Matéria: Apreensão da Holy Smoke Mobiliza Comunidade Cannábica do Interior da Colúmbia Britânica
Apesar dos donos da Holy Smoke, a loja de artigos para consumo de drogas e centro cultural de Nelson, Colúmbia Britânica, não dissessem isso desta forma, o reide contra a loja deles há duas semanas amanhã está acendendo uma guerra santa na região provincial amiga da cannabis chamada Kootenay. Quando a polícia da cidade de Nelson pôs fim a uma trégua de facto ao prender o co-proprietário da Holy Smoke, Paul DeFelice, por supostas vendas de maconha na loja, a Holy Smoke e seus defensores começaram a se mobilizar para resistir, e apenas começaram.

Nelson, Colúmbia Britânica: Problemas em Meio à Beleza, Graças aos Guerreiros Antidrogas
A Holy Smoke é o símbolo mais visível da cultura cannábica da região, mas há muitas mais se se der uma olhada, desde a loja de maconha na Rua Baker do centro, passando pelos jovens cidadãos com dreadlocks da cidade, até as quatro lojas de equipamento para cultivo de maconha -- a pequena cidade tem o dobro do número de toda a área metropolitana de Washington-Baltimore -- sem mencionar o odor de fumaça de sativa e indica que passa pelo ar não com pouca freqüência.
A loja, de propriedade conjunta de DeFelice, Alan Middlemiss e do advogado Dustin Cantwell, tem sido um centro da cultura cannábica da região desde que abriu em 1996. Um ano depois, a polícia de Nelson a sitiou, mas foram ridicularizados na corte por um juiz que lhes exigiu que aprendessem a como realizar buscas adequadamente, e, desde então, eles deixaram o lugar em paz. Mesmo enquanto os rumores de que a maconha estava sendo vendida na loja se espalhavam dentro da comunidade, a polícia não agia. Na verdade, a polícia de Nelson disse à DRCNet extra-oficialmente no início deste ano que eles achavam que vender a maconha na loja diminuíra o número de traficantes de rua. Se isso for verdade, tudo isso mudou agora.
A DRCNet tentou conversar com a polícia de Nelson nesta semana, em vão. O oficial encarregado do reide, o Sargento Steve Bank, advertiu curiosamente que mais detenções iam acontecer, daí entrou de férias, e mais ninguém no departamento quis falar sobre o reide.
Com DeFelice enfrentando uma possível pena de prisão por supostas vendas de maconha - algo que a Holy Smoke é cuidadosa nem em confirmar nem em negar dada a situação legal terrível - e a polícia ameaçando fazer mais detenções no futuro próximo, a loja e seus defensores estão marchando em torno da causa. "Estamos nos preparando para levar uma medida de 'menor prioridade legal' à câmara dos vereadores", disse Middlemiss, "e vamos ganhar as ruas".
Ao mesmo tempo em que seis oficiais da polícia de Nelson estavam sitiando a Holy Smoke e prendendo DeFelice, uma garota de 15 anos foi dosada com Rohypnol e estuprada, disse Middlemiss. "Se a polícia tivesse prioridades corretas, isso poderia nem ter acontecido".
A Holy Smoke e seus defensores recorrerão às antigas tradições de protesto não-violento e ativismo contracultural da área de Nelson, disse. "Nelson tem uma longa e gloriosa história de ação não-violento, desde a First Nations e os Doukhobors [uma seita russa que emigrou para a região há um século] até os objetores de consciência, até os japoneses que foram internados nos campos perto daqui na Segunda Guerra Mundial se organizaram e protestaram. Temos uma natureza rebelde aqui, mas fomos seduzidos até a complacência", disse à DRCNet.
A nação cannábica da região de Kootenay realizará uma marcha e protesto massivos em Nelson no dia 05 de Agosto. "Eu acho que há enorme apoio ao consumo responsável da maconha por aqui, ao reordenamento das prioridades policiais, a tornar o consumo adulto de maconha a menor prioridade", disse Middlemiss. "Mas precisamos nos consolidar, precisamos de uma marcha grande de verdade e esperamos que as pessoas dêem literalmente a cara a tapa por isso. Será uma manifestação pró-maconha massiva, não um smoke-in, e esperamos um grande apoio", disse.
"Veja bem, a nossa comunidade se cansou dos helicópteros estadunidenses voando por aqui em busca de uma erva benigna, nos cansamos das operações ilegais da DEA em nosso país, nos cansamos de desperdiçar os nossos dólares dos impostos em infrações não-violentas da legislação antidrogas", prosseguiu Middlemiss. "Queremos chegar ao fundo dos nossos problemas com as drogas, mas a polícia é a pior forma de fazer isso".
O respaldo da Holy Smoke e da legalização da maconha não está limitado ao grupo de cabeludos. "Os nossos defensores incluem motoristas, zeladores, mães, advogados, dentistas. A câmara de comércio e os negócios locais nos apoiarão na câmara dos vereadores", disse Middlemiss. "Que diabos, a câmara até nos pediu que fizéssemos propaganda porque eles recebem muita gente que vem à cidade nos procurando e perguntando-lhes como nos encontrar".
Com ataques similares contra outro café cannábico, o Up in Smoke de Hamilton, e um novo governo nacional conservador murmurando profeticamente sobre endurecer as leis sobre a maconha, as pessoas da Holy Smoke sentem que podem ser peões num jogo maior e mais sinistro. "Os conservadores querem sufocar a cultura alternativa, mas aqui em Nelson, é parte do fundamento da cidade e todo negócio no município depende da economia cannábica. Nos perguntamos se as ordens estão vindo de Washington", disse Middlemiss.
"Eu acho que isto é parte de algum tipo de operação conjunta da DEA com o ministério canadense da justiça", disse o co-proprietário da Holy Smoke, Dustin Cantwell. "As ordens para isto devem ter vindo de cima. Os conservadores que chegaram ao poder com o Primeiro Ministro Harper e sua gangue estão adotando a pauta estadunidense e estão se metendo com gente como nós que dão a cara a tapa. Mas somos a ponta do iceberg. Debaixo da linha da água está a nossa base massiva".
A Holy Smoke ainda está aberta e continua fumando, tanto internamente no fumódromo dela quanto no exterior no terreno público vizinho transformado em miniparque pelos consumidores locais de cannabis que desfrutam da vida do lago na Montanha do Elefante enquanto fumam. E continua sendo o quartel-general tanto para a comunidade cannábica quanto para os protestos vindouros. Entre em contato com eles através do sítio se quiser ajudar.
























maconha sendo vendida para o brasil para ás indústrias de fumo
Comment posted by Anonymous on Segunda, 08/20/2007 - 9:09pmsoube que á maconha está sendo introduzida no brasil em forma de liquido e está sendo comprada por traficantes brasileiros e repassada para ás indústrias brasileiras de fumo.gosteria de saber melhor sobre isso.