Maconha Medicinal: Grupo do Estado de Washington É Atacado
Os agentes de repressão às drogas do estado de Washington sitiaram a sede do CannaCare, um grupo de defesa e apoio à maconha medicinal de Everett na quarta-feira. Os agentes da Equipe de Repressão aos Narcóticos de West Sound financiados pela União confiscaram o que eles disseram que eram mais de mil plantas de maconha e também computadores que continham os prontuários e demais informações pessoais sobre cerca de 200 pessoas autorizadas a usar a erva segundo a lei estadual. Ainda ninguém foi preso ou acusado.
É o segundo reide em uma semana em endereços relacionados ao CannaCare. Na semana passada, os agentes sitiaram a casa de John Worthington em Renton, sócio do diretor do CannaCare, Steve Sarich, um importante defensor da maconha medicinal de Washington que, de acordo com o Seattle Times, provocou a polícia ao "anunciar que o CannaCare fornecerá plantas de maconha aos pacientes".
Na apreensão de Renton, a polícia confiscou seis plantas de maconha e Worthington reclamou. "Me perseguiram porque sou um ativista e fui aterrorizado para parar de cultivar", disse Worthington ao Post-Intelligencer. "Não posso aceitar que os meus filhos sejam vistos como se fossem criminosos. Foi repugnante. Não sou Al Capone - sou um pai de família".
Sarich também não se arrepende. "Já que eles não gostam da maconha medicinal, este é um ataque contra as pessoas que a apóia", disse Sarich ao jornal de Seattle enquanto insistia que não era traficante de drogas. De acordo com Sarich, só alguns gramas de maconha foram encontrados na apreensão e a maioria das plantas confiscadas era de clones desenraizados e germes. Os pouco mais de $1.000 em espécie que a polícia confiscou eram para pagar a sua conta de serviços, afirmou.
Mas, a rede de paciente em torno do CannaCare e os observadores locais da privacidade estão preocupados que os prontuários dos pacientes caiam em mãos da polícia. "Quem sabe o que estão fazendo com a nossa informação?" disse Steve Newman, que tem esclerose múltipla e esteve usando maconha, obtida através do CannaCare, durante dois anos. "Me deixa preocupado - muito, muito preocupado. Estamos desamparados. Ninguém pode dizer muito sobre isso", disse ele ao Post-Intelligencer.
"O CannaCare tem muitos prontuários relacionados aos pacientes aos quais forneciam as estacas", disse Alison Chin Holcomb, diretora do Projeto de Conscientização Sobre a Maconha da ACLU Washington. "Não nos sentimos muito bem com a lei tendo o poder de difundir informação a partir dos prontuários das pessoas", disse ela à Crônica da Guerra Contra as Drogas.
O grupo pode tomar providências para restringir o acesso da polícia àqueles prontuários, disse Holcomb. "Estamos investigando que fundamentos legais poderíamos ter para solicitarmos que um juiz emita uma ordem protetora, ou talvez até uma ordem que lacre esses registros", disse. "Queremos minimizar a exposição dos pacientes".
Mas, se o CannaCare e Sarich estivesse fornecendo maconha a mais de um paciente, pode haver uma dura batalha legal no futuro, disse Holcomb. "Segundo a lei de Washington, um fornecedor designado pode fornecer só para um paciente. Se for visto que ele está fornecendo para grandes números de pessoas, isso pode ser um verdadeiro problema para ele".












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