Imposição da Lei: As Estórias de Policiais Corruptos Desta Semana
Ocupados, muito ocupados. Juízes consumindo cocaína, policiais traficando cocaína, policiais vendendo êxtase, pilotos da Força Aérea contrabandeando êxtase, químicos da polícia roubando da pilha de provas – e, claro, agentes penitenciários contrabandeando drogas para as prisões. Vamos ao que interessa:
Em Las Cruces, Novo México, a Comissão de Padrões Judiciais do estado entrou com uma petição na sexta-feira passada procurando a remoção de um magistrado da Comarca de Dona Ana com base em seus exames positivos por cocaína, de acordo com a Associated Press. O Magistrado Carlos Garza, 42, negou usar drogas e prometeu combater a ação. Garza foi suspenso pela comissão desde o dia 20 de Setembro, quando não obedeceu à ordem da comissão de se submeter a um exame toxicológico. De acordo com a comissão, desde então ele não passou por outro exame. A comissão também acusou Garza de tentar pressionar um agente de Mesilla durante uma batida de trânsito na qual o juiz estava em um carro com uma mulher “com a qual ele tinha uma relação pessoal” e pressionar o escrivão municipal a deixar limpa a carteira de motorista da mulher antes do tempo em um caso de condução em estado de embriaguez. Ele foi posto em liberdade vigiada pela Comissão de Padrões Judiciais no início deste ano nesse caso e ele disse que a acusação de ter usado cocaína era a continuação da vingança da comissão contra ele. Ele disse que os metabolitos de cocaína encontrados no organismo dele podem ter sido recebidos através de “exposição passiva”. Garza disputa a reeleição sem opositores nas eleições do mês que vem.
[N.E.: Incluir ou não o mero porte ou o simples consumo de drogas de parte do pessoal da justiça criminal entre os exemplos de corrupção é um dilema que a Crônica da Guerra Contra as Drogas enfrenta rotineiramente. Até agora, optamos por inclui-los, porque um juiz que consome drogas ilegais também pode ser um juiz que preside julgamentos e pronuncia sentenças contra outros usuários de drogas que fizeram a mesmíssima coisa (hipocrisia); e porque o juiz está infringindo uma lei que ele jurou cumprir (não obstante seja uma lei da qual discordamos). Mas, é preciso lembrar que há uma diferença entre o consumo de drogas por policiais ou juízes e o lucro com o tráfico de drogas ou outros exemplos de improbidade oficial.]
Em Durham, Carolina do Norte, um xerife-adjunto da Comarca de Durham foi preso em um reide antidrogas a um bar local e outros dois adjuntos foram despedidos por trabalharem como seguranças ali. O Adjunto Michael Owens, o dono do bar sitiado, foi acusado junto com quatro outros por traficar cocaína e conspirar para traficar cocaína e ele pode receber outra acusação de manter um prédio para fins de distribuição de cocaína. Os adjuntos Brad King e Keith Dotson, que trabalhavam nas horas vagas como seguranças para o clube, foram suspensos na mesma noite, informou o Durham Herald Sun e demitidos no início desta semana. As autoridades informaram confiscar 42g de cocaína durante o reide.
Em Biloxi, Mississippi, um ex-agente da polícia de Biloxi se confessou culpado na sexta-feira passada de vender êxtase, informou o Biloxi Sun Herald. Darrell Cvitanovich, que se demitiu da força após a sua detenção, pode pegar até 30 anos de prisão depois de admitir que vendeu quatro comprimidos de êxtase a um amigo. Cvitanovich, que é filho de um ex-delegado da polícia de Biloxi, foi preso em Junho de 2005 após uma investigação das alegações de que estava envolvido em atividades relacionadas com as drogas. Durante a busca da casa dele, a polícia encontrou 11 comprimidos de êxtase e uma pequena quantidade de metanfetamina. Ele foi acusado de porte de substância controlada com intenção de venda e transferência de substância controlada, mas, na semana passada, se confessou culpado apenas da acusação de vendas. Cvinatovich está livre sob fiança de $50.000 até a condenação.
Na Cidade de Nova Iorque, um piloto da Guarda Aérea Nacional dos EUA que levou um jato à Alemanha e voltou com 200.000 comprimidos de êxtase foi condenado na sexta passada a 17 anos e meio de prisão. O Capitão Franklin Rodríguez, 36, e seu cúmplice, o Sargento John Fong, 37, tinham se confessado culpados em tribunal federal após serem pegos pelo vôo de Abril de 2005. Fong aguarda condenação. O par caiu depois que os agentes federais viram Fong colocar 28 bolsas em uma BMW sedan e as acharam cheias de comprimidos de êxtase, de acordo com a Associated Press. Os procuradores disseram que Rodríguez transportara drogas várias vezes em vôos militares, trazendo centenas de milhares de comprimidos de êxtase aos EUA. Os federais encontraram mais de $700.000 em espécie no apartamento dele. Agora, eles os têm.
Na Filadélfia, uma ex-química civil da Polícia da Filadélfia foi presa no dia 11 de Outubro sob acusações de ter roubado drogas para consumo próprio, informou a Associated Press. Colleen Brubaker, 30, caiu sob suspeição em Abril e pediu demissão em Maio. Agora, as autoridades a acusam de pegar analgésicos opiáceos como Oxycontin, Percocet e Vicodin para fomentar o vício dela. Ela é acusada de porte de drogas, roubo, receptação, adulteração de provas, obstrução, adulteração de registros ou informações públicas e adulteração ou fabricação de provas físicas. Já que Brubaker era a química responsável por centenas de casos de drogas, os defensores públicos agora consideram a possibilidade de que alguns deles possam ter que ser retirados.
Em Stillwater, Oklahoma, um xerife-adjunto da Comarca de Payne foi suspenso sem direito a remuneração durante uma investigação da Agência de Controle de Narcóticos e Drogas Perigosas de Oklahoma, informou a Associated Press. Os funcionários municipais não querem falar sobre o que o Adjunto Brooke Buchanan, com 13 anos de serviços prestados ao departamento, é acusado de fazer, mas confirmam sim que um promotor especial foi nomeado para a investigação. A averiguação pode levar várias semanas até que qualquer acusação seja feita.
Em Lubbock, Texas, uma agente penitenciária da Comarca de Lubbock foi presa no domingo à noite enquanto chegava ao trabalho levando maconha, informou a KLBK-CBS 13 TV em Lubbock. Renata Hernández, 26, é acusada de introduzir uma substância proibida em uma instalação correcional. Ela pode pegar entre dois e dez anos de prisão. Embora os porta-vozes da polícia dissessem que achavam que ela estava trazendo a erva à cadeia para vendê-la, ainda não conseguiram provar isso.












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