Terapia da Dor: Dr. Hurwitz Não Consegue Fiança e Aguardará na Prisão Até o Novo Julgamento
Na quarta-feira, o especialista nacionalmente conhecido no tratamento da dor, o Dr. William Hurwitz, teve o seu pedido de fiança negado até novo julgamento. Hurwitz esteve na prisão desde que foi condenado em Novembro de 2004 sob acusações de tráfico de drogas pela sua prescrição de grandes quantidades de analgésicos opiáceos a pacientes, alguns dos quais admitiram depois abusar e/ou vendê-los. A condenação de Hurwitz foi revogada sob apelação e ele buscou a sua liberdade até ter um novo julgamento.

o Dr. Hurwitz em 1996 (foto cortesia de Skip Baker)
“As coisas mudaram com respeito à fuga”, disse Wexler enquanto recusava a moção. “Um júri o declarou culpado de 50 acusações... Acho que ele apresenta risco de fuga”.
Provavelmente, Hurwitz é o médico mais importante a ser processado em uma operação federal corrente contra o que as autoridades chamam de abuso de drogas prescritíveis e de sobreprescrição de drogas como Oxycontin e outros analgésicos. O caso dele mobilizou mais interesse e apoio na mídia e na comunidade de medicina que qualquer um das dúzias de outros casos de médicos processados na campanha federal.
Ele foi condenado depois que o Juiz Wexler instruiu aos membros do júri a não considerarem se Hurwitz agira “de boa fé” quando prescreveu. Hurwitz e seus advogados debateram que a defesa de “boa fé” era crucial para provar a inocência dele porque ele achava que estava ajudando os pacientes dele ao prescrever grandes quantidades de analgésicos.
Os procuradores instaram que Hurwitz permanecesse na cadeia até o julgamento, dizendo que ele tinha motivos para fugir. “Pelo menos um júri o declarou culpado 50 vezes”, disse o Subprocurador da União, Gene Rossi. “Ele tem mais ou menos 60 anos de idade e a sentença que foi imposta, 25 anos, é essencialmente uma sentença de prisão perpétua. Isso é um forte incentivo”.
Mas, os advogados de Hurwitz disseram que ele não fugira quando esteve sob fiança antes e tinha boas chances de vencer no novo julgamento. “Ele obedeceu fielmente a todas as condições de sua soltura”, disse o advogado de defesa, Lawrence Robbins.
The Robing Room, uma página que permite que os profissionais da justiça criminal dêem uma nota aos juízes, dá a Wexler medíocres 3,5 de 10, apesar do tamanho da amostra (apenas nove pessoas, a maioria advogados criminalistas) ser limitado. Entre os comentários:
“Este é um dos indivíduos mais malvados que já conheci... Ele não tem temperamento judicial e não é nem remotamente tão esperto quanto pensa ser, além do mais, não sabe ouvir”.
“Simplesmente, ele é um juiz terrível... Um amante da promotoria que grita, intimida e é unilateral... Não presta muita atenção às citações legais que claramente são relevantes para os trâmites... Malvado e asqueroso, não muito inteligente”.
“Não conhece a lei e não está nem aí”
Leia a carta de David Borden ao Juiz Wexler sobre os defeitos evidentes no julgamento, enviada antes da condenação original do Dr. Hurwitz aqui (em inglês).
Se quiser saber mais sobre o caso Hurwitz, visite a página da Pain Relief Network.












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