Penas: Agentes de Atlanta Serão Indiciados por Assassinato pelo Estado - a Investigação Federal Pode Ser Prejudicada
O promotor da Comarca de Fulton, Paul Howard, está tomando as providências para indiciar três oficiais de narcóticos de Atlanta por acusações que incluem o assassinato da nonagenária Kathryn Johnston, que abriu fogo contra os oficiais invasores que executavam um mandado de busca "inadvertida" aparentemente falso. Mas, a família de Johnston não está nada contente, temendo que qualquer indiciamento estadual possa dificultar uma investigação federal corrente e as possíveis acusações federais.
O indiciamento proposto acusa os oficiais Gregg Junnier, Jason Smith e Arthur Tesler de homicídio doloso, agressão com agravantes, falsa prisão, invasão de domicílio, falsidade ideológica e violação de juramento. O Atlanta Journal-Constitution informou que um advogado de defesa de um dos oficiais recebeu uma mensagem do promotor Howard na quarta-feira que incluía o indiciamento proposto e dizia que os promotores levariam a questão a um júri no dia 26 de fevereiro.
Os três oficiais procuraram e conseguiram um mandado de busca de um juiz depois que Smith disse que Tesler e ele tiveram uma compra de crack feita por um informante confidencial naquela casa. Mas, na esteira do reide antidrogas furado, que também deixou os três oficiais feridos, ficou evidente que os oficiais tinham mentido ao juiz. Não havia nenhum informante que comprara crack na casa. Depois do reide, os oficiais tentaram fazer com que outro informante mentisse e dissesse que comprara drogas ali, mas ele contou o pedido aos investigadores.
Enquanto ferve a raiva pela matança, Howard tem-se esforçado para informar à família Johnston e à comunidade que ele falava sério sobre fazer justiça no caso. "A more da Sra. Johnston constitui uma das maiores tragédias que já aconteceram na Comarca de Fulton", escreveu Howard em uma carta ao porta-voz da família de Johnston, Markel Hutchins. "Não descansarei até que todas as pessoas responsáveis pela morte dela sejam responsabilizadas. Quando acontecem homicídios na Comarca de Fulton, sejam estes cometidos por um civil ou por um oficial da lei, é a obrigação da Promotoria tomar as medidas legais adequadas".
Embora normalmente pareça que incriminar os oficiais da polícia cujas mentiras levaram à morte de uma idosa seria a ação legal adequada, ao fazê-lo Howard rompeu com a investigação federal corrente do FBI. O porta-voz do FBI, Stephen Emmett, disse ao Journal-Constitution, "Não sabíamos que isto ia ocorrer antes. O FBI foi encarregado de liderar esta investigação. E até o momento, esta investigação não acabou".
A família Johnston também ficou descontente com o fato de que Howard estivesse tomando providência para indiciar os oficiais. "A família de Kathryn Johnston está extremamente descontente e decepcionada com a reviravolta dos acontecimentos de hoje", disse Hutchins na quarta-feira. "A ação do Sr. Howard de hoje de prestar queixas limitaria efetivamente o alcance e o potencial das acusações de uma investigação federal e periga adulterar a investigação federal”.

















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