Europa: Política Trabalhista Escocesa Luta pela Redução de Danos Enquanto Partido Assume Linha Dura com as Drogas
Na segunda-feira, às vésperas de uma conferência importante sobre as novas abordagens às políticas escocesas para as drogas e o álcool, a demissionária parlamentar escocesa (MSP), Susan Deacon, atacou a abordagem cada vez mais linha-dura do partido às políticas de drogas, defendeu as abordagens da redução de danos e chamou a proibição das drogas de "produto de outra era". As críticas severas do desdém do Partido Trabalhista Escocês pela manutenção com metadona, a pressão pelo tratamento químico baseado na abstinência e o entusiasmo em tirar os filhos dos pais que usam drogas aconteceram em um artigo de opinião publicado no Sunday Herald, "The Political Addiction to Tough Talking on Drugs Has Failed Us All" [A Dependência Política da Severidade com as Drogas Decepcionou a Todos].

Susan Deacon
"O fato é que", escreveu, "chegou a hora de falarmos sério. A demonização das drogas e dos usuários de drogas pode acarretar discursos alvoroçadores e manchetes sensacionalistas, mas não faz nada para promover a compreensão do que está acontecendo de verdade na nossa sociedade, para ajudar aqueles cujas vidas são afetadas. Aqui na Escócia, vimos respostas reflexas e soluções abrangentes. As políticas e prática não deveriam ser formuladas por reações imediatas ao mais recente incidente trágico ou relatório de pesquisa. Precisamos de uma abordagem pragmática às políticas de drogas - não uma que seja moralista".
A idéia de que a manutenção com metadona tivesse fracassado era um "disparate", escreveu Deacon. "E as pessoas que a metadona ajudou a se afastarem da atividade criminosa, a manterem um emprego ou a cuidarem dos filhos delas?" Deacon chamou as ações propostas para restringir as opções de tratamento de "completamente perversas" e disse que a idéia de tirar as crianças dos pais que usam drogas era "paternalista e simplista".
Mas, embora ela defendesse explicitamente a redução de danos como abordagem de políticas aos problemas das drogas, Deacon também atacou a proibição das drogas. "As leis de controle sobre as drogas do Reino Unido têm mais de 30 anos, são um produto de outra era", escreveu. "Um número crescente de vozes, tanto no país quanto no exterior, estão levantando questões sobre a adequação do arcabouço legal nacional e internacional ao propósito - esta discussão não pode ser uma zona proibida".
Embora pareça mentira, o inimigo intrapartidário de Deacon nas políticas de drogas, o parlamentar Duncan McNeil chamou a sua crítica de "conservadora". McNeil, que propôs inicialmente a idéia dos "contratos" para os usuários de drogas, disse de Deacon: "A política de redução de danos tinha boas intenções e era necessária, mas as coisas seguem em frente. Susan tem os pontos de vista dela sobre este assunto, mas ela ficou muito conservadora. O Partido Trabalhista passou por uma longa consulta sobre isto, mas Susan não participou do debate acerca disso na conferência".
Embora o seu próprio Partido Trabalhista fosse um dos alvos do artigo de opinião de Deacon, ela também procurou imunizar o Futures Forum do parlamento escocês da segunda-feira de mais vanglória reflexa dos guerreiros antidrogas. O fórum reuniu mais de 250 oficiais da polícia, acadêmicos, líderes comunitários e profissionais da saúde que procuravam uma "perspectiva nova" sobre a abordagem da Escócia com respeito às drogas e ao álcool.
De acordo com um relato do fórum, Deacon pode ter encontrado um público mais receptivo ali do que dentro do próprio partido dela. Esse relatou prestou informações sobre importantes policiais e especialistas em políticas de drogas falando francamente sobre a necessidade de ir além das "poses de machão" e sobre como a Lei de Mal-Uso de Drogas [Misuse of Drugs Act] "não estava adequada ao propósito contemporâneo".
Com o abuso endêmico de heroína e álcool, e agora, a popularidade redescoberta da cocaína, a Escócia sente a necessidade de novas abordagens às políticas de drogas. Com políticos como Deacon combatendo as tendências regressivas no seu próprio partido e os esforços correntes como o Futures Forum e a Comissão de Drogas da RSA do Reino Unido em andamento, os políticos escoceses terão a base de conhecimento para agir. Falta ver se terão a vontade política para aplicar esse conhecimento.












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