pelos seus donos durante mais de dois anos", disse a proposta do vice-ministro de Defesa Social e Substâncias Controladas, Felipe Cáceres.
O plano também inclui o comércio da coca para usos lícitos e o apoio ao trabalho de interdição que vise a desbaratar o tráfico de cocaína.

















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