Proibição das Drogas: Promotor de Vermont Pede "Negociações de Paz" na Guerra Contra as Drogas e Consideração de Abordagem de Saúde Pública
Em um artigo de opinião publicado na quinta-feira no Rutland Herald, o Promotor da Comarca de Windsor de Vermont, Robert Sand, pediu "negociações de paz" na guerra contra as drogas. Ao invés de declarar vitória ou derrota, "chegou a hora de idear uma estratégia de saída inteligente, uma que inclua a consideração de uma abordagem regulada de saúde pública às drogas no lugar do nosso modelo atual de justiça criminal".
A abordagem atual às políticas de drogas, com a sua forte confiança na repressão legal "pode até ser contraproducente para a segurança pública e pessoal", escreveu Sand. A proibição das drogas engendra três formas de violência, observou - a violência estrutural (isto é, batalhas armadas para resolver as disputas de negócios), a violência aquisitiva (isto é, dependentes recorrendo ao roubo para arcarem com os preços excessivos do mercado negro para as drogas) e, em um grau muito menor, a violência biofarmacêutica (isto é, as pessoas que ficam altas e atacam os demais).
De acordo com Sand, qualquer inquérito das políticas de drogas deve responder cinco perguntas críticas:
- Se falamos sério sobre lidarmos com a dependência química, por que tratamos os dependentes como criminosos?
- Dada a natureza viciante e perigosa de certas drogas, por que deixamos que os criminosos controlem a distribuição delas (criminosos com interesse financeiro em achar novos clientes e manter viciados os demais)?
- Por que recusar uma abordagem reguladora às drogas, mas regular o álcool e o tabaco, duas substâncias viciantes e perigosas?
- Se uma abordagem reguladora aumentasse os custos da saúde, esses custos seriam mais do que superados pelas economias no sistema de justiça criminal?
- Se a nossa abordagem atual está funcionando, por que os índices de consumo de drogas, potência, detenções e encarceramento aumentam e não caem enquanto os gastos na repressão têm subido?
Sand também sugeriu que uma abordagem reguladora às drogas atualmente ilegais pode resultar em menos consumo de drogas de parte dos adolescentes, citando jovens que dizem que é mais fácil obter maconha do que álcool. Ao afastar-se da proibição à regulação, o efeito do "fruto proibido" também seria reduzido, argumentou Sand.
O interesse na mudança das políticas de drogas deveria cruzar as linhas partidárias, sugeriu Sand. "A reforma das políticas de drogas deveria recorrer a um espectro político amplo. A reforma nos permitiria lidar com os dependentes com mais compaixão e eficácia. Tiraria o governo das escolhas privadas dos adultos e podia resultar em economias consideráveis ao reduzir os gastos na justiça criminal e nas correções. Sugerir que propor a reforma é equivalente a 'ser indulgente com as drogas' é reduzir uma questão altamente complexa a um bordão unidimensional. Podemos e devemos ter mais consideração do que isso".
Enfim, Sand discutiu que a mudança precisa acontecer tanto no nível estadual quanto no federal. Observando que o estado, representado em Washington pelos Senadores Patrick Leahy (D) e Bernard Sanders (I) e o Deputado Peter Welch (D), tem alguma influência no novo Congresso, Sand instou a delegação a influenciar a mudança nas políticas de drogas. "Mesmo se os cidadãos de Vermont procurassem uma nova abordagem atrevida e corajosa às políticas de drogas", notou, "o governo federal poderia tentar sufocar a inovação. Os estados e o governo federal devem tentar trabalhar em conjunto nestas questões".
Os promotores municipais são o bastião da guerra contra as drogas. Só um punhado se pronunciou contra ela. Vamos esperar que a posição de Sand desencadeie um dilúvio deles.

















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Comment posted by Anonymous on Sábado, 11/08/2008 - 9:56amQue tal !!Comprometimento do Governo em colocar os atuais drogados em clinicas apropriadas a dependentes quimicos e PROIBIR TOTALMENTE!!!Quem aceitar ser internado até tal data tudo bem, quem não aceitar CADEIA!!!