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Edição #609, Nov 20, 2009

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    Redução de Danos: Secretaria Antidrogas Se Opõe a Permitir que Usuários de Heroína Tenham Fácil Acesso a Antídoto para Overdose

    Quando os usuários de heroína ao redor da Filadélfia começaram a ter overdoses com a droga misturada com fentanil, um poderoso opiáceo sintético, um grupo local de redução de danos começou a trabalhar com um médico favorável a proporcionar aos dependentes prescrições para naloxona (marca Narcan). O Gabinete de Polícia Nacional de Controle das Drogas acha que essa é uma má idéia.

    Em muitas cidades, os paramédicos levam Narcan com eles, mas quando chegam na cena, pode ser tarde demais, explicou Casey Cook, diretora executiva do Prevention Point Philadelphia, o grupo que administra o programa de troca de seringas da cidade. "Se as pessoas tiverem que confiar nos paramédicos, mais freqüentemente do que não, a overdose vai ser fatal, só em razão do tempo para chegar ali", disse ela à Associated Press em entrevista na sexta-feira passada.

    Mas o gabinete do secretário antidrogas está preocupado que dar aos dependentes o meio de sobreviver provaria ser "desinibidor", da mesma forma que os conservadores sociais debatem que proporcionar preservativos aos adolescentes para impedir a gravidez e as doenças os "desinibe" de seguir abstinentes. O ONDCP não quer dar a aparência de perdoar o consumo de drogas. "Nós não queremos mandar o recado de que há uma maneira segura de usar heroína", disse a porta-voz do ONDCP, Jennifer DeVallance, à AP.

    Houve umas 16.000 mortes relacionadas às drogas reportadas em 2002, a vasta maioria delas envolvendo tanto a heroína quanto os opiáceos prescritíveis, e pelo menos 400 pessoas morreram na onda de overdoses de heroína relacionada ao fentanil nos últimos meses. É melhor que morram que as pessoas acharem que a heroína é segura, hein?

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