América Latina: Em Descumprimento de Promessas de Campanha, o Novo Governo do Peru Acelerará a Erradicação da Coca
Quando o novo Presidente Peruano Alan García estava em uma competição acirrada contra o populista pró-coca Ollanta Humala no início deste ano, ele prometeu que o governo dele iria se opor à erradicação da coca porque os peruanos consideram a folha sagrada e parte das tradições deles. Mas, a Reuters informou na quarta-feira que o governo Garcia procura agora o apoio dos EUA para um novo esforço contra a produção de coca no que atualmente é o segundo maior produtor de coca do mundo.

campo de coca
Embora parte da coca seja cultivada legalmente e vendida ao monopólio nacional peruano da coca para que seja transformada em vários produtos, sem dúvida nenhuma a outra parte é desviada para o mercado negro e transformada em cocaína. A polícia peruana informou a apreensão de uns 500 laboratórios de cocaína no ano passado.
Mais de $330 milhões em ajuda estadunidense desde 2000 não conseguiram refrear o campesinato cocaleiro do Peru. Agora, o governo peruano quer mais. “Queremos uma presença mais forte do estado nas áreas cocaleiras, mais eficácia na erradicação da coca, a substituição do cultivo de coca e a segurança da exportação de cargas para limitar o contrabando”, disse o chefe antinarcóticos do Peru, Rómulo Pizarro, à Reuters. “Não podemos permitir que estes traficantes continuem envenenando as vidas das pessoas”.
Isso era música para os ouvidos de Susan Keogh, diretora de narcóticos no consulado dos EUA em Lima. Ela disse que a erradicação deve ser parte da nova campanha porque somente o desenvolvimento alternativo não seria o suficiente para acabar com o narcotráfico. “Há tantos laboratórios ilegais de drogas que são como o McDonald’s em cada esquina (nas regiões cocaleiras do Peru)”, disse Keogh à Reuters. “Não se pode só encher aquelas áreas de desenvolvimento, há necessidade de erradicação também”.
Embora não sejam tão politicamente potentes quando os seus homônimos bolivianos, os cocaleiros peruanos estão cada vez mais organizados, porém divididos, e eles e seus deputados no parlamento, como as líderes cocaleiras Nancy Obregón e Elsa Malpartida, estão determinados a dificultar a vida do governo García nesta questão. Não ajuda em nada que García esteja descumprindo as suas promessas feitas a eles.
















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