TRUTH CAMPAIGN 08

Edição #555, Oct 10, 2008

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    Discriminação Racial: Não Desapareceu na Rodovia de Nova Jérsei

    Apesar de sete anos de reformas que visam a erradicar a discriminação racial de parte da Polícia Estadual de Nova Jérsei, a prática continua a mesma e até piorou. De acordo com a American Civil Liberties Union, um estudo descobriu que 30% dos condutores parados na parte sul da Rodovia de Nova Jérsei eram negros enquanto os afro-americanos compreendiam somente 18% da população.

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    acesso à Rodovia de Nova Jérsei
    A ACLU de Nova Jérsei usou uma audiência da terça-feira do Comitê Acessório de Padrões Policiais para divulgar as suas descobertas já que instava a continuação da supervisão dos patrulheiros estaduais para impedir a discriminação racial. A reunião da terça foi a última de uma série de quatro para estudar o problema. O painel foi apontado pelo Gov. Jon Corzine (D) para decidir se a supervisão da polícia estadual ordenada pela corte deve continuar.

    O estado concordou com um decreto sobre o consentimento que visava a reformar as práticas da Polícia Estadual depois dos disparos feitos contra três jovens de cor desarmados na Rodovia em 1998. Nos últimos anos, os monitores apontados pelas cortes declararam que a agência está obedecendo ao decreto e o governo federal propôs suspendê-lo.

    Mas, a Polícia Estadual continua parando os condutores negros em índices “grandemente desproporcionais” na parte sul da rodovia, disse o diretor legal da ACLU, Edward Barocas, ao comitê. “A discriminação continua a mesma”, depôs Barocas. “Agora, os afro-americanos formam uma porcentagem mais alta das batidas que formavam antes do início do decreto sobre o consentimento”.

    Os porta-vozes da Polícia Estadual disseram que estavam cientes de que os condutores negros estavam sendo parados desproporcionalmente, mas afirmaram que isso não era resultado da discriminação racial. “Fomos assegurados pela equipe independente de supervisão que eles não viram indício nenhum de patrulheiros desempenhando ações inconstitucionais ou qualquer sinal de tratamento desigual”, disse o Tenente-Coronel Tom Gilbert.

    Embora Gilbert tenha feito a defesa, o presidente da Associação Fraternal dos Patrulheiros Estaduais, David Jones, foi ao ataque. O estudo da ACLU, no qual um consultor de fora mediu o número de condutores negros, pardos e brancos no sul da Rodovia e o comparou com o número de batidas de trânsito, era “uma porcaria de ciência” com a intenção de proteger o “negócio” dos advogados de defesa que processam a Polícia Estadual, afirmou. “Todos ali (na Delegacia de Moorestown), de alto a baixo, foram mudados uma série de vezes”, disse Jones, explicando as transferências. “A anomalia existe porque às vezes um infrator é um infrator”.

    O diretor da Polícia Estadual, Rick Fuentes, quer substituir os monitores apontados pela corte por um painel acadêmico, mas o especialista em discriminação racial, o Professor Samuel Walker da Universidade de Nebraska-Omaha, disse que era necessária uma supervisão mais intensa. “A supervisão externa e independente – um par diferente de olhos e ouvidos – é extremamente importante para a manutenção dos padrões profissionais”, disse Walker. “Há reformas a postos. A questão verdadeiramente importante é mantê-las... e isso exige atenção contínua”.

    O comitê decidirá uma recomendação ao governador, mas não se sabe ainda quando isso vai acontecer.

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