Maconha: DEA Se Mete em Enrascada em Denver com Esforço Abortivo para Derrotar a Iniciativa de Legalização em Novembro
Jeff Sweetin, o agente especial da DEA em Denver, provavelmente deseja ter ficado quieto. Já era muito ruim que o jornal da Universidade do Colorado, o Daily Camera, informasse no domingo que um dos seus agentes especiais enviara um e-mail através de uma conta do Departamento de Justiça em busca de um agente de campanha para o “Comitê de Informação sobre a Maconha do Colorado”, aparentemente uma organização estabelecida para derrotar a iniciativa de legalização da maconha do Colorado. Essa iniciativa legalizaria o porte adulto de até trinta gramas de maconha.
Mas então Sweetin cometeu uma gafe de verdade, dizendo ao Daily Câmera que a lei “permite que a sua agência se envolva no processo de dizer aos eleitores por que eles não deveriam descriminalizar a maconha” e que o comitê arrecadara $10.000 de “doações privadas, inclusive algum dinheiro das próprias contas dos agentes”.
Isso foi suficiente para provocar o defensor da iniciativa, a SAFER Colorado, que criticou a agência pela interferência arbitrária em uma questão eleitoral estadual. “O dinheiro do contribuinte não deveria ir para a defesa do poder executivo de um lado ou outro”, disse o diretor executivo do grupo, Steve Fox, ao Daily Câmera. “É um uso totalmente inadequado do dinheiro do contribuinte”.
Mas, a SAFER Colorado não estava sozinha em sentir-se ofendida com as ações contrárias da DEA. Os dois maiores e mais influentes jornais do estado, o Rocky Mountain News e ol Denver Post, condenaram a ação em editoriais. A posição do News era clara pela sua manchete: "DEA Should Keep Out of State Politics” [A DEA Deveria Ficar Longe da Política Estadual].
O Post teve uma abordagem mais preocupada com que a politicagem da DEA possa ultrapassar os limites do apropriado, senão da legalidade. “Proporcionar os fatos às pessoas que os queiram é uma coisa”, escreveu o Post. “Usar a agência como plataforma para influenciar as eleições é outra. Sweetin diz que entende claramente a diferença. Com certeza, esperamos que isso seja assim”.
Se Sweetin esperava que a matéria simplesmente desaparecesse, ele não ajudou nada quando nublou ainda mais as coisas quando a KMGH-TV em Denver informou na terça-feira que: “Sweetin disse que, apesar dos informes contrários, o gabinete dele não está nem fazendo campanha contra ela nem arrecadando fundos. Quando indagado sobre o comitê e os $10.000 mencionados no e-mail, Sweetin disse, ‘Eu nunca soube dos $10.000 em dinheiro’”.
Isso levou a SAFER Colorado a levantar toda uma série de perguntas sobre qual versão do ativismo da DEA era a verdadeira, a qual eles enviaram bondosamente aos meios de comunicação do Colorado. “Achamos que é muito suspeito que o mesmo agente da DEA que deixou claro que o comitê tinha verbas de doadores e agentes privados esteja dizendo agora que nunca ficou sabendo deste dinheiro”, disse o coordenador de campanha, Mason Tvert. “Achamos que a DEA pensava que podia fazer campanha ativamente contra a gente, mas então lhes disseram por algum tipo de aconselhamento legal que isso não podia acontecer assim. De qualquer jeito, estamos tentando transformar isto na matéria mais relevante possível”, disse ele à Crônica da Guerra Contra as Drogas.












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