Drug War Chronicle

comprehensive coverage of the War on Drugs since 1997

Empregos: Diretor de relações governamentais, MPP

O Marijuana Policy Project, uma organização respeitada e diligente de pressão, está procurando um Diretor de Relações Governamentais experiente.

O Diretor de Relações Governamentais deveria ter fortes instintos políticos e experiência sólida em relações políticas ou governamentais, ser um administrador excelente e poder promover as metas de políticas do MPP com persuasão.

A meta central do cargo é aprovar leis sobre a maconha medicinal no Congresso dos EUA, enquanto projetos ruins são impedidos de serem promulgados. Os deveres do Diretor de Relações Governamentais são:

1. Administrar os trabalhos de pressão diretos do MPP no Congresso (40% do trabalho). Isto inclui agir como principal lobista do MPP no Congresso; aconselhar o Diretor-Executivo sobre a estratégia e táticas legislativas; e avançar nas prioridades do MPP no Congresso, as quais são:

  • aprovar a emenda Hinchey-Rohrabacher sobre a maconha medicinal (o projeto de despesas do Ministério da Justiça dos EUA);
  • garantir uma audiência e votação para a Lei de Direitos dos Estados à Maconha Medicinal [States' Rights to Medical Marijuana Act] no Subcomitê de Saúde do Comitê de Energia e Comércio da Câmara;
  • conseguir apresentar o primeiro projeto de lei de desfederalização da maconha;
  • revogar a emenda Barr, que esteve impedindo que uma iniciativa eleitoral municipal a favor da maconha medicinal entre em vigor no Distrito de Colúmbia desde que os eleitores de DC a aprovaram em novembro de 1998;
  • eliminar a secretaria antidrogas da Casa Branca (ou pelo menos eliminar a sua campanha publicitária);
  • trabalhar em coalizão com outras organizações para revogar as leis federais de seqüestro civil de bens;
  • maximizar o número de congressistas que estão pressionando a DEA a conceder uma autorização a uma instalação proposta de produção de maconha medicinal na Universidade de Massachusetts em Amherst; e
  • monitorar outras oportunidades legislativas relevantes, como eliminar a proibição de ajuda financeira federal para certos estudantes que forem condenados por delitos de drogas.

2. Trabalhar em coalizão com (1) aproximadamente 50 organizações médicas e religiosas para persuadi-las a tomar providências a respeito da legislação federal sobre a maconha medicinal; (2) grupos de direitos de propriedade para impedir a DEA de confiscar as propriedades dos senhorios da Califórnia que alugam os seus lugares a dispensários de maconha medicinal que são legais conforme a lei estadual; e (3) organizações ambientais para pedir a revogação da proibição da maconha (40% do trabalho).

3. Supervisar o trabalho de dois organizadores de campo - e de um número indeterminado de voluntário de meio período - que estão trabalhando para construir coalizões municipais de "quadros" em distritos congressionais visados para o fim de incrementar o total de votos a favor da emenda Hinchey-Rohrabacher sobre a maconha medicinal no plenário da Câmara (20% do trabalho).

O Diretor de Relações Governamentais administra o coordenador nacional de campo do MPP e também dois organizadores de campo (um empregado do MPP e um bolsista do MPP).

Durante janeiro de 2008, o Diretor de Relações Governamentais também administra o Gerente de Campanha do Novo Hampshire do MPP, que está trabalhando para fazer com que todos os presidenciáveis democratas e republicanos assumam posturas públicas positivas a respeito do acesso à maconha medicinal. (Esse cargo acaba com as primárias do Novo Hampshire em 22 de janeiro de 2008.)

O Diretor de Relações Governamentais se reporta ao Diretor-Executivo.

Além de um salário competitivo, o cargo inclui seguro de saúde completo e um pacote opcional de aposentadoria.

Para se candidatar, favor ver as normas de candidatura do MPP. As entrevistas estão sendo realizadas enquanto forem acontecendo, então os candidatos interessados são incentivados a se apresentar o quanto antes. O MPP não atende ligações; mais bem, todos os candidatos interessados devem se candidatar utilizando o processo descrito no link acima.

Estudantes: Faça o seu estágio na DRCNet e ajude a parar a guerra às drogas!

Quer ajudar a acabar com a "guerra contra as drogas" enquanto também recebe créditos universitários? Candidate-se ao programa de práticas da DRCNet para este outono (ou primavera) e você pode vir se somar à equipe e nos ajudar a travar a luta!

A DRCNet (também conhecida como "Stop the Drug War") tem um bom histórico de dar experiência considerável de trabalho aos nossos estagiários - você não vai passar o verão arquivando ou passando recados, você desempenhará um papel integral em um ou mais dos nossos programas empolgantes. As opções de trabalho que você pode realizar conosco incluem a comunicação com a coalizão como parte da campanha para revogar o dispositivo antidrogas da Lei de Ensino Superior [Higher Education Act] e expandir esse trabalho para abranger outras leis ruins sobre as drogas como disposições parecidas na lei de previdência social e moradia pública; contato na blogosfera e na rede; pesquisa e comunicação com a mídia; trabalho na página (pesquisa, redação, suporte técnico); possivelmente outras áreas. Se você for escolhido para o estágio, lutaremos para compatibilizar os seus interesses e habilidades com qualquer área em que você se encaixar da melhor maneira.

Embora os nossos estágios não sejam remunerados, nós lhe reembolsaremos a passagem de metrô e a DRCNet é um lugar divertido e gratificante para se trabalhar. Para se candidatar, favor enviar o seu currículo a David Guard pelo dguard@drcnet.org e tome a liberdade de nos contatar pelo (202) 293-8340. Esperamos ter notícias suas! Confira a nossa página em http://stopthedrugwar.org para saber mais sobre a nossa organização.

Retorno: Você lê a Crônica da Guerra Contra as Drogas?

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Semanal: Esta semana na história

13 de setembro de 1994: O presidente Clinton assina A Lei de Controle e Repressão dos Crimes de Sangue de 1994 [The Violent Crime Control and Law Enforcement Act of 1994 (P.L. 103-322)], a qual inclui dispositivos para aumentar as penas para delitos seletos que estejam relacionados com as drogas e financiar novos programas relacionados com as drogas.

13 de setembro de 1999: O Tribunal do 9º Circuito dos EUA decide que os pacientes gravemente doentes devem poder consumir maconha se houver necessidade.

08 e 09 de setembro de 2000: O presidenciável pelo Partido Verde, Ralph Nader, se soma a Gary Johnson, o governador republicano do Novo México, nas críticas à guerra contra as drogas do país, pedindo a legalização da maconha e a reforma do que Nader chama de "leis antidrogas contraproducentes e antiquadas". Reabilitar os dependentes químicos compensa muito mais do que "criminalizar e militarizar o problema", disse. "Estudo após estudo tem mostrado isso, contudo, de alguma maneira, isso não chega às políticas federais".

13 de setembro de 2000: Alberto Sepúlveda, 11, natural de Modesto, na Califórnia, é morto a tiros durante um reide da SWAT que procurava o pai dele, quando um oficial no lugar fez um disparo acidental, matando o garoto instantaneamente. Um ano e meio depois, a família chega a um acordo na ação federal movida por tal morte.

07 de setembro de 2001: Treze policiais de Miami, entre ativos e desligados, são acusados pelas autoridades estadunidenses de disparar contra pessoas desarmadas e depois conspirar para encobri-lo plantando provas. O indiciamento é o último escândalo para a força policial assolada por problemas da cidade. Todos os acusados são veteranos alocados a equipes da SWAT, unidades antidrogas ou equipes especiais de supressão da criminalidade no fim dos anos 1990.

12 de setembro de 2002: Em Petalumo, CA, o dispensário de maconha medicinal Gênese 1:29 é invadido pela DEA e Robert Schmidt, o dono, é preso. Os agentes também invadem uma horta em Sebastopol que abastecia o dispensário Gênese.

10 de setembro de 2004: A agência de notícias NewScientist.com lança um artigo chamado "A cânabis realmente ajuda os doentes de esclerose múltipla", informando que novas pesquisas confirmam a eficácia da maconha no tratamento da dor e dos espasmos musculares ligados aos que foram acometidos da enfermidade.

Busca na rede

"Despachos da guerra contra as drogas", o blog de John Tierney (New York Times) discute o artigo de Ethan Nadelmann na Foreign Policy e o debate de Radley Balko do novo caso contra um terapeuta da dor

"Resultados das sondagens da coca na Colômbia - Uma questão de método", relatório do Transnational Institute sobre as políticas de drogas que utilizou dados de 2006 para avaliar a estratégia de fumigação

"A jihad da papoula", Martin Jelsma e Tom Kramer para a Red Pepper, junho de 2007

"O preço final", a pena de morte para os delitos de drogas enquanto violação dos direitos internacionais e humanos, Drug Scope

o lançamento da Rede Asiática dos Usuários de Drogas, o Blog da Guerra às Drogas HaRdCOREhARMREdUCER

atualização da DrugTruth Network:
Cultural Baggage de 31 de agosto de 2007: O "Orgulho Maconheiro" do Festival do Cânhamo de Seattle + Terry Nelson e o relatório da LEAP, os Fatos da Guerra às Drogas e a BBC News faz referência ao Afeganistão (MP3)
Century of Lies de 31 de agosto de 2007: O painel das forças de segurança no Festival do Cânhamo de Seattle + Poppygate (MP3)

Conferência: Drug Policy Alliance, Nova Orleães, dezembro de 2007

Começaram as inscrições para a Conferência Internacional de Reforma das Políticas de Drogas de 2007, reunindo-se no Astor Crowne Plaza na Nova Orleães, na Luisiana. A conferência começa na quarta-feira à noite, 05 de dezembro, e vai até sábado, 08 de dezembro. Há preços especiais para aqueles que se inscreverem antes.

A Conferência Internacional de Reforma das Políticas de Drogas, apresentada pela Drug Policy Alliance, é uma grande reunião internacional de pessoas que acham que a guerra contra as drogas está trazendo mais prejuízo do que benefício. A conferência, que este ano leva o tema "Trabalhando para um novo balanço", será co-apresentada pela ACLU, pela Harm Reduction Coalition, pela Law Enforcement Against Prohibition, pelo Marijuana Policy Projetc e pelo Students for Sensible Drug Policy.

Um novo balanço para as políticas de drogas significaria basear o sucesso em uma métrica como a prevenção das mortes por overdose e o aumento no acesso ao tratamento em vez da medida atual - várias pessoas detidas e aprisionadas por consumo de drogas. A idéia de trabalhar para um novo balanço é particularmente relevante na Nova Orleães, o local da conferência de 2007. O Furacão Katrina deixou em descoberto uma gama de problemas, muitos dos quais são exacerbados pelas políticas fracassadas da guerra às drogas. Além do mais,o estado da Luisiana está próximo de liderar o país em aprisionar as pessoas por infrações da legislação antidrogas. Apesar do sul continuar sendo uma região onde a reforma das políticas de drogas ainda tem que lançar raízes firmes, a escolha de realizar a reunião na Nova Orleães pode ajudar a construir o ímpeto em uma área que tem potencial para fazer um progresso incrível.

Os membros e pessoas que se inscreverem antes desfrutarão de um desconto considerável do preço normal da inscrição:


Tipo do assistente Antes de 05 de novembro Depois de 05 de novembro No local Membros $275 $375 $400 Não-membros $325 $425 $450 Estudantes $150 $250 $275 Preço para um dia $125 $150 $175

Para maiores informações, inclusive detalhes sobre a programação da conferência, viagem e alojamento, visite http://www.drugpolicy.org/conference/.

África: Guiné-Bissau ameaça abater aviões que levarem drogas

Respondendo ao aumento da utilização da África como ponto de baldeação da cocaína encaminhada para os florescentes mercados europeus, o governo da Guiné-Bissau anunciou na semana passada que abaterá qualquer avião que entrar no seu espaço aéreo sem permissão.

De acordo com um informe da Reuters, a ameaça veio do chefe do estado maior-general das Forças Armadas, Batista Tagme Na Wai, que prometeu uma "cruzada" contra o narcotráfico no país pequeno e pobre situado na Costa do Atlântico. "Abateremos todos os aviões que tentarem violar o nosso espaço aéreo sem a prévia autorização das autoridades", disse Na Wai. Ele acrescentou que reservas de combustível de avião utilizadas pelos contrabandistas de drogas haviam sido encontradas e confiscadas.

As autoridades na Guiné-Bissau dizem que a polícia local apreendeu várias vezes carregamentos de cocaína colombiana transportados em teco-tecos provenientes da América Latina rumo a pistas de aterrissagem no monte. Depois, os traficantes voam ou embarcam as drogas para fora do país a caminho da Europa.

O governo da Guiné-Bissau enfrentou as críticas internacionais por não fazer o bastante para combater o tráfico de cocaína, mas respondeu que lhe faltam o equipamento e a tecnologia e exigiu mais ajuda externa. Embora as ameaças de abate possam satisfazer a comunidade internacional, podem ser puro caô. De acordo com o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, embora os militares do país estejam listados por terem mísseis terra-ar SAM SA-7 e armamento antiaéreo, não se sabe ao certo se alguma dessas armas funciona.

O governo dos EUA tem apoiado o abate de aviões suspeitos de levarem drogas na América Latina, exceto durante um intervalo embaraçoso depois que os combatentes da Força Aérea Peruana derrubaram um avião que transportava missionárias estadunidenses sobre a Amazônia em 2001, matando uma estadunidense e a filha dela. Mas, essa pausa acabou e, portanto, o perigo que os abates são para a segurança pública está de volta.

América Latina: Liderança nicaragüense pede $1 bilhão em ajuda antidrogas

O presidente nicaragüense Daniel Ortega pediu $1 bilhão ao governo dos EUA para ajudar os países centro-americanos a fazer frente ao narcotráfico. Ortega mandou uma solicitação formal de verbas para comprar helicópteros, barcos, radares e o que for necessário para travar a guerra às drogas na região.

A solicitação acontece apenas duas semanas depois que Ortega disse que não confia na DEA porque as suas operações mascaram "interesses insuspeitos" e "coisas terríveis". Ortega podia ter estado lembrando da sua primeira ofensiva contra os líderes da Nicarágua nos anos 1980, quando os EUA tentaram retratar o seu governo como um bando de contrabandistas de drogas enquanto que - pelo menos - fazia vista gorda para as transações de cocaína vinculadas com os contras respaldados pelos EUA, os quais procuravam derrocar o seu governo socialista.

Mas, os governos nicaragüenses desde os anos 1990, inclusive o atual governo Ortega, têm cooperado com a DEA em vista da utilização do istmo enquanto corredor do contrabando por parte das organizações do narcotráfico.

Ortega disse que os funcionários estadunidenses tinham "reagido positivamente" ao seu pedido, apesar de o governo dos EUA não ter feito comentários oficiais sobre o assunto: "Se o governo dos Estados Unidos se pode dar ao luxo de gastar mais de 400.000 milhões de dólares na guerra do Iraque, como é que não vão poder alocar 1.000 milhões para a América Central em favor das famílias estadunidenses", disse.

O governo dos EUA tem dado vários bilhões de dólares ao governo colombiano para lutar contra o narcotráfico e as guerrilhas esquerdistas e está prestes a anunciar um grande acordo de ajuda antidrogas com o México. Apesar das suas inquietações com a DEA e da aversão dos EUA ao seu governo [Ed.: ... e apesar do fracasso e das injustiças da guerra contra as drogas e do prejuízo que o programa trará sem dúvida nenhuma ao povo no país dele], Ortega parece querer uma fatia do bolo do dinheiro da ajuda antidrogas.

Europa: Usuários tchecos de maconha terão penas menos duras

Os deputados tchecos responsáveis pela redação de uma emenda ao código penal estão propondo sentenças muito menos duras para os fumantes de maconha, os usuários de cogumelos e, possivelmente, os cultivadores de maconha, informou o diário tcheco Pravo no dia 27 de agosto. É possível que a emenda não inclua nenhuma sanção para o cultivo de pequenas quantidades de maconha para consumo pessoal, disse o jornal.

As atuais leis tchecas sobre as drogas não fazem nenhuma distinção entre a maconha e as tais drogas pesadas. Segundo essa lei, qualquer um que produzir drogas ilícitas está sujeito a cinco anos de prisão. Mas, embora a lei não distinga, a prática judicial o faz. Na maior parte dos casos, o porte de "quantidades que não sejam grandes" (no caso da maconha, até 20 cigarros) é tratada como falta administrativa, não um delito.

A emenda proposta eliminaria completamente a possibilidade de uma sentença de cinco anos para o simples porte de maconha, estipulando a sentença máxima em um ano. A sentença máxima para o cultivo em pequena escala seria provavelmente de seis meses.

Redução de danos: Pensilvânia toma providências para acabar com o requisito de receita para comprar seringas

A Pensilvânia é um dos poucos estados restantes que ainda requerem uma receita para comprar uma seringa, mas isso pode mudar logo, logo. O Conselho de Farmácia da Pensilvânia apresentou uma regra proposta para comentários do público que eliminaria o requisito de receita.

A ação conta com o apoio das organizações da redução de danos do Keystone State, as quais a entendem como algo que vai ajudar a reduzir a incidência de HIV/AIDS e demais doenças transmissíveis pelo sangue entre usuários de drogas injetáveis.

A regra proposta limitaria o número de seringas que se pode comprar sem receita a 30 por vez. A maior parte dos outros estados não tem limites sobre o número de seringas que podem ser compradas. As seringas continuariam sendo armazenadas na área de venda mediante apresentação da receita das farmácias. As pessoas que queiram obter uma receita para comprarem seringas (para fins de seguro) ainda poderão fazê-lo.

O período para comentários do público terminará no dia 25 de setembro, depois o conselho decidirá se prosseguirá com a regra proposta ou não.

Maconha medicinal: A ação da WAMM dá com obstáculo

No dia 28 de agosto, uma cooperativa de maconha medicinal de Santa Cruz que foi sitiada pela DEA em 2002 achou as suas esperanças espatifadas quando um juiz federal concedeu uma solicitação do Ministério da Justiça dos EUA para proibi-los de entrar com uma ação. O pleito, apresentado em nome da Wo/Men's Alliance for Medical Marijuana (WAMM, sigla em inglês) e da cidade e comarca de Santa Cruz procurava processar Alberto Gonzáles, o procurador-geral dos EUA, para impedir o gabinete dele de continuar os reides contra os fornecedores de maconha medicinal na Califórnia.

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marcha da WAMM em 2005 no centro de Santa Cruz (por cortesia de santacruz.indymedia.org)
O litígio citou a Lei de Uso Compassivo [Compassionate Use Act] da Califórnia, aprovada pelos eleitores em 1996, que torna o consumo medicinal de maconha legal no estado. Mas o Ministério da Justiça argumentou com sucesso que a maconha continua sendo ilegal conforme a Lei de Substâncias Controladas [Controlled Substances Act] federal e o juiz da Vara Distrital dos EUA, Jeremy Fogel, concordou, aceitando a sua solicitação para impedir a ação.

"Naturalmente, estamos decepcionados. Havia esperado coisa melhor", disse Mike Corral, quem, junto com a sua esposa Valerie, foram os co-fundadores da WAMM.

A WAMM e Santa Cruz podem ter tropeçado, mas ainda não caíram. O juiz Fogel deixou duas das ações da comarca intactas, uma a respeito da 10ª Emenda que diz que os estados - não o governo federal - têm voz e voto sobre a maconha e um argumento de que a necessidade medicinal ganha das leis antidrogas federais. A equipe legal da comarca diz que continuará discutindo essas ações enquanto tenta fortalecer a sua afirmação de que o governo federal está intervindo inadequadamente em áreas que deveriam ser de competência dos estados.

Seqüestro de bens: ACLU processa a DEA por dinheiro confiscado de caminhoneiro

Um caminhoneiro que perdeu quase $24,000 em espécie depois que foram confiscados por um policial do Novo México e entregues à DEA está processando a agência antidrogas federal para reaver o seu dinheiro. A sucursal do Novo México da União Estadunidense das Liberdades Civis (ACLU, sigla em inglês) está tratando do caso. Ela entrou com uma ação na Justiça no dia 23 de agosto.

No dia 08 de agosto, o caminhoneiro Anastasio Prieto de El Paso foi parado em uma balança na Rodovia Federal 54 ao norte da dita cidade. Um policial pediu permissão para procurar "seringas ou dinheiro que excedesse $10,000" no caminhão, de acordo com a ACLU. Prieto disse que não tinha seringa nenhuma, mas que estava levando $23,700 em espécie. Os oficiais confiscaram o dinheiro e o entregaram à DEA, enquanto que os agentes da DEA fotografaram e tiraram as impressões digitais de Prieto apesar das objeções dele, daí o liberaram sem nenhuma acusação depois de ter sido detido durante seis horas. Os agentes da Patrulha Fronteiriça chamaram os cães farejadores de drogas ao caminhão dele, mas não se encontrou nenhuma prova de drogas ilegais.

Na ação, a ACLU argumenta que a polícia estadual e a DEA infringiram o direito de Prieto garantido pela Quarta Emenda a estar livre de buscas e apreensões ilegais ao tirar o dinheiro dele sem causa, tirar as impressões digitais dele e fotografá-lo. "O mero porte de aproximadamente $23,700 não estabelece causa provável nem para uma busca nem para uma apreensão", dizia a ação.

Os agentes disseram a Prieto que, para reaver o seu dinheiro, ele teria que provar que era seu e não ganhos de vendas de drogas ilegais. Esse processo pode demorar até um ano, disseram os agentes.

Porém, o diretor estadual da ACLU Novo México, Peter Simonson, disse à Associated Press que Prieto precisava do dinheiro já para pagar contas. "É certeza que o governo ficou com o dinheiro do Sr. Prieto como se ele tivesse sido roubado em uma esquina à noite", disse Simonson. "Na verdade, ser roubado poderia ter sido melhor. Pelo menos então a polícia o teria tratado como a vítima de um crime em lugar de um perpetrador".

De acordo com a ação, Prieto não gosta de bancos e ele leva as suas economias em espécie.

Isso não é crime. Mas o que a DEA lhe fez o é, ou deveria sê-lo.

Polícia: As estórias de policiais corruptos desta semana

Ocupado, muito ocupado. Tire uma semana de folga e veja só o que acontece. Policiais revendendo comprimidos, guardas roubando comprimidos, policiais extorquindo moradores de conjuntos habitacionais, guardas de prisão contrabandeando drogas, um agente da DEA avisando mafiosos suspeitos e mais. Vamos ao que interessa:

Em Cleveland, Ohio, um oficial da polícia de Cleveland foi preso no dia 25 de agosto pelo seu papel em um esquema de distribuição de cocaína. Agora, o oficial Zvonko Sarlog, depois de seus anos de serviços prestados, responde a um indiciamento federal por formação de quadrilha para distribuir cocaína junto com seis outras pessoas, nenhuma das quais era polícia. As prisões aconteceram após uma investigação de nove meses da unidade de assuntos internos da polícia de Cleveland, que enfim chamou o FBI. Sarlog é acusado de fazer com que um parente no México contrabandeasse cocaína para o país para a venda na região de Cleveland.

Em Mayagüez, Porto Rico, 10 policiais foram presos por acusações de plantarem drogas como provas contra ilhéus pobres. A Comissão de Direitos Civis de Porto Rico está planejando audiências das alegações de que estas detenções são só a ponta do iceberg. Oito oficiais foram presos no dia 23 de agosto e os invasores do FBI encontraram um cofre que continha drogas em reserva para plantar nas pessoas. Mais dois oficiais se entregaram dias depois. Eles são acusados de utilizar maconha, cocaína e heroína para incriminar moradores de conjuntos habitacionais entre 2004 e 2007. Eles também inventaram detalhes elaborados sobre os mandados de busca e detenção, de acordo com a polícia. Se forem condenados, podem pegar pena de 10 anos a prisão perpétua.

Em Detroit, um policial de Flat Rock estava entre os cinco indiciados no dia 29 de agosto por acusações federais de distribuição de medicamentos receitados. O oficial David Dewitt é acusado de formar quadrilha com um médico da cidade, o Dr. Paul Emerson, e três outras pessoas em um esquema que supostamente circulava um milhão de comprimidos ao ano. Dewitt e os outros três agiram como pacientes, preenchiam as receitas que ele escrevia, depois supostamente as venderam no mercado negro, de acordo com a acusação. Dewitt, 37, é acusado de distribuição ilegal de uma substância controlada, porte ilegal de drogas com a intenção de distribuir várias substâncias controladas e de ser um usuário ilegal de algumas das drogas enquanto portava a sua arma de fogo repartida pela delegacia. Não se sabe a sua situação junto ao comando da polícia. [Ed.: Em casos como este, é preciso se perguntar se os médicos sabiam o que os seus pacientes estavam fazendo - freqüentemente não o sabem e tais processos são uma causa importantíssima do problema nacional do subtratamento da dor.]

Em Gulfport, Mississippi, uma guarda de prisão foi presa e despedida após ser acusada de contrabandear drogas na cadeia da comarca. Agora, a guarda do Centro de Detenção Adulta da Comarca de Harrison, Laquita Allen, pode pegar até cinco anos de prisão se for condenada por introduzir contrabando em uma cadeia. Ainda não se conhecem os detalhes das alegações contra ela. Ela está livre sob fiança estipulada em $25,000.

Em Portsmouth, Virgínia, o ex-chefe do esquadrão antidrogas da polícia de Portsmouth foi condenado a 4 anos e meio de prisão por participar de um esquema de distribuição de drogas de que os promotores disseram que trouxe mais de $5 milhões em crack à região. O ex-tenente Brian Keith Muhammad Abdul-Ali foi declarado culpado de avisar o sobrinho dele, o distribuidor de crack condenado Gregory Elliott, de futuras apreensões, permitindo-lhe assim vender 50kg ou mais de cocaína na região entre 2001 e o último mês de dezembro, quando Abdul-Ali e o sobrinho dele foram presos. Abdul-Ali podia pegar até 10 anos de prisão pelas acusações de formação de quadrilha relacionada com as drogas, mas o juiz suspendeu 5 anos e meio.

Em Worcester, Massachusetts, uma guarda de prisão foi presa no dia 22 de agosto por roubar remédios receitados várias vezes dos presos. A guarda da cadeia da Vara Distrital de Worcester Oeste, Francine Melanson, 46, responde a processo por uma acusação de furto de soma inferior a $250 dólares, apesar de que os funcionários da cadeia a tenham filmado roubando comprimidos em várias ocasiões. Ela ficou sob suspeito quando uma mulher presa pela polícia de Leicester em outubro de 2006 afirmou que alguns de seus comprimidos de hidrocodona haviam desaparecido. A droga receitada é consumida para a terapia da dor. A polícia estadual instalou uma câmera na área da carceragem da Vara e pegou Melanson em flagrante em seguida. O advogado dela disse que ela está em tratamento por um "problema de abuso químico". A guarda, que prestou serviços durante 11 anos, está de licença não-remunerada do seu emprego de $64,000 ao ano.

Em Boston, no dia 23 de agosto um agente da DEA admitiu em tribunal federal que se valeu do computador das forças de segurança do governo para ajudar os alvos de uma investigação da máfia a saberem se estavam sendo investigados. A admissão do agente da DEA, Louis Angioletti, aconteceu enquanto ele se confessava culpado de uma única acusação de improbidade por acessar intencionalmente um computador do governo de maneira a exceder a sua autoridade legal. Angioletti pode pegar até seis meses em prisão federal. Ele também concordou em pedir demissão da DEA. Angioletti foi pego em uma investigação do FBI de um esquema feito por lixeiros respaldados pela máfia para varrer a competência. Enquanto trabalhava no Centro de Inteligência da DEA em El Paso, Angioletti foi abordado por um velho amigo que trabalhava para os lixeiros ligados à máfia e ele concordou em colocar o nome do chefe do amigo dele na base de dados federal do Sistema de Informação de Entorpecentes e Drogas Perigosas. Depois, ele informou que o nome do chefe não apareceu. Ele será condenado no dia 09 de novembro.

Em Scranton, Pensilvânia, um policial de Scranton acusado de vender Oxycontin enquanto estava de serviço se confessou culpado no dia 28 de agosto. O oficial Mark Conway disse ao juiz que estivera viciado em Oxycontin. O advogado dele fez o comentário estranho de que Conway "não era um traficante... mas ele distribuía". Corrupção ou vício? Seja o que for, ele estava revendendo comprimidos enquanto vestia o uniforme. Ele pode pegar até cinco anos de prisão.

Semanal: Blogando no Bar Clandestino

Junto com a nossa reportagem investigativa da Crônica, desde o verão passado a DRCNet também esteve proporcionando conteúdo diário na forma de blogagem no Bar Clandestino Stop the Drug War, assim como links às Últimas Notícias (canto inferior esquerdo) e mais informações. Cheque a DRCNet todos os dias para ficar a par da reforma das políticas de drogas!

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reide anticerveja da época da lei seca, Washington, DC (Biblioteca do Congresso)

Desde a última edição:

Scott Morgan escribe: "Marijuana Charge From 25 Years Ago Prevents Man From Coaching Little League" [Acusação por maconha de 25 anos atrás impede homem de treinar na liga infantil], "The Hypocrisy of Marijuana Critics Who Take Money from Beer Companies" [A hipocrisia dos críticos da maconha que aceitam dinheiro das empresas cervejeiras], "Office of National Grub Control Policy" [O Gabinete de Política Nacional de Controle do Grude], "Drug Testing Encourages Cocaine, Heroin, and Meth Use" [Os exames toxicológicos incentivam o consumo de cocaína, heroína e metanfetamina], "If Medical Marijuana Patients Don't Exist, How Come They Keep Sending Us Letters?" [Se os pacientes de maconha medicinal não existem, como é que continuam nos mandando cartas?], "Just Because Criminals Use Drugs Doesn't Mean Drugs Cause Crime" [Só porque os criminosos consomem drogas, isso não quer dizer que as drogas causem a criminalidade], "Feds Raid Wheelchair-bound Paraplegic For Medical Marijuana" [Federais atacam paraplégico em cadeira de rodas por causa da maconha medicinal], "Obama: What New Orleans Needs is More Drug War" [Obama: O que Nova Orleães precisa é de mais guerra às drogas] e "Don't Smoke Pot in Your Car" [Não fume maconha no seu carro].

Phil Smith comenta: "Supporting One Lost War is Not Enough for John McCain" [Apoiar uma guerra perdida não basta para John McCain].

Os Blogs do Leitor têm publicações muito interessantes também e David Guard continuou republicando notas à imprensa, alertas de ação e demais anúncios organizacionais no blog In the Trenches.

Obrigado por ler, e escrever...

Apelo: Enormes aumentos no trânsito da nossa página incrementaram as nossas despesas...

Enormes aumentos no trânsito da nossa página, particularmente durante os últimos três meses, nos forçaram a atualizar o nosso servidor - não uma, mas duas vezes - e incrementaram as nossas custas.. Estou escrevendo para saber se você pode ajudar a custear esta nova despesa. Você estaria disposto a fazer uma doação para apoiar este trabalho inovador?

As coisas começaram a melhorar há cerca de um ano, quando redesenhamos profissionalmente o sítio e começamos a publicar mais do que antes - não fazemos só a Crônica semanal agora, mas lhe trazemos publicações diárias nos blogs, links a notícias da grande mídia, um "feed ativista" dos boletins de outras organizações e demais artigos interessantes.

Recentemente, tivemos uma série de grandes sucessos - links de suma importância em páginas como Reddit e Netscape em que os usuários votam nos artigos de que gostam - e porque isso continuou, uma e outra vez durante cerca de três meses, concluímos provisoriamente que algo está "acontecendo" e que a DRCNet alcançou mesmo um patamar novo antes do que pensávamos. Só neste mês, um artigo que publicamos chegou ao #1 na Digg, a popular página da Internet, e esse e outro artigo acompanhante receberam coletivamente quase 100.000 visitas! Em um dia, a StoptheDrugWar.org teve quase o mesmo número de pessoas que acessa o Huffington Post - se o nosso servidor houvesse estado preparado para o trânsito de antemão, teríamos recebido mais.

É lógico que as despesas da máquina, embora consideráveis, são apenas parte do problema. Literalmente, todo funcionário na DRCNet está envolvido nesta campanha e isso é uma grande dedicação de recursos que só pode ser mantida se você nos apoiar. Pode nos informar se está "dentro" fazendo uma doação hoje ou mandando-nos uma mensagem para dizer se o fará logo?

Como incentivo, nossos amigos da Common Sense for Drug Policy concordaram em doar exemplares do "tablóide" atualizado deles que inclui mais de 40 dos anúncios de interesse público sobre as políticas de drogas que têm difundido em grandes publicações durante os últimos anos. Doe qualquer soma à DRCNet nesta semana e lhe enviaremos um exemplar do tablóide da CSDP grátis! Claro está, continuamos oferecendo uma variedade de livros, vídeos e presentes da StoptheDrugWar.org como incentivos de filiação também.

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Atenciosamente,


David Borden, Diretor-Executivo
Caixa Postal 18402
Washington, DC 20036
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Resenha e crítica: Estudo sobre a metanfetamina realizado com ratos deixa muito a desejar

Especial para a Crônica da Guerra Contra as Drogas de John Calvin Jones, Ph.D., JD

(Nota do Editor: Este artigo foi enviado com citações acadêmicas completas. Retiramo-las por razões de brevidade e estilo. Qualquer pessoa que desejar a versão anotada do artigo na íntegra pode solicitá-la mandando um e-mail a psmith@drcnet.org.)

No dia 14 de agosto, tanto as agências de notícias quanto a Sociedade de Neurociência anunciaram que a Dr.ª Jacqueline McGinty e os colegas dela fizeram umas novas descobertas científicas importantes sobre as "conseqüências de longo prazo do consumo de metanfetamina". McGinty descobriu alguns dos efeitos neurológicos (isto é, dano cerebral) que a metanfetamina causa, afirmou a sociedade. Em um estudo intitulado "Long-Term Consequences of Methamphetamine Exposure in Young Adults Are Exacerbated in Glial Cell Line-Derived Neurotrophic Factor Heterozygous Mice" [As conseqüências de longo pazo da exposição à metanfetamina nos jovens são exacerbadas em ratos heterozigóticos de fator neurotrófico derivado da linhagem celular glial], os pesquisadores afirmam que depois de meras quatro doses de metanfetamina podiam medir o dano cerebral residual nos ratos mais de nove meses depois. Então, os pesquisadores concluem, raciocinando por analogia, que o consumo de metanfetamina de parte dos humanos resultará em dano cerebral que estimula o mal de Parkinson.

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encefalogramas do NIDA
No nível mais básico, há questões metodológicas, políticas e éticas sobre a validade e a propriedade do estudo e das conclusões dos autores. Primeiro, McGinty et al. injetaram megadoses de metanfetamina nos ratos, não doses comparáveis com as que os usuários recreativos ou dependentes tomam.

Segundo, após afirmar que o fator neurotrófico derivado da linhagem celular glial (GNDF, sigla em inglês) protege os neurotransmissores da dopamina dos efeitos tóxicos da metanfetamina, McGinty minguou o GNDF em um grupo de ratos, administrou-lhes a metanfetamina e depois concluiu que a metanfetamina (não o desequilíbrio químico deles) causou o dano cerebral. Dado que os cérebros dos humanos não são alterados para diminuir o GNDF deles, por que deveríamos acreditar que as descobertas são aplicáveis às pessoas que consomem metanfetamina?

Terceiro, por mais de cem anos, o governo federal tem produzido e/ou apoiado pesquisas que papagueiam a opinião do governo para vilipendiar certas drogas e as populações que as consomem. De modo mais patético, o Estado da Carolina do Sul e o Centro Médico da Universidade da Carolina do Sul onde McGinty trabalha esteve recentemente nas linhas de frente do processo da guerra contra as drogas ao invés de lidar com as questões do consumo de drogas como problemas de medicina.

Neste sentido, este último artigo, financiado tanto pelo Exército dos EUA (que compele os soldados a consumirem anfetaminas) quanto pelo NIDA, nos leva a questionar muito menos o próprio projeto de pesquisa do que os seus supostos resultados e conclusões especulativas.

McGinty e seus co-autores pretendem nos dizer que doses normais de metanfetaminas podem ter efeitos graves, duradouros e deletérios sobre a função cerebral até o ponto de causar o mal de Parkinson ou prejuízo e transtornos neurológicos parecidos com a tal enfermidade. Não obstante, em vez de dar aos ratos doses comparáveis com as consumidas pelos usuários regulares ou infreqüentes de metanfetamina, McGinty et al. deram a um grupo de ratos quatro megadoses de metanfetamina.

A equipe de McGinty injetou 10mg de metanfetamina por peso corporal em quilogramas nos ratos, sendo que as últimas três injeções ocorreram em intervalos de duas horas depois da primeira. Se uma pessoa seguisse o mesmo regime, quanta metanfetamina tomaria conforme a fartadela de McGinty? Para uma mulher de 50kg, a 10mg o quilo, injetar-lhe-iam 500mg de metanfetamina - e depois três vezes mais durante um período de seis horas.

A pergunta óbvia é: "quatro doses de 500mg de metanfetamina em seis horas não seriam metanfetamina demais para uma mulher de 50kg?" McGinty não faz nenhuma menção à propriedade de sua dosagem ou à freqüência com as pessoas desfrutam de tais megadoses. Apesar de que se possa encontrar uma gama ampla de opiniões quanto ao que constitui ou uma dose normal ou uma megadose de metanfetamina, as provas são relativamente claras a respeito de quanta metanfetamina os humanos consomem regularmente.

A DEA faz referência a um relatório não-citado do NIDA de 2006 que declara: "Em alguns casos, os usuários abusivos precedem a alimentação e o sono enquanto se dão a uma forma de fartadela conhecida como "run", injetando até um grama da droga a cada 2 a 3 horas durante vários dias até que o usuário fique sem a droga ou esteja desorganizado demais para continuar". Por alguma razão curiosa, o relatório do NIDA não tem nenhuma citação nem referência para reforçar a sua afirmação sobre os dependentes super-humanos da metanfetamina que precisam de até um grama de uma vez.

Ao contrário, de acordo com a página de informação sobre as drogas Erowid, uma grande dose de metanfetamina, tomada intravenosamente, seria de 50mg. Mesmo para um usuário regular, 50mg gerariam uma euforia de uma a três horas e o consumidor teria outras duas a quatro horas para ficar sóbrio.

Portanto, se seguirmos os ditames de Erowid, em que um usuário regular de metanfetamina pode passar sete horas entre baratos, vemos que McGinty e Cia. deram aos ratos 10 vezes o que um consumidor regular necessita e depois lhes administraram de novo a megadose mais três vezes em menos de sete horas.

Os ratos no estudo de McGinty receberam metanfetamina não-adulterada. Houve outros casos documentados de consumo de metanfetamina não-adulterada. Durante a época do Terceiro Reich alemão, os soldados alemães recebiam Pervitin (que tinha 3mg de metanfetamina) e depois outra droga que continha Pervitin chamada D-IX. O D-IX tinha três substâncias psicoativas consideráveis: cocaína (5mg); metanfetamina (3mg); e 5mg de um extrato de morfina. Os soldados e os seus comandantes eram aconselhados a tomar somente dois comprimidos (ou de Pervitin ou depois do D-IX) por dia como condição para evitar a sonolência.

Então, compare-se: enquanto que os soldados alemães que pesavam quase 75kg estavam consumindo não mais do que 12mg de metanfetamina (oralmente) por dia (dois comprimidos com três miligramas cada, duas vezes ao dia), ratos de laboratório receberam injeções com relativamente 250 vezes a mesma quantidade em um dia. Ingerir duzentas e cinqüenta vezes água, café, aspirina, heroína, álcool, etc., em um período de seis horas basta para matar qualquer um. Que alguns pesquisadores encontrassem provas de que ratos anormais iam dar um sinal de dano cerebral muitos meses depois do que deveria ter sido um porre letal de metanfetamina não tem nada de especial.

McGinty e a equipe dela não ficaram sem guia a respeito de quanta metanfetamina outros cientistas estadunidenses administram em seus estudos com animais de jeito nenhum. Em contraste marcado com McGinty et al., pesquisadores na UCLA (2007) deram a grupos de macacos uma quantidade variável de 0,2mg/Kg. a 0,06mg/Kg. de metanfetamina, nada mais do que três vezes ao dia. Mas, eles expuseram os seus animais à metanfetamina mais freqüentemente do que McGinty o fez sim. Os macacos no estudo da UCLA foram dopados de 9 a 12 vezes por semana durante 6 a 8 semanas. Quais foram as conclusões deles? Os pesquisadores concluíram que embora tal exposição à metanfetamina se correlacionasse bastante com mudanças comportamentais, ações anti-sociais e mais agressivas, os cérebros dos macacos NÃO mostraram muita neurodegeneração. Se um grupo de mamíferos foi exposto à metanfetamina durante um período mais longo, mas não mostrou os mesmos tipos de doença informados por McGinty et al., o que podemos concluir salvo que ela envenenou os seus ratos com megadoses de metanfetamina?

É fácil discutir que McGinty e colegas simplesmente apresentaram outro artigo científico de araque e de propaganda pró-governo da Guerra às Drogas. A história recente está cheia de exemplos de trabalhos parecidos, com resultados igualmente dúbios:

  • Em 1974, o Dr. Robert Heath da Universidade Tulane envenenou macacos com fumaça de monóxido de carbono produzido pela queima de maconha. Apesar de que o Dr. Heath afirmasse que a própria maconha produzia dano cerebral, pesquisas posteriores mostraram que Heath forçou os macacos a inalar o equivalente a 63 baseados em cinco minutos e 30 baseados ao dia durante 90 dias!

  • Em 1989, sem nenhuma prova científica, o Dr. Ira Chasnoff publicou um "estudo" em que proclamava ter descoberto um novo fenômeno, o "bebê viciado em crack". Anos depois, no entanto, quanto outros neurologistas e ele abordaram o tópico com algum rigor e fiscalização, Chasnoff declarou que não havia efeitos do desenvolvimento resultantes da exposição à cocaína in utero. Afirmando que a pobreza, não o crack, era o maior determinante do desenvolvimento cerebral, Chasnoff escreveu:

    "O seu nível médio de funcionamento do desenvolvimento é normal. [As crianças expostas à cocaína in utero] não são diferentes das outras crianças que crescem. Não são os imbecis retardados [de que] as pessoas falam".

  • Em 2002, o pesquisador patrocinado pelos Institutos Nacionais da Saúde (NIH, sigla em inglês), George Ricaurte, anunciou ao mundo que o uso recreativo de êxtase (MDMA) resulta em dano cerebral e que o consumo de êxtase de parte dos adolescentes resultaria no mal de Parkinson e outras enfermidades neuropsiquiátricas na vida posterior. Como McGinty e Cia., a equipe de Ricaurte envenenou macacos com doses cavalares de êxtase que afirmavam ser doses-padrão - na verdade, Ricaurte não tinha nenhuma referência para definir o que deveria ser uma dose básica. Os críticos contrários à guerra às drogas responderam imediatamente, atacando a metodologia e as conclusões da obra de Ricaurte. Um ano depois, por ter descoberto que ele não administrara MDMA, a própria Science se retratou do artigo.

  • No início dos anos 1990, no mesmo hospital de que vêm McGinty e a equipe dela, o Hospital da Universidade de Medicina em Charleston, Carolina do Sul, médicos e enfermeiras na maternidade escolheram trabalhar como braço do estado no processamento da Guerra às Drogas - e perpetuaram as falácias e estereótipos dos bebês viciados em crack sobre essa mesma droga e os afro-americanos ao mesmo tempo.

    O Hospital da Universidade de Medicina instituiu uma política de denúncia e facilitação da prisão de pacientes grávidas, afro-americanas acima de tudo, que tiravam positivo para cocaína. Durante quatro anos, muitas afro-americanas foram retiradas em público do hospital acorrentadas.

    O pessoal médico, que colaborava com o promotor e a polícia, realizou uma "experiência" para ver se as prisões reduziam o consumo de drogas entre mulheres grávidas. Exceto uma, todas as trinta mulheres presas segundo a política eram afro-americanas. A enfermeira branca que implementou e administrou o programa admitiu achar que a mistura das raças ia de encontro à vontade de Deus e apontou nos prontuários da única mulher branca que prenderam que ela "morava com o namorado dela que era negro". Apesar das afirmações contrárias do quadro funcional hospitalar e do procurador-geral da Carolina do Sul, a maioria das mães presas nunca recebeu nenhum tratamento químico antes de ser levada à cadeia.

Então, com esta história, devemos contextualizar o estudo de McGinty e o que ela diz ser a grave necessidade social tanto para estudar a metanfetamina quanto para fazermos advertências de seus males. Em entrevistas recentes, McGinty disse aos repórteres que:

"A intoxicação por metanfetamina em qualquer adulto jovem pode ter conseqüências deletérias mais tarde, apesar de que [as conseqüências possam] não ser aparentes até muitas décadas depois da exposição. Estes estudos dialogam diretamente com a possibilidade de conseqüências de longo prazo para a saúde pública resultantes da epidemia atual [sic] de consumo abusivo de metafetamina entre adultos jovens".

Qual é a base para que McGinty, médica e pesquisadora, proclame que a Carolina do Sul, ou os Estados Unidos, está sofrendo de uma "epidemia de metanfetamina"? Comecemos com uma conceituação médica de epidemia. Como conceito médico de referência, uma epidemia se refere à ocorrência de mais casos de uma doença do que o esperado em uma comunidade ou região durante um determinado período de tempo. Incluídos na idéia de um alto índice inesperado de aflição, esperamos ver índices anormais ou mais altos de mortalidade.

A ameaça de epidemias em condições apinhadas, densamente povoadas ou insalubres está particularmente bem retratada na história militar. Em muitas ocasiões, um germe foi tão importante quanto a espada ou a arma na determinação do resultado de uma guerra. A conquista espanhola do México deve grande parte do seu sucesso a uma epidemia de varíola que destruiu cerca de metade da população asteca. O bacilo tifóide matou milhares durante a Guerra de Secessão dos EUA (1861-1865) e a Segunda Guerra dos Bôeres (1899-1902). Além do mais, o índice de mortalidade pelo tifo epidêmico aumenta com a idade. Mais da metade das pessoas que têm 50 anos de idade ou mais e não são tratadas morre de tifo.

Outros exemplos de epidemias incluem a gripe espanhola e a peste bubônica. Em 1918, algumas estimativas acham que 28% de todos os estadunidenses foram acometidos da gripe espanhola. E o índice de mortalidade associado com esse surto de gripe foi de 2,5%. A peste bubônica (ou peste negra) foi responsável por pandemias em grande escala. A primeira disseminação aconteceu do Oriente Médio à Bacia do Mediterrâneo durante os séculos V e VI d.C., matando aproximadamente 50% da população dali. A segunda pandemia afligiu a Europa entre os séculos VIII e XIV, destruindo quase 40% da população.

Então, enquanto que no contexto médico, o uso do termo pandemia esteja reservado para doenças contagiosas e/ou achaques seguidos de morte, McGinty insiste em utilizar o jargão inflamante a respeito de um comportamento que não é contagioso de jeito nenhum - apesar de que possa ser viciante para alguns usuários individuais - e não demonstra índices nem altos nem excessivos de mortalidade.

De acordo com a edição de 2006 do estudo anual da Universidade do Michigan, Monitoring the Future (financiado pelo NIDA), menos de 1% dos adolescentes estadunidenses consome metanfetamina mensalmente. Outro relatório recente do NIDA (2003) descobriu que, em algumas partes do Nebraska, cerca de seis por cento dos presos através de cinco comarcas escolhidas tiraram positivo para metanfetamina. Mas, em números brutos, o mesmo estudo descobriu que só 32 pessoas de uma população de 644.000 foram presas e tiraram positivo para metanfetamina.

Em dezembro de 2001, o Centro Nacional de Inteligência sobre as Drogas informou que o consumo de metanfetamina na Carolina do Sul estava muito abaixo do de outros estados. Dito isso, em 2004, um total de 500 pessoas procurou tratamento para a dependência da metanfetamina na Carolina do Sul. Isto é, 500 pessoas em uma população de mais de 4.3 milhões - ou pouco mais de 12 por 100.000 habitantes do estado.

Em comparação, em uma área do país em que a metanfetamina é supostamente um problema visível, o Meio-Oeste, nem sequer um estado rural como o Nebraska pode mostrar índices de consumo de metanfetamina que excedam o 1% para a população em geral. Igualmente, dado que a Carolina do Sul tem índices de consumo de metanfetamina que são inferiores à média nacional e que o país não mostra que tal consumo entre adolescentes chegue nem mesmo a 1%, onde estão as provas de uma epidemia de metanfetamina? Considerando os próprios dados do governo federal sobre o consumo de metanfetamina, a insistência de McGinty em tal epidemia simplesmente não é crível.

Igualmente, os índices de mortalidade na Carolina do Sul têm se mantido relativamente firmes ao longo dos 15 anos passados e as tendências demonstram que a mortalidade está em baixa. Em 1998, o Estado da Carolina do Sul informou zero morte por drogas / overdoses em adolescentes. O mesmo aconteceu em 2004 (o último ano para o qual há dados disponíveis).

Quando McGinty não entende o básico, exagera ou aumenta as afirmações e repete a velha propaganda da guerra às drogas - aplicada a uma nova droga -, não há motivos para acreditar que a pesquisa dela seja crível.

Matéria: Iniciativa de "menor prioridade legal" da maconha irá a votação enquanto os ativistas assolam o prefeito e a câmara de Denver

No dia 27 de agosto, a câmara dos vereadores de Denver concordou em colocar uma iniciativa para tornar os delitos por porte adulto de maconha a menor prioridade legal nas eleições municipais deste outono. Não é como se a câmara gostasse da idéia; em Denver, a câmara deve ou mandar iniciativas que tenham reunido o número exigido de assinaturas de eleitores à votação ou aprová-las e sancioná-las imediatamente.

Diferentemente de uma série de outras cidades pelo país afora que têm decretos-lei de menor prioridade legal, na verdade a maconha é legal conforme o código municipal de Denver. Os eleitores votaram em sua legalização em 2005, mas as agências municipais de segurança e funcionários políticos têm-se recusado a implementar a vontade dos eleitores, prendendo infratores por delitos de maconha segundo a lei estadual do Colorado. Apesar do sinal claro dos eleitores, em realidade, as prisões por maconha aumentaram no ano passado.

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comício da SAFER, 27 de agosto de 2007
Apesar da câmara ter aprovado a votação da iniciativa por unanimidade, vários vereadores a fustigaram por ser sobretudo simbólica e criticaram os seus defensores por transformarem as eleições em "uma piada".

"Estão tentando fazer uma piada do processo eleitoral em Denver", disse a vereadora Carol Boigan. "Acho que isto visa ao teatro de rua e a capturar a atenção da mídia".

Mesmo os vereadores que apóiam a reforma das políticas de drogas, como o vereador Chris Nevitt, o qual foi a favor da iniciativa de legalização de 2005 e da iniciativa estadual de legalização que fracassou em 2006, disse que a iniciativa de menor prioridade legal estava errada.

"A guerra contra as drogas é tão equivocada quanto a guerra contra o Iraque", disse Nevitt, que comparou as leis antidrogas do país com o fracasso da Lei Seca. "Esta questão precisa ser tratada nos âmbitos estadual e federal. Os eleitores de Denver já se pronunciaram".

A iniciativa foi concebida pela Citizens for a Safer Denver, a última encarnação da SAFER (Safer Alternatives for Enjoyable Recreation, sigla em inglês) do diretor-executivo Mason Tvert, que começou vencendo votações na universidade para igualar as penas para a maconha e o álcool, depois passou à sensacional vitória da legalização em Denver há dois anos. A principal afirmação da SAFER, que martela continuamente, é a de que a maconha é mais segura do que o álcool.

Tvert e os seus colegas ativistas têm-se especializado em atormentar o establishment político de Denver pela sua postura a respeito da maconha, particularmente visando ao prefeito John Hickenlooper, dono da microcervejaria Wynkoop e contrário à iniciativa pró-legalização, à iniciativa estadual de legalização que fracassou (a qual contou com o apoio da maioria em Denver) e à futura iniciativa. Uma vez, eles seguiram Hickenlooper com um homem vestido de frango chamado "Chickenlooper" quando ele se recusou a debater com eles.

A SAFER e a sua última encarnação municipal também têm-se especializado em táticas inovadoras feitas para incitar a atenção da mídia para progredirem na sua causa. E estiveram fazendo das suas de novo nas últimas semanas. Em uma nota à imprensa de 23 de agosto, o grupo ofereceu retirar a sua iniciativa se a câmara municipal e o prefeito concordassem em declarar uma moratória contra as detenções por maconha durante a convenção nacional democrata do verão que vem, em reconhecer formalmente que o consumo adulto de maconha é menos nocivo do que o consumo de álcool e em explorar as políticas de maconha que reflitam a compreensão de que a maconha é menos nociva do que o álcool.

"A fim de demonstrar o seu compromisso com uma abordagem mais racional ao consumo de maconha e de álcool - e para dar um exemplo ao resto do país -, a nossa campanha requer respeitosamente que os funcionários municipais declarem uma moratória contra os emprazamentos por consumo adulto de maconha durante a Convenção Nacional Democrata de 2008", disse Tvert na nota à imprensa. "Dezenas de milhares de pessoas vão inundar Denver para este evento tumultuado e visitantes e moradores da cidade não deveriam ter que enfrentar a ameaça de prisão por escolherem simplesmente a opção racional e mais segura de consumir maconha em vez de álcool, se isso é o que preferem. Afinal, esta é a primeira cidade nos Estados Unidos que foi a favor de tirar todas as penas para o consumo adulto de maconha em privado", observou.

"Entendemos que a Câmara dos Vereadores de Denver e o prefeito Hickenlooper estão extremamente preocupados com manter a ordem durante a convenção. Ao permitirem que adultos consumam maconha em lugar do álcool durante esta época agitada, podem prevenir possivelmente a desordem que vem junto com o uso e abuso de álcool com demasiada freqüência".

"A câmara estava procurando formas de impedir que a nossa iniciativa entrasse nas urnas, então decidimos ajudá-los", disse Tvert à Crônica nesta semana. "Também queríamos gerar um pouco de atenção enquanto o holofote está sobre Denver para a convenção nacional democrata".

Como já era de se esperar, a câmara e o prefeito não caíram nessa, mas a oferta recebeu atenção demais da imprensa em Denver e no Colorado e até conseguiu um artigo no Washington Times, "Pot Touted to Calm Denver Rallies" [Anuncia-se a maconha para acalmar os comícios de Denver].

"Basicamente, a câmara de uma guinada de 180 tentando lutar para mantê-la nas urnas em vista da nossa oferta", disse Tvert. "Não pudemos retirar a iniciativa, mas isto só mostra que estão tentando esvaziar isto de qualquer jeito".

Tvert também tinha algumas palavras menos bondosas para o prefeito e a câmara. "A câmara tem dado sinais de que se oporá à iniciativa", disse "Há três que dizem que estão conosco, mas contra esta lei em particular. A nossa câmara dos vereadores tem todo o direito de dizer à polícia que pare de prender adultos por porte de maconha, mas estas pessoas estão se comportando como vendidos covardes", disse, destacando os vereadores Chris Nevitt e Doug Linkhart, ambos os quais apóiam a legalização da maconha.

Nem Nevitt nem a prefeitura retornaram a ligação da Crônica em busca de comentários, mas Linkhart o fez.

"Eu gostaria de ver a maconha legalizada no Colorado", disse Linkhart. "Aqui em Denver, os eleitores foram duas vezes a favor disso e apoiei esses esforços. Mas não apóio esta iniciativa. A polícia jurou impor a lei e ou ela existe ou não", disse.

Linkhart também atacou Tvert pelas táticas dele. "Os seus truques irritaram algumas pessoas eleitas e isso pode prejudicar a causa dele", disse. "Ele é bom em conseguir muita atenção e o envolvimento da mídia, mas não sei se isso ajuda realmente a sua causa".

"Dizem que esta medida é simbólica apenas, mas criará uma lei que terão que infringir se quiserem continuar fazendo o mesmo de sempre", disse Tvert. "Estamos forçando-os a isto".

Tvert e a Citizens for a Safer Denver também conseguiram gerar um artigo no Denver Daily News no dia da votação da câmara que denunciava pelo menos quatro vereador e o prefeito por terem fumado maconha. Intitulado "Hypocrisy on Pot?" [Hipocrisia a respeito da maconha?], o artigo não podia ter sido mais oportuno.

"Sabíamos que o prefeito tomara parte", disse Tvert. "Ele diz que o admitira, mas isso foi novidade para a maioria. Isto só mostra como dizem mentiras. Havia dois vereadores que diziam que a maconha é uma droga inicial, mas todos esses vereadores que a fumaram, assim como o prefeito, parecem estar indo muito bem", resfolegou.

E embora a votação ainda esteja a semanas de distância, Tvert e Cia. estão mantendo a pressão sobre o prefeito e a câmara. A sua última ação é solicitar uma audiência pública sobre uma medida que renovaria a parceria da cidade com a Cervejaria Coors, sediada na suburbana Golden. O acordo permitiria que a Coors patrocinasse eventos no Centro de Convenções do Colorado, entre outros locais. A transação "passa a idéia errada às crianças", disse Tvert.

"A Câmara precisa explicar de uma vez por todas por que é necessário punir adultos por consumirem maconha a fim de passar a idéia certa às crianças, mas, de alguma forma, não há nenhum problema em fazer com que a nossa cidade faça uma parceria oficial com uma empresa do ramo das bebidas alcoólicas para promover o consumo de álcool para todos os que participarem destes eventos, inclusive as crianças", disse, acrescentando que está preocupado que a Coors possa patrocinar um circo que muitas crianças freqüentarão no mês que vem.

Talvez fosse melhor para o establishment político de Denver adotar os pontos de vista dos cidadãos sobre o que deveriam ser as leis sobre a maconha. Pelo menos então não haveria um Tvert para acossá-lo.

Matéria: Enquanto a produção afegã de papoulas cresce vertiginosamente, aumenta a pressão pela erradicação aérea e maior envolvimento dos militares ocidentais

Como era de se esperar, o Escritório das Nações Unidas contra as Drogas e o Crime (UNODC, sigla em inglês) anunciou na semana passada que a produção afegã de papoulas alcançara outra alta histórica. O anúncio acontece contra um pano de fundo de altos níveis contínuos de violência entre os talibãs revigorados em parte pela infusão do dinheiro do narcotráfico e as forças combinadas dos EUA/OTAN/Afeganistão enquanto a insurgência continua se regenerando.

O aumento na produção de papoulas está servindo de pretexto para pedidos cada vez mais estridentes dos estadunidenses para responder com uma imensa campanha de erradicação da papoula - aérea, de preferência. Agora, há sinais de que a oposição firme do governo Karzai à fumigação aérea está enfraquecendo. Mas, os especialistas em políticas de relações exteriores dos EUA, Afeganistão, drogas e conflito contatados pela Crônica da Guerra Contra as Drogas disseram todos que tal campanha seria contraproducente - na melhor das hipóteses.

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os artigos do traficante de ópio (foto do editor da Crônica, Phil Smith, durante uma visita de setembro de 2005 ao Afeganistão)
De acordo com a Sondagem sobre a papoula de Afeganistão de 2007 do UNODC, o tamanho do cultivo da papoula aumentou 7% neste ano em relação a 2006, com cerca de 450.000 acres sob cultivo. Mas, a produção de papoulas teve uma alta de 34% em relação às 6.100 toneladas do ano passado, um dado que o UNODC atribuiu às melhores condições climáticas, com a produção total de papoulas estimada no que o UNODC chamou de "extraordinárias" 8.200 toneladas de papoula neste ano.

Agora, o Afeganistão abastece cerca de 93% da papoula do mundo, uma alta em relação aos estimados 92% do ano passado.

O UNODC informou que o número de províncias livres da papoula aumentara de seis no ano passado para 13 neste ano. Apontou que a produção diminuíra no centro-norte do Afeganistão, onde os caudilhos da Aliança do Norte reinam supremos, mas explodira no leste e no sudeste - precisamente as áreas em que a presença do Talibã é mais forte. Metade da oferta mundial vem de uma única província afegã, Helmand no sudeste, onde, não por coincidência, o Talibã tem conseguido "controlar vastas faixas de território" apesar dos trabalhos de deslocamento dos efetivos afegãos e da OTAN.

"O cultivo da papoula está relacionado inversamente com o grau de controle do governo", disse o diretor do UNODC, Antonio Maria Costa, em uma declaração que foi lançada juntamente com o relatório. "Onde reinam as forças antigoverno, florescem as papoulas. O problema da papoula afegã parece desanimador, mas ainda há esperança", acrescentou.

Costa convocou o governo afegão e a comunidade internacional a fazer um esforço mais determinado para lutar contra as "ameaças gêmeas" da papoula e da insurgência, inclusive mais recompensas para agricultores ou comunidades que abandonem a papoula e mais sanções contra aqueles que não o fizerem, e atacar a corrupção relacionada com a proibição que torna o governo Karzai tão conivente no tráfico de ópio quanto qualquer outro ator. [Ed.: É lógico, Costa não usou a palavra proibição - mas deveria tê-la utilizado.]

Ele também convocou a OTAN a se envolver mais nas operações antidrogas, algo que tem detestado fazer. "Como as drogas estão financiando a insurgência, os militares do Afeganistão e seus aliados têm interesse em destruir os laboratórios de heroína, fechar os mercados de ópio e levar os traficantes à Justiça. A aceitação tácita do tráfico de ópio está solapando os trabalhos de estabilização", disse.

Mas, nesta semana, a OTAN não parecia comovida. "Estamos fazendo o melhor possível, pedimos aos demais que façam mais", disse o subsecretário-geral de Operações da OTAN, Jim Pardew, em uma coletiva de imprensa em Bruxelas na quarta-feira. "Em primeiro lugar, o combate aos entorpecentes é uma responsabilidade afegã, mas precisam de ajuda".

O porta-voz da OTAN, James Appathurai, acrescentou que: "A OTAN não tem ordem de ser uma força de erradicação nem se propõe a isso. A erradicação é uma parte de uma estratégia complexa".

A reticência da OTAN se deve em parte ao número crescente de baixas. Até este momento do ano, 82 efetivos da OTAN foram mortos no Afeganistão, de acordo com a página I-Casualties, que rastreia as forças estadunidenses e aliadas mortas e feridas tanto no Iraque quanto no Afeganistão. Esses mais 82 soldados dos EUA, pelo menos 500 Policiais Nacionais Afegãos, numerosos soldados do Exército Afegão, centenas - se não milhares - de insurgentes e centenas de civis.

Em todo o ano passado, 98 efetivos dos EUA e 93 da OTAN foram mortos; em 2005, 99 efetivos dos EUA e 31 da OTAN foram mortos; e em 2004, só 52 soldados dos EUA e seis da OTAN morreram. A tendência é agourenta e como o apoio público à intervenção na guerra da papoula é fraco na Europa e no Canadá, a relutância da OTAN em envolver-se mais profundamente reflete a realidade política em casa.

Não acontece o mesmo com o governo dos EUA. Há menos de um mês e antecipando uma safra recordista neste ano, o governo lançou a sua Estratégia antientorpecentes dos EUA para o Afeganistão. A estratégia pedia a integração da luta contra a insurgência e os entorpecentes, o recurso à erradicação em massa e o aumento da utilização dos militares estadunidenses na batalha contra a papoula.

"Há um vínculo claro e direto entre o narcotráfico ilícito e os grupos insurgentes no Afeganistão", disse o relatório do Departamento de Estado. O Pentágono "trabalhará com a DEA" e demais agências "para desenvolver opções para uma estratégia coordenada que integre e sincronize as operações antientorpecentes, particularmente a interdição, na estratégia geral de segurança".

Há muito que os funcionários do governo Bush têm feito pressão pela erradicação aérea e o relatório do UNODC jogou lenha na fogueira. No domingo, o primeiro vice-presidente afegão, Ahmed Zia Massoud, rompeu com o presidente Karzai ao pedir uma "abordagem mais forçada" para fazer frente às papoulas "que têm-se espalhado como o câncer", como Karzai e ele disseram. "Devemos passar da erradicação terrestre à fumigação aérea", escreveu ele no London Sunday Telegraph.

Mas, o governo britânico discorda. Os altos funcionários do Ministério de Relações Exteriores do Reino Unido dispensaram ditos apelos, dizendo que "é difícil imaginar circunstâncias em que os benefícios da erradicação aérea superem as desvantagens".

O governo Karzai, embora aparentemente esteja dividido agora a respeito de autorizar a fumigação aérea ou não, está aumentando a pressão sobre o Ocidente para que faça mais. Na segunda-feira, o governo afegão anunciou que pedira formalmente às forças da OTAN e dos EUA que expulsassem os combatentes talibãs das áreas de cultivo da papoula antes que os efetivos afegãos entrassem para erradicar.

"Para um novo plano para este ano, solicitamos que as forças militares estrangeiras vão e realizem operações militares para permitir-nos erradicar as papoulas", disse o porta-voz do Ministério do Interior, Zemarai Bashary, em uma entrevista coletiva na segunda-feira. "Em áreas em que há insegurança, precisamos de forte suporte militar para podermos erradicar as plantações de papoulas. A polícia não pode erradicá-las e fazer frente aos insurgentes ao mesmo tempo", disse.

Essa solicitação aconteceu na semana passada, na esteira das críticas ao Ocidente proferidas pelo próprio presidente Karzai. Ele acusou a comunidade internacional de desanimar quando se tratava da luta contra os entorpecentes no Afeganistão, apontando com mordacidade que onde o seu governo tinha o controle, a produção da papoula caíra.

Na quarta-feira, Costa, o diretor do UNODC, manteve a pressão, dizendo naquela entrevista coletiva em Bruxelas: "Há uma pressão fortíssima que se acumula a favor da erradicação aérea nessa parte do Afeganistão. O governo não decidiu ainda e o apoiaremos no que decidir fazer", disse.

Porém, embora a fumigação aérea e o aumento do envolvimento dos militares dos EUA e da OTAN na campanha contra a papoula pareçam cada vez mais prováveis, essa rota está cheia de obstáculos, de acordo com os especialistas consultados pela Crônica.

"A mudança de opinião afegã é uma resposta direta ao aumento da pressão de parte dos EUA sobre o governo Karzai para que adote um modelo de erradicação aérea à colombiana", disse Ted Galen Carpenter, vice-presidente de estudos sobre políticas de defesa e relações exteriores no libertariano Instituto Catão. "Até pouco tempo atrás, o governo Karzai resistiu mesmo a isso porque entendia que isto contrariaria muitos lavradores afegãos, mas quando se é cliente de um patrocinador poderoso, é difícil resistir à pressão".

Embora a erradicação massiva possa realmente causar algum impacto sobre o tráfico de ópio, isso acontecerá a um "custo horrível", disse Carpenter. "Isso levará os agricultores às mãos do Talibã e de seus aliados na Al-Qaeda, o que é absolutamente a última coisa de que precisamos quando se trava a guerra contra o terrorismo islâmico", disse. "O Afeganistão foi aclamado como um grande sucesso há dois anos, mas agora está parecendo muito incerto, o problema da segurança está se deteriorando com rapidez e uma campanha massiva de erradicação só vai piorar as coisas".

"A erradicação foi mais forte neste ano do que no passado, mas ainda foi igual a quase nada", disse Vanda Felbab-Brown, sócia não-residente na Instituição Brookings que se especializa em drogas, insurgências e contra-insurgências. "Então, agora, a pressão a favor da erradicação aérea chegou quase ao extremo. Mas, há um verdadeiro debate sobre se isto realmente conseguiria algo ou acabaria sendo contraproducente. Acho que seria um desastre", disse, citando os motivos agora familiares de problemas humanitários e do aumento do apoio ao Talibã.

Quando a Crônica lhe pediu que comentasse, Barnett Rubin, diretor de estudos e sócio sênior no Centro de Cooperação Internacional da Universidade de Nova Iorque, apontou para as suas publicações no blog Informed Comment Global Affairs. Chamando a erradicação de "a ferramenta mais fotogênica" na estratégia contra os entorpecentes, Rubin escreveu que ele era forçado a observar com freqüência que: "O narcotráfico internacional não é causado pelos agricultores afegãos".

As drogas não são o problema-chave, argumentou Rubin, mas o dinheiro que vem delas, que financia a insurgência e corrompe as forças do governo. Começar uma campanha de erradicação não lida eficientemente com o dinheiro das drogas, escreveu ele, porque 80% disso vão para os traficantes. E isso aumentará o valor das papoulas, tornando-as mais atraentes para os agricultores.

"Mais erradicação forçada neste momento", escreveu Rubin, "quando tanto a interdição quanto os sustentos alternativos mal estão começando, aumentará o valor econômico da economia da papoula, espalhará o cultivo de novo em áreas do país que ou o eliminaram ou o reduziram e conduzirá mais comunidades aos braços do Talibã".

As políticas de drogas dos EUA estão sendo orientadas menos pelo que vai funcionar no Afeganistão do que por preocupações políticas domésticas, disse Felbab-Brown. "Como as eleições presidenciais se aproximam, o Afeganistão vai ser uma questão política. A pergunta que os democratas farão é: 'Quem perdeu no Afeganistão?' Logo, há um verdadeiro incentivo para que os republicanos demonstrem resultados de alguma maneira e a saída mais fácil é a fumigação aérea. Este é um caso clássico de políticas que são dominadas pela política", disse ela.

"Perdido em toda essa política está o fato de que a erradicação nunca deu certo no contexto de conflito militar", observou Felbab-Brown. "Isso só acontece depois que a paz foi alcançada, seja através da repressão, como no modelo maoísta, seja por intermédio do desenvolvimento alternativo, seja mediante a erradicação e a interdição. Visto que o problema da segurança no Afeganistão não está melhorando, é muito improvável que a erradicação funcione. Karzai gosta de falar sobre as drogas como um câncer que aflige o Afeganistão, mas ao adotar a erradicação aérea, estamos prescrevendo o tratamento que mata o paciente", disse.

"Os trabalhos antientorpecentes não terão sucesso até que a segurança melhore", disse Felbab-Brown. "A prioridade é essa e exigirá vários componentes, um dos quais é que haja mais efetivos no lugar, inevitavelmente". Mas ela disse que não percebe nenhuma vontade política para tal providência nem na OTAN nem nos EUA. "Como resultado do Iraque, não há vontade de aumentar os efetivos neste teatro vitalmente importante, então duvido bastante das perspectivas para isso", disse ela.

"A situação está cada vez mais desanimadora e a resposta dos EUA tem sido tomar a direção errada", resumiu. "Agora, parece que já é tarde demais e as pessoas que tentavam impedir isso estão ficando de lado. As políticas estadunidenses para o Afeganistão estão sendo reféns das preocupações políticas domésticas".

"Ninguém tem uma boa resposta para o Afeganistão", disse o diretor da Drug Policy Alliance, Ethan Nadelmann, que publicou recentemente um artigo que pede a criança de uma zona de tolerância global ali. "A pergunta é: quais são as opções? Um, podemos continuar fazendo o que estamos fazendo, o que não está alcançando os objetivos de ninguém. Dois, podemos empreender uma campanha agressiva de erradicação aérea, que seria um desastre humanitário e faria com que as pessoas caíssem nas mãos do Talibã", disse, resumindo as opções de políticas que têm mais chances de acontecer.

"Três, há a franca legalização, mas isso não está no horizonte político de ninguém", prosseguiu Nadelmann. "Quatro, há a idéia de comprar logo o ópio. Isso pode funcionar por um ano mais ou menos, mas quase inevitavelmente se transformaria em uma espécie de sistema de manutenção do preço com o país produzindo o dobro no ano seguinte. Não há motivo para que os agricultores não nos vendam uma parte e a outra ao mercado clandestino; isso só injetaria outro comprador no mercado".

Enfim, disse Nadelmann, há a proposta do Conselho de Senlis de autorizar a produção da papoula para o mercado medicinal lícito. "A proposta do Senlis é uma idéia interessante, mas há um montão de problemas nela, inclusive a questão de saber se há realmente uma escassez global de analgésicos opiáceos. É bom que o Senlis divulgue essa idéia provocativa, mas a questão é saber se é viável", disse Nadelmann.

Há outra opção, explicou. "Aceitemos a papoula como bem global", disse, "pensemos no Afeganistão como o equivalente global de uma zona de tolerância municipal. Ela tem todos os tipos de vantagens naturais na produção da papoula - é um produtor de baixo custo e ali há uma tradição do seu cultivo. Como a produção global da papoula está centrada quase exclusivamente no Afeganistão, como agora, é menor provável que surja em qualquer outro lugar, possivelmente com conseqüências ainda mais negativas", argumentou.

"Não estamos falando de um lugar com um vácuo de autoridade que fomente o terrorismo, mas de uma atividade regularizada que serve ao mercado global e que não pode ser nem erradicada nem suprimida, como se sabe depois de cem anos de história", prosseguiu Nadelmann. "Temos que aceitar o fato de que ela continuará sendo cultivada, mas deveríamos manipular o mercado para garantir que os EUA, a OTAN e o governo Karzai façam progresso em seus objetivos econômicos, políticos e de segurança".

Embora a idéia pareça ser espantosa, historicamente o governo dos EUA não teve medo de colaborar com elementos criminosos quando servia aos seus interesses, quer sejam os traficantes de heroína no Sudeste Asiático ou nas docas de Marselha, quer sejam os traficantes de cocaína durante a guerra centro-americana dos anos 1980, quer sejam os rebeldes afegãos que cultivavam papoulas durante a guerra contra os sovietes. "Fomos para a cama com criminosos organizados e caudilhos ao longo da nossa história quando isso serviu aos nossos objetivos", apontou Nadelmann.

Tal ação não exigiria pronunciamentos públicos, disse Nadelmann; na verdade, seria o contrário. "Bush não sairia a declarar uma mudança de políticas, mas simplesmente se permite que aconteça meio na moita, como durante a Guerra Fria eram feitas transações com figurões porque se estava atrás de um objetivo mais importante. É preciso ter limites morais, é claro, mas, na medida em que se pode semilegitimá-lo, aumenta-se a probabilidade de regularizá-lo e fiscalizá-lo com eficiência", disse.

"Esta sugestão pode ser chamada de maquiavélica", disse Nadelmann, "ou pode-se chamá-la de simples pragmatismo, mas dentre um montão de opções ruins, esta pode ser a menos pior".

Editorial: Por quê estamos lutando para acabar com a guerra contra as drogas

David Borden, Diretor-Executivo

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David Borden
Nas freqüentes ocasiões em que me indagam por quê me oponho às leis sobre as drogas, enfrento um dilema - por onde começo? Há tantos motivos importantes:

  • Meio milhão de infratores não-violentos da legislação antidrogas entope as nossas prisões e cadeias. As sentenças mínimas obrigatórias e as normas inflexíveis de condenação sentenciam numerosos pequenos delinqüentes a anos, mesmo décadas atrás das grades, com freqüência com base somente na palavra de informantes confidenciais remunerados. Com dois milhões de pessoas atrás das grades, os EUA lideram o mundo no encarceramento, em um nível radicalmente além de qualquer época em nossa história antes de um quarto de século atrás;
  • A proibição cria um mercado negro lucrativo que causa violência e desordem, particularmente nas regiões urbanas carentes, e seduz jovens a vidas de criminalidade. As leis que criminalizam o porte de seringas e o meio de consumo e vendas clandestinas de drogas em geral incentivam a partilha de seringas e aumentam a disseminação do HIV e da hepatite C. Milhares de estadunidenses morrem de overdoses ou intoxicações químicas por adulterantes todos os anos e a maior parte de suas mortes seria evitável mediante o mercado de controle de qualidade que existiria se as drogas fossem legais;
  • A nossa guerra às drogas nos Andes fomenta uma guerra civil contínua na Colômbia, já que os lucros provenientes das drogas ilícitas gerados pela proibição permitem a escalada deles. O cultivo de papoulas e as tentativas de detê-lo tanto prejudicam os intentos de construção nacional do Afeganistão quanto ajudam os nossos inimigos;
  • Os pacientes que precisam de maconha medicinal e as pessoas que lhes dão ficam sem ela ou vivem com temor de prisão e processo. Os temores dos médicos de ir de encontro aos impositores da lei fazem com que grandes números de estadunidenses que precisam de opiáceos para as dores crônicas fiquem sem tratamento ou sejam subtratados;
  • A discriminação agride a dignidade dos membros das nossas minorias e dos pobres, negando-lhes a justiça igual para todos;
  • De exames toxicológicos nas nossas escolas a equipes da SWAT invadindo os nossos lares, a privacidade foi destruída;
  • A ética no nosso sistema de justiça penal é virtualmente a exceção em lugar da regra e o perjúrio, as violações de direitos constitucionais, a corrupção e a improbidade são endêmicos e bastante tolerados em geral - tudo isso impelido pela guerra às drogas;
  • A frustração com o fracasso da guerra às drogas, junto com a falta de diálogo sobre a proibição, distorce o processo de feitura das políticas, resultando em intervenções governamentais cada vez mais intrusas e uma diluição cada vez maior dos valores estadunidenses centrais, como a liberdade, a privacidade e a eqüidade.

Isso nem é tudo e a situação não parece boa. Por isso nos opomos às leis antidrogas - por isso lutamos por um fim à proibição, pela legalização -, por causa do prejuízo e da injustiça que a proibição está infligindo em pessoas tão diferentes de muitíssimas maneiras. E porque entendemos que a liberdade não é só o direito a controlar os nossos corpos e o que colocamos neles, embora isso devesse bastar. Porque a liberdade é o direito de todos nesta terra que não tenham infringido a liberdade alheia a andar pelas ruas ou a cuidar de suas vidas, a viver como escolherem sem serem confinados em uma cela de prisão só porque a conduta pessoal deles não foi aprovada oficialmente.

Então, por tantas razões que quase não sei por onde começar - salvar as vidas dos dependentes, para que os pacientes possam ser tratados, pela privacidade, pela paz, pela segurança, para restaurar a ética ao governo, para acabar com as injustiças, grandes e pequenas - por todos estes motivos e mais, procuramos acabar com a proibição das drogas. Os nossos pontos de vista estão certos, a nossa causa é justa e lutamos por ela para tornarmos o mundo um lugar melhor para todos.

Recurso: Se puede acceder al Calendario del Reformador a través de la página web de la DRCNet

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Con el lanzamiento de nuestra nueva página web, El Calendario del Reformador ya no aparecerá como parte del boletín Crónica de la Guerra Contra las Drogas, pero será mantenido como sección de nuestra nueva página web:

El Calendario del Reformador publica grandes y pequeños eventos de interés para los reformadores de las políticas de drogas alrededor del mundo. Ya sea una gran conferencia internacional, una manifestación que reúna a personas de toda la región o un foro en la universidad local, queremos saber para que podamos informar a los demás también.

Pero necesitamos su ayuda para mantener el calendario actualizado, entonces por favor contáctenos y no suponga que ya estamos informados sobre el evento o que vamos a saberlo por otra persona, porque eso no sucede siempre.

Recurso: La página web de la DRCNet ofrece una gran cantidad de feeds RSS a su lector

Los feeds RSS son la onda del futuro – ¡y la DRCNet los ofrece ahora! La última edición de la Crónica de la Guerra Contra las Drogas está disponible usando RSS en http://stopthedrugwar.org/chronicle/feed.

Tenemos muchos otros feeds RSS disponibles también, sobre cerca de cien subtópicos distintos de las políticas de drogas que empezamos a rastrear desde el relanzamiento de nuestra página web este verano – relacionando no solamente los artículos de la Crónica de la Guerra Contra las Drogas, sino también las publicaciones en el Bar Cladestino, los listados de eventos, los enlaces a noticias externas y más – y para nuestras publicaciones diarias en los blogs y en sus distintas subdirecciones. Visite nuestro Mapa del Sitio para leer la serie completa.

¡Gracias por sintonizarse en la DRCNet y en la reforma de las políticas de drogas!

Webmasters: ¡Ayude el movimiento poniendo feeds de agregación de la DRCNet en su página web!

¿Usted es un aficionado a la DRCNet y tiene una página web que le gustaría usar para difundir el mensaje con más fuerza que un único enlace a nuestra página puede lograr? Tenemos la satisfacción de anunciar que los feeds de agregación de contenido de DRCNet están disponibles. Tanto si el interés de sus lectores está en el reportaje investigativo como en la Crónica de la Guerra Contra las Drogas, el comentario corriente en nuestros blogs, la información sobre subtópicos específicos de la guerra a las drogas, ahora podemos darles códigos personalizables para que usted los ponga en los lugares adecuados en su blog o página web y actualicen automáticamente los enlaces al contenido de concienciación de DRCNet.

Por ejemplo, si usted es un gran aficionado a la Crónica de la Guerra Contra las Drogas y cree que sus lectores sacarían beneficios de ella, puede tener los titulares de la última edición, o una porción de ellos, apareciendo y actualizándose automáticamente cuando salga cada nueva edición.

Si su página web es dedicada a las políticas de marihuana, puede publicar nuestro archivo temático, con enlaces a todos los artículos que publicamos en nuestra página acerca de la marihuana – los artículos de la Crónica, las publicaciones en los blogs, el listado de eventos, enlaces a noticias externas y más. Lo mismo vale para la reducción de daños, la confiscación de bienes, la violencia del narcotráfico, los programas de trueque de jeringas, Canadá, las iniciativas electorales, casi cien tópicos distintos que rastreamos corrientemente. (Visite la portada de la Crónica, en la columna derecha, para ver la lista actual completa.)

Si a usted le gusta especialmente nuestra nueva sección del Bar Clandestino, hay contenido nuevo todos los días tratando de todas las cuestiones y usted puede poner enlaces a esas publicaciones o a subsecciones del Bar Clandestino.

Haga clic aquí para ver una muestra de lo que está disponible - por favor, fíjese que la extensión, la apariencia y demás detalles de cómo ello aparecerá en su página pueden ser personalizados para adecuarse a sus necesidades y preferencias.

Por favor, fíjese también que estaremos contentos en hacerle más permutas de nuestro contenido disponible bajo pedido (pese a que no podamos prometer cumplimiento inmediato de dichas solicitaciones ya que, en muchos casos, la oportunidad dependerá de la disponibilidad de nuestro diseñador web). Visite nuestro Mapa del Sitio para ver lo que está disponible actualmente – cualquier feed RSS disponible allí también está disponible como feed de javascript para su página web (junto con el feed de la Crónica que no aparece todavía pero que usted puede encontrar en la página de feeds relacionada arriba). Experimente nuestro generador automático de feeds aquí.

Contáctenos si quiere asistencia o infórmenos sobre lo que está relacionando y adónde. Y gracias de antemano por su apoyo.

Propuestas: IHRD concede pequeñas subvenciones para la salud y los derechos humanos, Cumbre de la ONU sobre las drogas de 2008

El Programa Internacional de Fomento de la Reducción de Daños (IHRD, sigla en inglés) del Open Society Institute (OSI, sigla en inglés) está ofreciendo pequeñas subvenciones para apoyar la recopilación y presentación de informaciones que evalúen las consecuencias para la salud y los derechos humanos, con miras a los contagios de VIH impelidos por el consumo de drogas inyectables, de las resoluciones tomadas en la Sesión Especial de la Asamblea General de la ONU sobre las Drogas de 1998.

Este proyecto otorgará subvenciones de hasta $12,000 USD a las organizaciones o redes que puedan presentar un informe en inglés sobre cómo la imposición de la ley y el control de las drogas han impactado las labores de prevención y tratamiento de consumidores de drogas en su país o región. El informe, a ser deducido de países en vías de desarrollo/transicionales con epidemias de VIH impelidas por la inyección (ya sea la mayoría de los casos de VIH debida a la inyección, ya sea una epidemia considerable y concentrada de usuarios de drogas inyectables), será editado y compilado en un folleto que será publicado por el IHRD durante las actividades que llevan a la reunión ministerial de alto nivel en Viena en 2009 en la cual los países reflexionarán sobre el progreso desde la UNGASS de 1998. Será dada preferencia a las propuestas que tengan un enfoque regional específico en vez de un foco nacional.

Este documento sirve como invitación formal a enviar una carta de intención. Este breve escrito conceptual da la oportunidad tanto de demostrar su comprensión del objetivo de este proyecto como su perspectiva de cómo eso puede ser percibido en su región. Aunque existan muchos aspectos en la salud, la vigilancia policíaca y el control de las drogas, los postulantes deben demostrar una relación específica de las políticas y prácticas vinculadas con el VIH y el consumo de drogas, particularmente el consumo de drogas inyectables.

La carta de intención debe:

  1. ser recibida hasta el miércoles, 15 de septiembre de 2007 (horario de Nueva York) electrónicamente como anexo;
  2. ser dirigida a Kasia Malinowska-Sempruch, Directora de Programa del IHRD, IHRD@sorosny.org, con un asunto que diga UNGASS+10 LoI, copiado para famesq@terra.com.br;
  3. ser enviada en inglés, no exceder tres páginas, con doble espacio, delinear las cuestiones fundamentales, las pruebas existentes y las posibles fuentes de más informaciones detalladas;
  4. contener una presentación de dos frases e información de contacto sobre cada uno de los individuos que postulan a la subvención.

El IHRD revisará sus cartas de intención y les notificará hacia fines de septiembre. Si es aceptada, usted será invitado a mandar una propuesta ligeramente más larga y un presupuesto. Esperamos recibir las propuestas finales hasta mediados de octubre y las decisiones hasta noviembre. Cualesquier preguntas sobre el proceso de postulación deben ser hechas a Fábio Mesquita (famesq@terra.com.br).

Su Carta de Intención debe tratar de las siguientes preguntas:

1. Concepto del informe

¿Cómo su organización o red contribuye para evaluar y describir las consecuencias sanitarias (particularmente de la epidemia de VIH/SIDA relacionada con el consumo de drogas inyectables) provenientes de decisiones tomadas en la UNGASS (Sesión Especial de la Asamblea General de las Naciones Unidas sobre las Drogas) en 1998? Empiece describiendo el problema en su región, después las condiciones que lo vuelven un problema de relevancia nacional o internacional en el mundo en vías de desarrollo.

2. Metas y objetivos del informe

Por favor, describa su actividad propuesta, inclusive el tiempo, la capacidad y los posibles colaboradores o fuentes de información para documentar:

  1. la estimativa de personas que inyectan drogas en 1998 y en 2008;
  2. el número de casos de VIH relacionados con la gente que inyecta drogas en 1998 y en 2008;
  3. las personas presas por acusaciones de delitos de drogas, en números totales y parciales, en 1998 y 2008;
  4. informes sobre la inyección dentro del sistema carcelario, epidemia de VIH o hepatitis C en las prisiones en 2008;
  5. la terapia de sustitución y los programas de jeringas esterilizadas en la prisión y donde sea relevante, la situación de las posibles listas de espera;
  6. el tratamiento químico en “entornos cerrados” en su país/región, los datos en dichas instalaciones de tratamiento y los medios de admisión y colocación de los consumidores de drogas en estas instituciones;
  7. las barreras al acceso al tratamiento (particularmente el tratamiento de sustitución);
  8. la disponibilidad de la prevención al VIH para usuarios de drogas inyectables (como el cambio de jeringas, la labor de contacto y la distribución de condones, entre otras cosas) con la cobertura estimada y algunos detalles acerca de lo que se entiende por cobertura;
  9. los obstáculos al acceso a la prevención o al tratamiento químico;
  10. el tratamiento con fármacos antirretrovirales proporcionado a los que tienen pasado de consumo de drogas y a los usuarios activos o las reglas que traten de dicho tratamiento y las prácticas informales que puedan impactar su provisión;
  11. las violaciones de los derechos humanos de los consumidores de drogas de parte de la policía y de los proveedores de asistencia sanitaria.

3. Otras informaciones relevantes

4. Implementación

¿Cuánto tiempo se demoraría para lograr esta información y escribir su informe? ¿Cuál es el alcance (en términos regionales) de su posible informe (un país, una región entera, una parte de la región)? ¿De qué manera su país o región es compatible con el perfil de un lugar en que el VIH causado por el consumo de drogas inyectables es un problema considerable?

5. Capacidad y recursos

Describa cómo la organización que postula a esta subvención puede llevar a cabo este proyecto. ¿Quién la organización designaría para cuidar de este informe? ¿A qué fuentes existentes de información se podría recurrir? ¿Qué colaboradores podrían ayudar en la provisión de información?

Empleos: Director Ejecutivo, Justice Policy Institute

El Justice Policy Institute es una organización de apoyo a la investigación, las políticas y la comunicación sedeada en Washington, DC, cuya misión es acabar con la dependencia de la sociedad en el encarcelamiento y promover soluciones eficaces para problemas sociales. El JPI está buscando a un líder dedicado y experimentado para hacer que la organización progrese. Los postulantes deben estar comprometidos y respetar la misión histórica del JPI y comprender el lugar de las organizaciones que trabajan por políticas condenatorias y penitenciarias más sensibles y por la reforma de la justicia juvenil, tener experiencia en la investigación de la justicia juvenil y penal, comprender y haber implementado investigación y estrategias de comunicación para alcanzar metas de reforma de las políticas y saber cómo aprovechar tanto una como las otras para apoyar la reforma de las políticas. Los deberes específicos incluyen la supervisión y gerencia de proyectos, investigación y administración pública, comunicación y relaciones públicas, recaudación de fondos y deberes presupuestarios, fomento de personal, directoria y organización.

Para postular, haga el favor de visitar primero la página http://www.justicepolicy.org para rever el anuncio completo del cargo y el trabajo de la organización. Los postulantes interesados deben enviar por correo-e una carta de presentación o currículo a Julie Peterson, Consultora de Pesquisa del Director Ejecutivo del JPI, jempeterson@verizon.net. No llame.

Empleos: Director de relaciones gubernamentales, MPP

El Marijuana Policy Project, una organización respetada y diligente de presión, está buscando a un Director de Relaciones Gubernamentales experimentado.

El Director de Relaciones Gubernamentales deberá tener fuertes instintos políticos y experiencia sólida en relaciones políticas o gubernamentales, ser un administrador excelente y poder promover las metas de políticas del MPP con persuasión.

La meta central del cargo es aprobar leyes sobre la marihuana medicinal en el Congreso de los EE.UU., mientras que se impida que malos proyectos sean promulgados. Los deberes del Director de Relaciones Gubernamentales son:

1. Administrar las labores cabilderas directas del MPP en el Congreso (40% del trabajo). Esto incluye actuar como principal cabildero del MPP en el Congreso; aconsejar al Director Ejecutivo sobre la estrategia y tácticas legislativas; y avanzar en las prioridades del MPP en el Congreso, las cuales son:

  • aprobar la enmienda Hinchey-Rohrabacher sobre la marihuana medicinal (al proyecto de dispendios del Ministerio de Justicia de los EE.UU.);
  • garantizar una audiencia y votación para la Ley de Derechos de los Estados a la Marihuana Medicinal [States' Rights to Medical Marijuana Act] en el Subcomité de Salud del Comité de Energía y Comercio de la Cámara;
  • lograr presentar el primer proyecto de ley de desfederalización de la marihuana;
  • revocar la enmienda Barr, que ha estado impidiendo que una iniciativa electoral municipal a favor de la marihuana medicinal entre en vigor en el Distrito de Columbia desde que los votantes de DC la aprobaron en noviembre de 1998;
  • eliminar la secretaría antidroga de la Casa Blanca (o por lo menos eliminar su campaña publicitaria);
  • trabajar en coalición con otras organizaciones para revocar las leyes federales de confiscación civil de bienes;
  • maximizar el número de congresistas que están presionando la DEA a conceder un permiso a una instalación propuesta de producción de marihuana medicinal en la Universidad de Massachusetts en Amherst; y
  • monitorear otras oportunidades legislativas relevantes, como eliminar la prohibición de ayuda financiera federal para ciertos estudiantes que sean condenados por delitos de drogas.

2. Trabajar en coalición con (1) aproximadamente 50 organizaciones médicas y religiosas para persuadirlas a tomar providencias respecto de la legislación federal sobre la marihuana medicinal; (2) grupos de derechos de propiedad para impedir la DEA confiscar las propiedades de los caseros de California que alquilan sus lugares a dispensarios de marihuana medicinal que son legales conforme a la ley estadual; y (3) organizaciones ambientales para pedir la revocación de la prohibición de la marihuana (40% del trabajo).

3. Supervisar el trabajo de dos organizadores de campo – y de un número indeterminado de voluntarios a tiempo parcial – quienes están trabajando para construir coaliciones municipales de “cuadros” en distritos congresales objetivados para el fin de incrementar el total de votos a favor de la enmienda Hinchey-Rohrabacher sobre la marihuana medicinal en el pleno de la Cámara (20% del trabajo).

El Director de Relaciones Gubernamentales administra al coordinador nacional de campo del MPP y también a dos organizadores de campo (un empleado del MPP y un becado del MPP).

Durante enero de 2008, el Director de Relaciones Gubernamentales también administra al Gerente de Campaña de Nuevo Hampshire del MPP, que está trabajando para hacer que todos los presidenciables demócratas y republicanos asuman posturas públicas positivas respecto del acceso a la marihuana medicinal. (Ese cargo se termina con las primarias de Nuevo Hampshire en 22 de enero de 2008.)

El Director de Relaciones Gubernamentales depende del Director Ejecutivo.

Además de un sueldo competitivo, el cargo incluye seguro médico completo y un paquete opcional de jubilación.

Para postular, haga el favor de ver las normas de postulación del MPP. Las entrevistas están siendo realizadas mientras van sucediendo, entonces los postulantes interesados son incentivados a presentarse lo más pronto posible. El MPP no contesta llamadas telefónicas; más bien, todos los postulantes interesados deben postular utilizando el proceso descrito en el enlace arriba.

Drug War Issues

Criminal JusticeAsset Forfeiture, Collateral Sanctions (College Aid, Drug Taxes, Housing, Welfare), Court Rulings, Drug Courts, Due Process, Felony Disenfranchisement, Incarceration, Policing (2011 Drug War Killings, 2012 Drug War Killings, 2013 Drug War Killings, 2014 Drug War Killings, 2015 Drug War Killings, 2016 Drug War Killings, 2017 Drug War Killings, Arrests, Eradication, Informants, Interdiction, Lowest Priority Policies, Police Corruption, Police Raids, Profiling, Search and Seizure, SWAT/Paramilitarization, Task Forces, Undercover Work), Probation or Parole, Prosecution, Reentry/Rehabilitation, Sentencing (Alternatives to Incarceration, Clemency and Pardon, Crack/Powder Cocaine Disparity, Death Penalty, Decriminalization, Defelonization, Drug Free Zones, Mandatory Minimums, Rockefeller Drug Laws, Sentencing Guidelines)CultureArt, Celebrities, Counter-Culture, Music, Poetry/Literature, Television, TheaterDrug UseParaphernalia, ViolenceIntersecting IssuesCollateral Sanctions (College Aid, Drug Taxes, Housing, Welfare), Violence, Border, Budgets/Taxes/Economics, Business, Civil Rights, Driving, Economics, Education (College Aid), Employment, Environment, Families, Free Speech, Gun Policy, Human Rights, Immigration, Militarization, Money Laundering, Pregnancy, Privacy (Search and Seizure, Drug Testing), Race, Religion, Science, Sports, Women's IssuesMarijuana PolicyGateway Theory, Hemp, Marijuana -- Personal Use, Marijuana Industry, Medical MarijuanaMedicineMedical Marijuana, Science of Drugs, Under-treatment of PainPublic HealthAddiction, Addiction Treatment (Science of Drugs), Drug Education, Drug Prevention, Drug-Related AIDS/HIV or Hepatitis C, Harm Reduction (Methadone & Other Opiate Maintenance, Needle Exchange, Overdose Prevention, Safe Injection Sites)Source and Transit CountriesAndean Drug War, Coca, Hashish, Mexican Drug War, Opium ProductionSpecific DrugsAlcohol, Ayahuasca, Cocaine (Crack Cocaine), Ecstasy, Heroin, Ibogaine, ketamine, Khat, Kratom, Marijuana (Gateway Theory, Marijuana -- Personal Use, Medical Marijuana, Hashish), Methamphetamine, New Synthetic Drugs (Synthetic Cannabinoids, Synthetic Stimulants), Nicotine, Prescription Opiates (Fentanyl, Oxycontin), Psychedelics (LSD, Mescaline, Peyote, Salvia Divinorum)YouthGrade School, Post-Secondary School, Raves, Secondary School