CHANGING MINDS, LAWS & LIVES CAMPAIGN

Edição #607, Nov 06, 2009

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    Editorial: Coisas que Acontecem Uma e Outra Vez

    Uma das matérias nas notícias nesta semana era o ritual anual de "Perdão do Peru" do Dia de Ação de Graças. Neste ano, "Flyer" e "Fryer", seus nomes foras escolhidos em uma pesquisa eletrônica dos eleitores na página da Casa Branca, conseguirão viver o resto de suas vidas naturais em uma fazenda na rural Virgínia. O Perdão do Peru, uma ação quase oficial do Presidente dos EUA em exercício, tem ocorrido confiavelmente em toda semana de Ação de Graças durante quase 60 anos.

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    David Borden
    Outro acontecimento anual foi o relativo desuso do Presidente atual do seu poder de conceder clemências e perdões. Quando eu teci meus primeiros comentários sobre o Perdão aos Perus, "Stars" e "Stripes" em 2003, Bush ainda tinha que usar o poder. Agora, isso já não é completamente verdade, mas ainda está perto de ser verdade. De acordo com Debra Saunders do San Francisco Chronicle, a contagem de presos federais cresceu vertiginosamente desde 2003 - de 150.000 para mais de 190.000 - enquanto o presidente emitira meras duas comutações e 97 perdões durante todo o seu mandato. Como vegetariano de longa data, certamente não me oponho aos perdões dos perus. Mas, quando se trata de outra tradição antiga do feriado na Casa Branca, o perdão natalino a pessoas, George Bush tem sido um verdadeiro Scrooge, se não o Grinch, e isso deve parar.

    Outra coisa que acontece uma e outra vez - algo que ninguém se atreveria a chamar de tradição, mas cuja recorrência é plenamente inevitável - é a matança acidental em reides antidrogas de pessoas inocentes ou pelo menos não-violentas por esquadrões policiais paramilitares. O que acontece é que as equipes da SWAT, muitas das quais viraram mais ou menos esquadrões antidrogas, usam táticas incrivelmente agressivas como aríetes ou bombas de impacto moral para entrar nas casas de suspeitos de infração da legislação antidrogas. As pessoas de dentro, que não estão esperando a intrusão nem entendendo que isso é diferente de um ataque, reagem com trauma na maioria das vezes, mas, às vezes, morrem de ataques cardíacos ou por sacarem armas em autodefesa e receberem disparos. Às vezes, as pessoas de dentro são alvejadas quer saquem suas armas ou não.

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    Perdoar perus não basta - porque já chega.
    Um relatório do Instituto Cato neste ano examina o problema com detalhes. Esteve crescendo. Kathryn Johnston de Atlanta foi a última vítima. A mulher de 92 anos disparou contra três policiais depois de forçarem a entrada deles sem bater à porta. Os policiais foram feridos, mas atiraram em Johnston, que foi morta. As pessoas estavam bravas com razão, muitas em relação à justificativa do uso de arma de Johnston nas circunstâncias, apesar da tragédia que resultou. A polícia chamou de "trágico" o incidente, mas também disse que estava executando um mandado legal depois que um oficial disfarçado comprara drogas na casa dela. Com o tempo se saberá se essa afirmação é verdadeira ou falsa. Mas, mesmo se for, como justifica o que aconteceu?

    As matanças da guerra às drogas cometidas por equipes da SWAT de pessoas que são inocentes ou não-merecedoras disso são apenas um dos muitos ultrajes da guerra às drogas que acontecem uma e outra vez. A meu ver, chegou a hora de dizermos "já chega".

    Como primeiro passo, peço àqueles que lerem isto, que têm outros ultrajes da guerra às drogas com que se importam, a fazer publicações discutindo-os na seção de comentários na parte inferior desta página. (Seria ótimo se se logassem primeiro, para que não fossem "anônimos" e para que as pessoas, inclusive nós na DRCNet, soubessem como contatá-los. Vamos redesenhar a página para facilitar isso durante as próximas semanas.)

    Na semana que vem, começaremos a falar sobre o segundo passo...

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