Eleições 2006: Iniciativas Municipais de Maconha Vencem em Todos os Níveis
As iniciativas estaduais de legalização da maconha e de maconha medicinal se saíram mal nas pesquisas na terça-feira, mas tudo foi diferente para um grupo de medidas municipais que tornam as infrações por porte de adulto de maconha a menor prioridade legal. Em três cidades californianas, a pequena Eureka Springs, Arkansas e a cidade universitária de Missoula, Montana, os eleitores mandaram um recado claro à lei a os funcionários municipais de que eles deveriam achar coisas melhores para fazer do que perseguir os usuários de maconha.
Em Albany, Califórnia, os eleitores também aprovaram uma medida de maconha medicinal, a Medida D, apoiada pelo Americans for Safe Access.
As vitórias das iniciativas de menor prioridade legal da terça-feira, que foram financiadas pelo Marijuana Policy Project, são as mais recentes de uma série de iniciativas que começaram em Seattle em 2003 e agora incluem Oakland, Califórnia e Colúmbia, Missouri. Na Califórnia, os defensores da iniciativa esperam usar as vitórias desta semana como trampolim tanto para mais iniciativas municipais quanto para ação em todo o estado no futuro próximo.
No Golden State, como parte da California Cities Campaign, as cidades de Santa Bárbara, Santa Cruz e Santa Mônica aprovaram iniciativas de menor prioridade, com 65% dos votos nas duas primeiras e 64% em Santa Mônica.
Na quinta-feira, a diretora de campanha da Sensible Santa Barbara disse à Crônica da Guerra Contra as Drogas que o grupo estava ansioso por passar a implementar a nova política de menor prioridade. “Ansiamos por trabalhar com a polícia e a câmara municipal para darmos início a isto”, disse.
Mas, Cassell e o resto do pessoal da California Cities Campaing não estão descansando agora que ganharam. Ao invés disso, estão procurando ampliar o impacto de suas vitórias. “Estamos visando aos níveis estadual e federal e esperamos que isto fortaleça a defesa da reforma”, disse. “Os eleitores mandaram uma mensagem clara de que a guerra às drogas fracassou e que chegou a hora de termos uma nova abordagem”.
A mesma mensagem estava repercutindo – apesar de não tão fortemente – no Big Sky Country. Na Comarca de Missoula, Montana, a iniciativa de menor prioridade ganhou ali com 53% dos votos. Ignorando a forte oposição da lei, os eleitores no que talvez seja a comarca mais liberal de Montana enviaram um sinal forte de que eles também estão procurando uma alternativa à guerra às drogas, ou, pelo menos, à proibição da maconha.
Ao invés de ouvir a polícia, a maioria dos eleitores de Missoula ouviu a Citizens for Responsible Crime Policy, o grupo que propôs a medida e a pôs nas urnas. Liderado pela porta-voz Angela Goodhope, o grupo debateu que a polícia deveria dar ênfase à solução de crimes que ameaçam as vidas e a propriedade das pessoas, não aqueles que envolvem o consumo de maconha por adultos.
“Estamos muito satisfeitos que os eleitores de Missoula tenham aprovado uma política mais clara, segura e esperta contra a criminalidade”, disse Goodhope ao jornal Missoulian. Os eleitores recusaram as afirmações da lei de que a aprovação resultaria na perda de dólares federais contra as drogas, observou. “Nenhum dos resultados negativos que os nossos oponentes previram se realizará”, disse Goodhope. “Sabemos disso com certeza”.
Enquanto isso, em Eureka Springs, um abrigo contracultural perto da Universidade do Arkansas em Fayetteville, os eleitores aprovaram uma medida similar de menor prioridade com 64% dos votos. Defendida pela NORML Fayetteville/Universidade do Arkansas, a votação em Eureka Springs marcou o primeiro revés da proibição da maconha na história do Arkansas.
O forte comparecimento nas disputas municipais da Califórnia e Montana ao Arkansas sugere que os eleitores estadunidenses estão prontos para políticas mais sensíveis de maconha, disse o diretor executivo da National Organization for the Reform of Marijuana Laws, Allen St. Pierre. “O que estes resultados nos dizem é que os cidadãos apóiam fortemente a reforma das leis sobre a maconha dos EUA, mas que preferem fazer isso pouco a pouco”, disse. “Estes acontecimentos no nível municipal, mais uma vez, afirmam que a maioria dos cidadãos estadunidenses não quer que os adultos que usam maconha responsavelmente sejam presos ou encarcerados e não quer que o dinheiro dos seus impostos seja gasto em políticas que dão prioridade a objetivar e perseguir os infratores da legislação antimaconha”.

















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