CHANGING MINDS, LAWS & LIVES CAMPAIGN

Edição #609, Nov 20, 2009

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    Sudeste Asiático: Novo Governo Tailandês Começará a Investigar os 2.500 Assassinatos Cometidos Durante a Guerra às Drogas de Thaksin

    Com o ex-Primeiro Ministro da Tailândia, Thaksin Shinawatra, deposto neste outono por golpe militar, as vítimas do seu esforço sangrento para suprimir o consumo de drogas em 2003 podem afinal ter alguma justiça. De acordo com os grupos legais e de direitos humanos tailandeses, não menos de 2.500 pessoas foram executadas sumariamente como usuárias ou traficantes de drogas pela polícia tailandesa que impunha a promessa de Thaksin de suprimir as drogas na Tailândia.

    http://stopthedrugwar.org/files/thailandembassyprotest.jpg
    protesto de 2003 no consulado tailandês, David Guard da DRCNet na frente
    O novo Primeiro Ministro, o Gen. Surayud Chulanont, prometeu reabrir pelo menos 40 casos de assassinatos em que as famílias prestaram queixa formalmente ao Conselho de Advogados Tailandeses e à Comissão Nacional de Direitos Humanos. Se estes primeiros casos produzirem resultados, espera-se que mais famílias dos mortos passem a fazer denúncias formais. O governo anterior identificou eventualmente uns 2.598 assassinatos em que amigos ou familiares culparam a polícia antidrogas, mas ninguém foi processado, muito menos condenado, por aqueles crimes.

    O esforço para trazer Thaksin e seus comparsas à justiça está sendo encabeçado pelo ex-Senador Kraisak Choonhaban, um defensor antigo dos direitos humanos. Kraisak pediu o processo criminal de Thaksin e de outros altos oficiais ao invés de perseguir a infantaria. A campanha de Kraisak recebeu o apoio do co-presidente de direitos humanos do Conselho de Advogados Tailandeses, Somchai Homla, que pediu investigações sérias das violações dos direitos humanos durante a guerra às drogas de Thaksin.

    Aparentemente, o Gen. Surayud aprendeu algumas lições do ataque sangrento de Thaksin contra os usuários de drogas. Na semana passada, ele avisou a polícia e as autoridades antidrogas a manterem escrupulosamente a lei na realização de campanhas antidrogas. "O nosso trabalho deve ater-se aos direitos humanos e ao império da lei. Não faremos nada ilegal. Como funcionários do estado, temos que esclarecer este problema primeiro", disse ele em discurso para uns 300 oficiais antidrogas e da polícia.

    Mas, como seu predecessor, o Gen. Surayud ainda está conduzindo campanhas antidrogas. Pelo menos, ele prometeu usar métodos pacíficos e ordenou uma avaliação da última campanha após seis meses. Com sorte, os defensores dos direitos humanos não terão que fazer os seus protestos contra ele.

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