América Latina: Prefeito de Tijuana Promete Investigar Toda a Polícia em Busca de Relações com o Narcotráfico
O prefeito da cidade fronteiriça de Tijuana no México, Jorge Hank Rhon, anunciou durante o fim de semana que toda a polícia municipal será investigada por envolvimento no narcotráfico. A cidade é o lar da organização narcotraficante Arellano Félix, uma das poderosas no México e metida em uma batalha sangrenta com o “cartel de Juárez”, concorrente liderado pelos herdeiros criminosos do lendário Amado Carrillo Fuentes, conhecido como o “Senhor dos Céus” antes da morte dele em 1997. Dúzias de pessoas foram mortas neste ano em Tijuana em batalhas entre os grupos rivais.

logotipo da polícia de Tijuana (cortesia de DrugWar.com)
Após esse incidente, os oficiais de Tijuana acusaram os funcionários da lei federal de não fazerem o suficiente para ajudar a combater os traficantes, o que instigou uma resposta atipicamente irritada da procuradoria federal. Em comunicado lançado no fim de Setembro, a procuradoria acusou o Prefeito Rhon e o secretário de segurança pública de Tijuana, Luis Javier Algorri Franco, de “complacência ou cumplicidade direta” com o narcotráfico.
Rhon também enfrentava a pressão dos poderosos interesses econômicos de Tijuana preocupados que a corrupção e a violência pudessem afetar os negócios deles. O principal grupo de negócios na cidade, o Conselho Coordenador Empresarial, anunciou no mês passado que ia boicotar os eventos públicos até que as agências municipais, estaduais e federais da lei começassem a trabalhar juntas, e, na semana passada, fez ameaças de tirar os seus negócios da cidade a menos que algo fosse feito.
Isso é aparentemente o que ocasionou o pedido de investigação massiva da polícia municipal feito por Rhon durante o fim de semana. Embora a corrupção da polícia em Tijuana tenha sido endêmica durante anos – a política municipal informa que 66 de seus oficiais foram presos nos últimos seis meses -, é a refrega política aberta entre Rhon e a Cidade do México que preparou a investigação e a pressão dos grupos empresariais que a tornou realidade.
“Do policial nas ruas ao superintendente da polícia estadual, todos estarão sujeitos a esta investigação”, disse Rhon em uma entrevista coletiva do fim de semana.
“Não esperamos que alguém venha de fora para nos ajudar com o tema da corrupção”, disse Algorri na entrevista coletiva do fim de semana para anunciar a investigação massiva dos 2.300 policiais de Tijuana. Algorri acrescentou que era injusto destacar a polícia da cidade. “O problema da corrupção nas agências da polícia é uma realidade e todas as agências policiais têm problemas com a corrupção”, disse.























