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Edição #609, Nov 20, 2009

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    Maconha Medicinal: Já Não Há Ameaça de Prisão para Renee Boje Depois que Federais Aceitam Acordo Simbólico

    Um dos casos mais importantes e pungentes de processo criminal federal de pessoas envolvidas no movimento pró-maconha medicinal chegou a um fim relativamente bom. Renee Boje, que fugiu para o Canadá em 1998 em vez de enfrentar uma sentença mínima obrigatória de entre 10 anos e prisão perpétua pelo envolvimento periférico dela em um cultivo de pesquisa de maconha medicinal de Los Ângeles, se confessou culpada na semana passada de porte de meio-grama de maconha, foi condenada a um ano de liberdade vigiada e pode voltar ao Canadá. A boa notícia de Boje acontece pouco mais de quatro meses depois que outro refugiado estadunidense famoso pela maconha medicinal no Canadá, Steve Kubby, viu o seu próprio caso resolvido com uma quantidade relativamente curta de tempo de cadeia.

    http://stopthedrugwar.org/files/reneeboje.jpg
    Renee Boje
    Boje, que cultivava pouco mais de plantas aquáticas, foi presa quando a DEA sitiou uma horta mantida pelo autor e paciente de AIDS, Peter McWilliams, e o paciente de câncer e ativista pró-maconha, Todd McCormick. McCormick cumpriu uma sentença federal de cinco anos pelo papel dele na operação, mas McWilliams nunca teve essa chance. Ele engasgou com o próprio vômito dele até morrer após não poder usar maconha enquanto estava sob regime de liberdade vigiada aguardando o julgamento.

    Estando à mercê do sistema federal de justiça criminal dos EUA, Boje fugiu para o país mais amigo da cannabis, o Canadá, onde ela foi acolhida pelo movimento pró-maconha desse país. Em 2001, ela se casou com o ativista e autor Chris Bennett, e no ano seguinte deu a luz a um filho no Canadá. Apesar das súplicas de pessoas ao redor do mundo e de suas relações crescentes com o Canadá, o governo canadense recusou todos os esforços dela de ficar no país e parecia que ela seria deportada para enfrentar a justiça à estadunidense.

    Mas, os procuradores federais em Los Ângeles aparentemente perderam o interesse em processar criminalmente a jovem e comunicaram que estavam interessados em solucionar o caso. No dia 10 de Agosto, Boje reentrou nos Estados Unidos e no dia 14 de Agosto, ela se confessou culpada perante o Juiz George King, o mesmo juiz que presidiu as audiências de McWilliams e McCormick. Quando condenou Boje a liberdade vigiada, ele também permitiu que ela voltasse ao Canadá.

    Embora os oficiais canadenses de imigrações tenham ameaçado não permitir a volta dela ao país – afinal, agora ela se confessara culpada de portar meio-grama de maconha e podia ter a sua entrada negada segundo a lei canadense --, eles lhe concederam um visto de visitante de seis meses de validade. Boje usará esse tempo para obter a cidadania canadense.

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