Europa: Alto Oficial da Polícia Britânica Pede Heroína Prescritível para Dependentes
O diretor da Associação Britânica de Comandantes de Polícia (ACPO) pediu esta semana que os dependentes recebessem prescrições de heroína para impedi-los de cometerem crimes para sustentarem os seus vícios. O diretor da ACPO, Ken Jones, o ex-comandante da polícia de Sussex, também admitiu que as estratégias atuais de repressão legal estão fracassando quando se trata de uma "minoria inveterada" de usuários de heroína.

Ken Jones
Jones é um dos oficiais da polícia mais antigos a defender o consumo de heroína prescritível no esforço para reduzir o dano do uso do mercado negro da droga. De acordo com as pesquisas na Grã-Bretanha, os usuários de heroína cometem uma média de 432 crimes por ano.
Estudos na Suíça e na Holanda, onde os programas de heroína prescritível estão em andamento, descobriram reduções nos crimes cometidos pelos participantes. Embora a Grã-Bretanha tenha uns 40.000 dependentes da heroína registrados que usam metadona (e uma estimativa de 327.000 "usuários de drogas problemáticos" de cocaína ou heroína), só algumas centenas estão recebendo a heroína prescrita atualmente como parte de um programa-piloto. Isso não basta, disse Jones.
"Não sou um legalizador de jeito nenhum, mas estou preocupado com que tenhamos que enfrentar uma dura realidade", disse. "Não temos lugares suficientes de tratamento para aqueles que querem ser admitidos. Precisamos de um consenso entre os partidos que considere o ponto de vista pública esmagador para ser severo na raiz das drogas e também tratar as suas vítimas", discutiu.
"Eu era um oficial antidrogas e temos que ser realistas", prosseguiu Jones. "Há uma minoria inveterada que não tem vontade nenhuma de se livrar das drogas. Eles pensam, 'Vou sair e roubar, assaltar, invadir e conseguir o dinheiro para comprá-la'. O que vamos fazer - dizer, 'Está bem, vamos tentar conter isto pelos métodos normais da justiça penal' e fracassar ou vamos tentar fazer algo diferente? Que se comece sendo um pouquinho mais inovador. Trata-se de examinar as drogas de uma maneira diferente sem se afastar completamente da posição atual".
Embora até os anos 1960 os médicos britânicos prescreviam normalmente a heroína aos dependentes, essa prática acabou sob a pressão dos EUA e por causa dos escândalos relacionados à prescrição relaxada. Chegou a hora de voltar àqueles dias, disse Jones. "São viciados que estão vivos hoje e que estariam mortos agora", disse. "Suas vidas são estáveis, sim, a sua dependência está sendo mantida, mas é muito melhor que estejam sendo mantidos do que se tentassem comprar as doses deles nas ruas por intermédio da criminalidade. A heroína é um estimulante incrível da criminalidade e achamos que somos tolos se não reconhecermos isso".












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