Maconha: Candidato ao Governo do Massachusetts É a Favor da Legalização, Não Só Durante o Mandato Dele
De acordo com pesquisas recentes, o candidato democrata ao governo do Massachusetts, Deval Patrick, tem uma enorme vantagem sobre o seu oponente, o Vice-Governador republicano Kerry Kealey. Isso não acontece pela claridade da posição dele sobre as políticas de maconha.
No quarto e derradeiro debate para o governo no dia 26 de Outubro, ambos os candidatos dos partidos maiores e dois candidatos de partidos menores receberam a seguinte pergunta do moderador do debate: “Desde os anos 1970, pelo menos uma dúzia de estados descriminalizaram o porte adulto de pequenas quantidades de maconha para consumo pessoal. O Massachusetts não é um deles. Um estudo da Universidade de Boston de 2003 estimou que as milhares de detenções por porte de maconha todos os anos custam mais de $24 milhões em recursos da lei. Há um projeto perante a assembléia que reduziria a pena para o porte de quantidade inferior a trinta gramas para uma multa civil de $100. Você o assinaria se chegasse à sua mesa?”
Após dizer que esperava que o projeto nunca chegasse à mesa dele porque não era prioridade dele, Patrick acrescentou que a lei deveria dar ênfase aos grandes traficantes de drogas e que a mesma pessoa que proporcionou maconha ao seu tio viciado também lhe deu heroína. Ele concluiu a sua resposta inicial dizendo, “Me sinto muito bem com a idéia de legalizar a maconha. Só não acho que deva ser a nossa prioridade”.
O moderador foi reduzido a perguntar diretamente a Patrick se ele vetaria o projeto. “Vetaria”, respondeu.
A candidata republicana Healey não fez rodeios na resposta dela. “Eu vetaria essa proposta”, disse, citando o custo da dependência química e a “tragédia” das crianças no sistema de serviço social em razão de pais viciados. “Qualquer coisa que leve à dependência química deveria estar absolutamente fora de questão e eu nunca legalizaria as drogas”.
O candidato independente ao governo, Christy Mihos, se juntou ao consenso, dizendo que apoiava a maconha medicinal, mas que vetaria um projeto de descriminalização. Só a candidata Verde-Arco-Íris Grace Ross deu algum indício positivo sobre o projeto de descriminalização, mas também foi vago. “Não ligo muito para colocar o pessoal na prisão por pequenas quantidades de maconha, mas a verdadeira questão é – a dependência química, e todos os outros países industrializados não têm tanta gente na prisão e esse é um motivo para que quando alguém esteja viciado em algo possa conseguir tratamento sob demanda, possam receber o tratamento imediatamente porque o programa universal de saúde significa que quando se sabe que se precisa de tratamento, vá e receba-o. Então, acho que se vamos falar sobre drogas, peguemos os grandes que têm enormes quantidades de dinheiro e que as levam às comunidades, não os pequenos”.
Mas, Ross se recusou a dizer se assinaria ou vetaria o projeto de descriminalização, dizendo que quereria ver o contexto de outras mudanças “muito mais importantes” nas políticas. Não obstante, ela atacou obliquamente os comentários de Healey sobre os pais viciados. “Acho que temos que ser sinceros aqui porque isto não se trata do que é legal e do que não é completamente porque muitas dessas crianças em DSS têm pais que são viciados em álcool, não em substância ilegais e acho que uma coisa sobre este tipo de pergunta que é legítima é que a dependência não está relacionada a quais substância são legais ou não. Então, precisamos ser honestos. Acho que a questão de onde a maconha se situa em comparação com o álcool é uma questão legítima e precisamos lidar com a dependência como dependência e não sobre a criminalização de pessoas que são viciadas. Precisamos lidar com ela como dependência”.
Nas questões eleitorais municipais nas eleições gerais de 2000, 2002 e 2004, mais de 410.000 habitantes do Massachusetts votaram na reforma da legislação sobre a maconha.












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