Drug War Chronicle

comprehensive coverage of the War on Drugs since 1997

Europa: Grã-Bretanha revisará a classificação da maconha que pode voltar a uma classe mais severa

Na terça-feira, o novo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disse ao parlamento que o governo dele vai repensar se a maconha deveria continuar sendo uma droga de Classe C (esteróides, tranqüilizantes de menor importância) ou se deveria ser tratada com mais severidade e considerada uma droga mais perigosa de Classe B (anfetaminas, barbitúricos). A ação acontece enquanto os conservadores da oposição pedem a reclassificação e em meio a uma campanha midiática sustenida de intimidação que relaciona a maconha com a doença mental.

O governo do então primeiro-ministro Tony Blair rebaixou a maconha para a Classe C em janeiro de 2004, o que, em grande parte, tornou o porte de maconha um delito que não é passível de prisão. Mas a ação tem sido polêmica desde a sua concepção e já foi revisada duas vezes antes. O Conselho Acessório sobre o Uso Indevido de Drogas (ACMD, sigla em inglês), que está encarregado da nova revisão, também revisou a decisão no ano passado, mas determinou que os riscos não eram graves o suficiente para merecerem a reclassificação. Igualmente, o ex-ministro do Interior, Charles Clarke, encarregou uma revisão da decisão, mas em janeiro de 2005 decidiu manter a maconha na Classe C.

"Vamos pedir ao ACMD que revise a classificação da cânabis, dado o aumento em força de algumas variedades canábicas e do possível dano delas", disse o Ministério do Interior na quarta-feira. "Seria errado prejulgar essa revisão que mostra com que seriedade tomamos a nossa prioridade de reduzir o dano relacionado com as drogas".

Os conservadores oposicionistas, os quais estão pedindo uma linha mais dura nas políticas de drogas, disseram que apoiariam a reclassificação. "Daríamos as boas-vindas à reclassificação da cânabis", disse o ministro-sombra do Interior, David Davis. "As drogas são um flagelo sobre a sociedade e uma causa fundamental de criminalidade a que o Trabalho não conseguiu fazer frente. Há muito tempo que pedimos a reclassificação da cânabis com base na ciência e nas provas disponíveis que demonstrarem com demasiada clareza o verdadeiro mal que esta droga pode fazer às pessoas - especialmente aos jovens".

Embora os grupos das políticas de drogas diferissem em suas respostas à revisão anunciada do governo Brown, nenhum apoiou a reclassificação. Ao invés disso, tais grupos pediram que o exame fosse visto no contexto de uma revisão geral das políticas de drogas já que o plano de 10 anos para as drogas do governo britânico acaba em 2008.

"Este anúncio se trata de tomar uma postura política e não tem nada a ver com a ciência" disse um porta-voz da Transform Drug Policy Foundation. "Acontece na esteira de uma série de pânicos sanitários familiares demais com a cânabis que foram exagerados por certos jornais e, mais recentemente, pelo partido conservador que esteve pedindo manifestamente a reclassificação na Classe B".

O exame da classificação da maconha era redundante, discutiu a Transform. "Em realidade, a questão da potência e os temas da saúde mental associados com a cânabis são bem compreendidos e não mudaram muito desde que foram revisados da última vez pelo ACMD em 2005. O ACMD não se satisfará com botar as mãos na massa de novo; não há provas para garantir outra revisão consumidora de tempo e, mesmo se houvesse, também não há provas que sugiram que outra reclassificação reduziria o dano.

Não é a classificação da maconha, mas a criminalização delas que é o problema, disse o grupo. "A classificação parece ser totalmente irrelevante para os níveis e consumo ou danos associados. Desde a mudança da [Classe] B para a C em 2004, o consumo de cânabis seguiu a sua lenta baixa, de acordo com dados da Sondagem Britânica sobre a Criminalidade", observou a Transform. "A criminalização da cânabis, e os mercados ilegais não-regularizados que isto cria, é a responsável por aumentar os danos associados com a oferta e o consumo dela. Se o Governo fala sério em reduzir o dano, deveria regularizar legalmente o comércio e valer-se de seus recursos limitados para conscientizar os jovens sobre os riscos".

A Rethink, uma organização que se concentra nas questões da saúde mental, não pediu a legalização, mas uma campanha de saúde pública para criar consciência dos perigos da erva para a saúde mental. Paul Corry, o diretor de assuntos públicos da Rethink, diz:

"Aclamamos a revisão da estratégia do governo para as drogas e esperamos totalmente que ela endosse o vínculo agora reconhecido entre os grupos de risco que consomem cânabis e o desenvolvimento de doenças mentais graves", disse ele em uma nota à imprensa na quarta-feira. "A estratégia deveria voltar o seu olhar para as promessas do governo passado de uma campanha notória e contínua de saúde pública sobre a questão e se perguntar: 'O que aconteceu?'".

Mas, embora a Rethink enfatizasse os perigos do consumo de maconha, o grupo não via a reclassificação como resposta. "Apesar de haver um interesse renovado em outra reclassificação da cânabis, as experiências dos nossos membros nos dizem que apresentar novamente sanções criminais mais duras para o porte e o consumo não fariam nada para reduzir o uso", disse Corry. "O que a maioria das pessoas que passaram pela desgraça de desenvolverem uma doença mental a partir do consumo de cânabis quer ver é uma campanha sanitária adequadamente financiada, não leis mais severas que acabem criminalizando as pessoas que desenvolveram um problema de saúde".

Durante a década passada, a Grã-Bretanha deu um passo para frente, outro para trás nas políticas sobre a maconha. Parece que a pressão política pelo passo para trás está aumentando outra vez.

Sudoeste asiático: Cultivo de papoulas afegãs estabelece novo recorde, diz cônsul dos EUA

O cultivo de papoulas afegãs estabelecerá um novo recorde neste ano, disse o cônsul dos EUA no Afeganistão, William Wood, na terça-feira. O cultivo está pronto para exceder a colheita recordista do ano passado apesar dos trabalhos mais intensivos para combater o tráfico, reconheceu.

De acordo com Wood, os dados preliminares mostram que os agricultores afegãos colheram 457.000 acres de papoulas neste ano. Isso é mais do que os 407.000 acres plantados no ano passado. A papoula é plantada no outono e colhida na primavera e no início do verão.

No ano passado, o Afeganistão respondeu por 92% da oferta global de papoulas. Em 1997, o país respondeu por apenas 52% e por 70% em 2000, antes que o Talibã o proibisse em 2001. Graças às grandes safras da papoula afegã, a sua oferta global alcançou mais de 6.000 toneladas no ano passado, uma alta de enormes 43% sobre 2005. Haverá ainda mais neste ano.

http://stopthedrugwar.org/files/opium-smaller.jpg
os artigos do traficante de ópio (foto do editor da Crônica, Phil Smith, durante uma visita de setembro de 2005 ao Afeganistão)
Agora, a heroína feita da papoula afegã está chegando às veias dos viciados de Londres a Lahore e de Turim e Teerã a Tashkent. Também consta que está começando a aparecer no Litoral Oeste da América do Norte, competindo com os produtores mexicanos e colombianos de papoulas que ofereceram historicamente a maior parte da heroína ao mercado estadunidense.

Só a província sulista volátil de Helmand, onde os soldados dos EUA e da OTAN tomam parte em uma guerra feroz de guerrilhas com os insurgentes do Talibã, produziu cerca de 212.000 acres de papoulas, quase a metade do total nacional.

Os trabalhos de erradicação da papoula levados a cabo pelo governo afegão conseguiram destruir aproximadamente 49.000 acres de papoulas ou pouco mais de um décimo do cultivo total, disse Wood. Ele chamou os resultados do trabalho de erradicação de "decepcionantes".

"Acho que, tanto nacional quanto internacionalmente, reconhece-se cada vez mais a importância do tráfico de entorpecentes ilícitos e a ameaça que apresenta", disse, acrescentando que acredita firmemente na erradicação forçada. "Precisamos tirar o cultivo de drogas como opção, tanto porque ameaça a segurança, o governo e a estabilidade no Afeganistão quanto porque o produto do cultivo de drogas está cobrando vidas dentro e fora do Afeganistão através da dependência e demais atividades criminosas", disse. "As drogas, em razão do valor delas, são como diamantes", prosseguiu Woods. "São pequenas, têm um alto valor, são de fácil transporte e ninguém nunca encontrou um jeito bem-sucedido de impedir as pessoas de extrair diamantes do solo e de tentar vendê-los. Se os diamantes estiverem no solo, as pessoas vão recolhê-los e tentar vendê-los. Então, é preciso erradicá-los do solo", disse Wood.

Boa sorte quando tratarem de propor isso aos agricultores, traficantes, pistoleiros, insurgentes talibãs e funcionários do governo afegãos que tentam ganhar o pão de cada dia com o mercado negro florescente em papoula sob o regime global de proibição das drogas.

Redução de danos: Jersey City se inscreve para a troca de seringas

Na quarta-feira, a Câmara Municipal de Jersey City em Nova Jérsei aprovou por unanimidade um decreto-lei que autoriza a criação de um programa de troca de seringas na cidade. A ação aconteceu depois que a cidade hesitou no início deste ano porque o prefeito Jeremiah Healey, defensor da troca de seringas, estorvou parte do programa-piloto do estado que teria incluído uma perua para a troca de seringas.

Jersey City vira a quinta cidade do Garden State a aprovar um decreto-lei de troca de seringas desde que o governador Jon Corzine (D) sancionou um projeto de lei permitindo-as em dezembro. As outras cidades são Atlantic City, Camden, Newark e Paterson. Ainda nenhuma tem programas de troca de seringas funcionando. Todas ou acabaram de aprovar os decretos-lei ou têm solicitações para se unir ao programa-piloto que está sendo revisado pelo estado.

Nova Jérsei tem o índice mais alto de casos cumulativos de HIV/AIDS entre as mulheres, o terceiro índice mais alto de casos pediátricos de HIV/AIDS, o quinto índice mais alto de casos adultos de HIV/AIDS e um índice de contágio de HIV relacionado com a injeção que é quase duas vezes a média nacional.

Contudo, foram necessários anos de ativismo e pressão dos funcionários da saúde pública municipal e a Drug Policy Alliance, cuja Roseanne Scotti caminhou pelos salões do capitólio, para conseguir a aprovação de programas de troca de seringas em Nova Jérsei. E a luta ainda não acabou. Sete outras cidades de Nova Jérsei que podiam ser aptas para participar não o fizeram até agora.

Consumo de drogas: Um em cada 12 trabalhadores estadunidenses consome drogas, diz SAMHSA

Um em cada 12 trabalhadores de tempo integral nos Estados Unidos consumiu uma droga ilegal no mês anterior, de acordo com dados lançados na segunda-feira pela Administração de Abuso Químico e Serviços de Saúde Mental (SAMHSA, sigla em inglês). A sondagem indicou que 8,2% dos trabalhadores de tempo integral - ou 9.4 milhões de pessoas, inclusive 7.3 milhões de fumantes de maconha - foram consumidores de drogas ilegais no mês anterior.

A sondagem também descobriu que cerca de 10.1 milhões de trabalhadores de tempo integral eram grandes consumidores de álcool, definidos como os bebedores de cinco taças de uma só vez pelo menos cinco vezes ao mês. Apesar da inclusão da SAMHSA ds consumidores de drogas no mês anterior com os grandes bebedores de álcool sugira uma equivalência entre os dois grupos, isso não resulta de suas estimativas de dependência ou abuso entre os dois. Dos 9.4 milhões de usuários de drogas, menos de um terço satisfez os critérios de dependência ou abuso da SAMHSA - que, indubitavelmente, exagera o número de usuários problemáticos de drogas -, enquanto que o número dependente de álcool ou que abusava do álcool foi de 10.5 milhões - maior do que o número identificado de grandes bebedores.

O relatório achou os índices mais altos de consumo atual de drogas ilícitas entre os trabalhadores do serviço alimentar (17,4%) e os operários em construções (16,1%). Os índices mais altos de consumo forte atual de álcool foram encontrados entre operários, mineiros, escavadores e perfuradores (17,8%) e instaladores, técnicos e reparadores (14,7%). Os agentes da segurança pública, bibliotecários e trabalhadores da saúde tiveram os menores índices de consumo de drogas ilegais.

Outras descobertas não-surpreendentes: Os jovens tinham mais chances de ser consumidores de drogas ilegais ou grandes bebedores e os usuários de drogas tinham menos chances de trabalhar para empregadores que tinham programas de exames toxicológicos.

Os funcionários antidrogas do governo usaram o lançamento dos dados para tocar alarmes sobre o consumo de drogas no lugar de trabalho e pedir mais exames toxicológicos. "O abuso químico é um problema sério para a saúde, o bem-estar e a produtividade de todos no lugar de trabalho", disse o administrador da SAMHSA, Terry Cline.

"Empregados que consomem drogas faltam no trabalho com mais freqüência, são menos saudáveis e mais propensos a ferir a si mesmos e os demais no trabalho", disse o secretário antidrogas John Walters. "Esperamos que os empregadores reparem neste relatório e pensem em implementar políticas de exames toxicológicos no lugar de trabalho que possam ajudar a prevenir o consumo de drogas antes que comece, identificar os empregados consumidores de drogas que precisam de serviços de tratamento químico e também reduzir a responsabilidade dos empregadores por acidentes relacionados ao lugar de trabalho".

"Os altos índices de consumo de drogas e álcool em setores arriscados são causa de preocupação", disse Elena Carr, coordenadora de políticas de drogas no Ministério do Trabalho (DOL, sigla em inglês) dos EUA. "Claramente, os negócios mal conseguem arcar com o risco de fazer com que os operários operem fatiadoras, retroescavadoras ou outros equipamentos perigosos enquanto estão alcoolizados ou drogados, que é um dos motivos pelos quais o DOL ajuda empregadores e empregados a colaborar para impedir pró-ativamente tais riscos à segurança".

É lógico, admitir consumo de drogas ou de álcool no mês anterior não significa necessariamente "operar... equipamento perigoso sob a influência de álcool ou drogas". Embora o pessoal remunerado para divulgar mensagens antidrogas só veja perigo, uma leitura alternativa dos dados pode sugerir que milhões de trabalhadores estadunidenses conseguem ter empregos apesar de fumarem um baseado no fim de semana ou talvez beberem além da conta.

O relatório é o Worker Substance Use and Workplace Policies and Programs [O consumo de drogas do trabalhador e as políticas e programas para o lugar de trabalho].

Maconha medicinal: ONDCP afirma que Steve Kubby mudou de opinião, Kubby diz de jeito maneira!

O Gabinete de Política Nacional de Controle das Drogas (ONDCP, a sigla em inglês para a secretaria antidrogas) usou um depoimento enviado ao Congresso na semana passada para tergiversar a posição de Steve Kubby, um destacado defensor de maconha medicinal na Califórnia. Nesta semana, Kubby tomou providências para denunciar o engano e esclarecer a continuação do seu apoio à maconha medicinal.

http://stopthedrugwar.org/files/kubby1.gif
Steve Kubby
Em um depoimento escrito perante o Subcomitê de Criminalidade, Terrorismo e Segurança Interna do Comitê da Câmara sobre o Judiciário, o Dr. David Murray, chefe de ciência do ONDCP, chamou os partidários da maconha medicinal de "defensores hodiernos do óleo de cobra", caçoou dos medicamentos que fazem com que os pacientes "se sintam bem" e afirmou que as leis que autorizam a maconha medicinal em uma dúzia de estados resultaram em "abuso, confusão e criminalidade". Então, para dar mais apoio ao seu argumento contra o consumo terapêutico da erva, ele acrescentou:

"Defensores iniciais da maconha medicinal nos Estados Unidos mudaram suas posições fundamentais de apoio a ela. O reverendo Scott Imler, co-fundador da Prop. 215, lamentou a aprovação da lei sobre a maconha medicinal da Califórnia declarando que: 'Criamos a Prop. 215 para que os pacientes não tivessem que lidar com os trambiqueiros do mercado negro. Mas hoje tudo é dinheiro. A maior parte dos dispensários que funcionam na Califórnia é só de traficantes com fachadas'. Imler também disse que a maconha medicinal 'virou piada'. Steve Kubby, outro co-fundador da maconha medicinal na Califórnia, declarou em uma carta aos simpatizantes no dia 14 de abril de 2006 que 'O Marinol é um sucedâneo aceitável, se não ideal, para toda a cânabis no tratamento da minha doença, fatal do contrário' (revista Alternatives, outono 2006, Edição 39, San Gabriel Valley Tribune 2/07, Mensagem de Steve Kubby, Steve Kubby é solto após cumprir 62 dias na cadeia, 14 de abril de 2006)".

Imler, fundador do Cannabis Resource Center de Los Ângeles, que foi sitiado e fechado pela DEA em 2001, não objetou à representação de sua posição feita por Murray - afinal, Murray transcreveu com precisão as suas palavras do artigo de revista de anos atrás. Mas Kubby, que foi forçado a recorrer ao Marinol enquanto esteve preso durante dois meses na Califórnia, se ofendeu com certeza.

"Os meus comentários sobre o Marinol estavam baseados no meu alívio de não ter morrido na cadeia", escreveu em um e-mail aos defensores. "O meu comentário pretendia reconhecer que obtive sim um bom controle da pressão arterial com o Marinol e essa descoberta com certeza merece mais estudo. Por outro lado, perdi quase 15 quilos em 62 dias enquanto consumia Marinol, então talvez devesse ter usado palavras mais enérgicas do que 'quase ideal'".

Kubby padeceu de náuseas quase constantes enquanto usava Marinol, escreveu, acrescentando que Murray tomou a sua oração sobre o Marinol fora de contexto. O parágrafo de que foi extraída diz o seguinte: "Durante essa época, eu experimentei dores insuportáveis, uma crise atroz de alta pressão arterial, urinei sangue e perdi quase 15 quilos. Entretanto, também houve boas notícias. Aprendi que o Marinol é um sucedâneo aceitável, se não ideal, para toda a cânabis no tratamento da minha doença, fatal do contrário. Agora, estou livre e profundamente agradecido por estar vivo e ter amigos e defensores como vocês".

Embora reconheça que o Marinol possa ser eficaz para o tratamento da hipertensão e que lhe permitiria viajar brevemente sem a maconha medicinal, não o deixa ter uma qualidade de vida aceitável, disse Kubby.

"Por favor, ajudem-me a esmagar esta tergiversação enganosa e perigosa do meu verdadeiro sentimento sobre este assunto feita pelo ONDCP", escreveu Kubby. "Isso só mostra que estão tão desesperados que se sentem obrigados a enganar as pessoas desta maneira. E só para que não haja nenhuma dúvida sobre isto, permitam-me ser claro: A cânabis não somente é o melhor medicamento para mim, é o único remédio que me manteve vivo durante os 32 anos que continuei vivendo com uma saúde relativamente boa, apesar de um diagnóstico terminal de feocromocitoma maligna".

Com Murray e o ONDCP, de certo modo é como aquele velho nome de canção sertaneja: "Em quem você vai acreditar - em mim ou seus olhos mentirosos?"

Maconha: Secretário antidrogas chama cultivadores de maconha de terroristas perigosos

Em um ataque de excesso retórico pouco comum mesmo para o secretário antidrogas do país, o diretor do Gabinete de Política Nacional de Controle das Drogas (ONDCP, sigla em inglês), John Walters, chamou os cultivadores de maconha californianos de "criminosos violentos" e de "terroristas" que não pensariam duas vezes em ajudar terroristas estrangeiros a entrar no país para infligir enormes baixas. Walters fez seus comentários em uma entrevista coletiva do dia 12 de junho em Redding, Califórnia enquanto elogiava as equipes paramilitarizados do pessoal das forças de segurança que realizam reides contra os cultivos de maconha em terras públicas na Comarca de Shasta.

As pessoas precisam superar a "cegueira do baseado" delas e perceber que as drogas "financiam o terror e a violência", disse Walters em comentários informados pelo Redding Record-Searchlight. Quando aos cultivadores de maconha cuidando dos plantios em terra pública na área: "Estas pessoas estão armadas, são perigosas", disse Walters, chamando-os de "terroristas criminosos violentos".

Após reflexão, o ONDCP apontou no dia seguinte no seu blog que os comentários de Walters foram muito bons. "Você sofre de cegueira do baseado?" perguntava a publicação no blog, qualificando o artigo do Redding Recrd-Searchlight como "um bom artigo" e não pensando duas vezes na retórica incendiária de Walters.

Infelizmente, nenhum repórter presente na entrevista coletiva de Walters o desafiou a respeito do papel da proibição da maconha em promover a violência ou empurrar os cultivadores de maconha a terras públicas. Também ninguém o desafiou a apresentar a menor centelha de prova para a sua afirmação de que os cultivadores de maconha encobririam alegremente terroristas à Al Qaeda em ataques contra os seus concidadãos. Para Walters isso é bom, porque simplesmente não há nenhuma.

Maconha medicinal: DEA e ONDCP são criticados por reides contra dispensários e obstáculos à pesquisa em audiência de comitê da Câmara

No dia 12 de julho, uma audiência do Subcomitê de Criminalidade, Terrorismo e Segurança Interna do Comitê da Câmara sobre o Judiciário presenciou o interrogatório severo da Administração de Repressão às Drogas (DEA, sigla em inglês) e do Gabinete de Política Nacional de Controle das Drogas (ONDCP, a sigla em inglês para a secretaria antidrogas) de parte de congressistas democratas, inclusive o presidente do comitê, o deputado Bobby Scott (D-VA), sobre os ataques do governo contra a maconha medicinal em estados em que ela é legal e acerca do estancamento governamental da solicitação do pesquisador da Universidade do Massachusetts para poder cultivar maconha medicinal para fins de pesquisa.

(A mesma audiência também atestou a oportunidade recebida pelos defensores dos pacientes da dor de contar ao comitê os processos dos terapeutas da dor da DEA - vide matéria aqui - e o depoimento escrito de um funcionário do ONDCP que afirmava que um destacado partidário da maconha medicinal não apoiava mais a maconha medicinal - vide curta aqui.)

Joseph Rannazzisi da DEA, o Dr. David Murray, chefe de ciência do ONDCP, e Valerie Corral, co-fundadora da Wo/Men's Alliance for Medical Marijuana (WAMM, sigla em inglês), um dispensário californiano sitiado pela DEA em 2002, estavam depondo perante o comitê.

Murray se comportou como sempre, dizendo ao comitê que "não é a comunidade da medicina que identifica a necessidade de uma erva fumada para aliviar as dores e o sofrimento". Em troca, disse Murray, "esta questão conta com a pressão esmagadora dos partidários da legalização da maconha que financiam iniciativas e referendos em vários estados, tentando aprovar o que nós achamos ser um desdobramento problemático". Em seu depoimento escrito ao comitê, Murray chamou os defensores da maconha medicinal "defensores hodiernos do óleo de cobra" [N.T.: É preciso entendê-lo como "vigarista"; o "óleo de cobra" é um bálsamo chinês para as articulações que foi associado com mercadores de probidade questionável no Ocidente, principalmente no gênero faroeste do cinema estadunidense.]

Murray passou a acusar que a maconha não mostrou ser eficaz como medicamento, que há remédios melhores disponíveis e que a erva até podia ser "nociva para quem pretendia ser um instrumento de cura".

Isso instigou o deputado Jerrold Nadler (D-NY) a interromper o depoimento de Murray para perguntar se ele achava que a maconha era tão perigosa quanto a nicotina, o que, por sua vez, levou o deputado Randy Forbes (R-VA) a denunciar Nadler por falar fora da ordem. Após uma breve refrega regimental, Murray se desviou com perícia da pergunta mordaz de Nadler.

Corral da WAMM foi a seguinte, contando ao comitê como a WAMM começou como uma pequena horta coletiva para servir aos seus membros - gente que tirava proveito da maconha enquanto medicamento - e que essas pessoas não estavam mentindo. "Não é que queiramos infringir a lei, com certeza não queremos fazer isso", disse ela. "Fizemos de tudo para mudá-la. O que pedimos aqui hoje é que vocês parem as palhaçadas agressivas da DEA contra os doentes e moribundos, porque isso é o que somos. Parem os reides. Permitam o prosseguimento da pesquisa. Permitam a continuação da pesquisa que a DEA está bloqueando no caso [do pesquisador da Universidade do Massachusetts, Lyle] Craker, por exemplo, porque só vocês podem fazer isso".

O presidente do comitê, Bobby Scott, esquentou a discussão durante o interrogatório posterior das testemunhas. "Acho que eu gostaria de fazer uma pergunta ao Dr. Murray, quanto as políticas: qual é o imperativo das políticas públicas para negar o direito à maconha a pacientes terminais? Se eles acham que vai ajudá-los, acham que reduz a dor".

Insatisfeito com a resposta de Murray, que basicamente repetiu o depoimento anterior dele, Scott continuou acossando-o: "Bom, se a quiserem e são terminais, que estudos científicos vocês tiveram para mostrar a eficácia da maconha? Que estudos científicos tiveram? Têm uma lista que possam proporcionar ao comitê?"

Após andar em círculos com um Murray evasivo, Scott se contentou com uma promessa do funcionário do ONDCP de responder com um depoimento escrito.

O presidente também não ficou satisfeito com a não-resposta de Murray à sua pergunta sobre os problemas que o professor da UMass estava tendo em aprovar a solicitação dele para cultivar maconha para fins de pesquisa. O deputado Nadler também criticou Murray pelos obstáculos que os pesquisadores da maconha medicinal enfrentam.

"Atualmente, a maconha é a única substância controlada para a qual o governo federal mantém um monopólio sobre a oferta para o uso de cientistas que conduzirem pesquisas, embora a lei federal exija a competição na produção de substâncias de classe um e de grau de pesquisa, como a heroína, o LSD, o êxtase e a cocaína de grau de pesquisa", disse Nadler. "O senhor pode nos dizer, por favor, que a maconha, enquanto droga comparativamente inofensiva em relação a estas outras substâncias, é a única substância controlada para a qual o governo mantém um monopólio sobre a oferta disponível para os pesquisadores? Em outras palavras, por que ela é diferente da heroína, do êxtase, do LSD, etc.?"

Murray não teve uma resposta satisfatória à pergunta de Nadler, postura esta que o congressista qualificou como "evasiva", e Rannazzisi se saiu um pouco melhor. "Recusaram a oferta a quase todos os pesquisadores. Basicamente, cortaram a pesquisa médica a respeito da maconha", pressionou Nadler.

"Não acho que seja isso", respondeu Rannazzisi. "Se se der uma olhada no meu depoimento...".

"Não vou debater isto com o senhor, porque claramente é isso", replicou um Nadler irritado.

Nadler passou a atacar Rannazzisi sobre quando a DEA vai se dignar a lidar com a solicitação de Craker, sem receber uma resposta direta.

Com os democratas controlando o Congresso, algumas das perguntas corretas estão sendo feitas finalmente aos burocratas da guerra às drogas. As respostas que estamos ouvindo podem não nos agradar, mas pelo menos as questões estão sendo feitas e os guerreiros antidrogas estão avisados.

Imposição da lei: As estórias de policiais corruptos desta semana

Bad cops, bad cops, whatcha gonna do? Um policial da Cidade de Nova Iorque ajuda traficantes de drogas a roubar outros traficantes, um policial da Carolina do Norte constrói um currículo realmente impressionante de policial ruim, um ex-xerife da Carolina do Norte não pode responder por grande parte de suas provas e um policial de Indiana recebe um puxão de orelhas por roubar de um suspeito de delito de drogas. Vamos ao que interessa:

Na Cidade de Nova Iorque, um oficial da Polícia de Nova Iorque responde por acusações federais de formação de quadrilha para cometer delitos de drogas por supostamente ajudar uma gangue de traficantes a roubar outros traficantes. O oficial Darren Moonan foi preso no dia 08 de julho por acusações de formação de quadrilha para distribuir entorpecentes e formação de quadrilha para cometer roubos de drogas e dinheiro de drogas durante um período de sete meses a partir do último mês de dezembro. Moonan e seus cinco comparsas arrecadaram supostamente pelo menos $810,000 em espécie e quase 91 quilogramas de maconha em seus roubos de traficantes da competição. Moonan também é acusado de usar o distintivo dele para evitar as buscas e de subtrair dinheiro de drogas das cenas dos crimes. Ele pode pegar até 60 anos de prisão.

Em Edenton, Carolina do Norte, um oficial da polícia de Edenton foi preso no dia 10 de julho por plantar drogas em gente inocente. O oficial Michael Aaron Davidson foi acusado de alterar provas em uma investigação criminal por plantar cachimbos de crack várias vezes em um homem que ele prendeu quando era integrante da Polícia de Kinston em 2000. Davidson foi investigado, mas nunca foi preso e saiu da polícia de Kinston durante a primeira averiguação. De acordo com o SBI, Davidson foi investigado várias vezes por alegações de perder dinheiro, uso excessivo de força e plantar provas (outras três vezes). Ele também foi investigado, mas não acusado, em um caso em que mais de $2,000 em dinheiro de drogas confiscado desapareceu. Davidson só caiu agora porque outra policial de Edenton, Nichole Gardner, foi presa por acusações relacionadas com o Oxycontin e decidiu mencionar que ela vira Davidson plantando provas.

Em Asheville, Carolina do Norte, está em andamento uma sindicância criminal do trato de provas na Chefatura de Polícia da Comarca de Buncome depois que uma auditoria mostrou que dinheiro, armas e drogas haviam desaparecido. O ex-xerife Bobby Medford, que esteve no cargo durante 12 anos, está em evidência pela manipulação quer descuidada quer corrupta das provas durante a sua permanência. De acordo com uma auditoria, pelo menos $217,000 em dinheiro confiscado não podiam ser justificados, 337 armas de fogo também não. Além do mais, maconha, cocaína e comprimidos listados em 1.138 folhas de registro de provas desapareceram.

Em Evansville, Indiana, um oficial da Polícia de Evansville foi sentenciado por roubar dinheiro de um suspeito de delito de drogas. O ex-oficial Gerald Rainey, um veterano altamente condecorado, foi acusado em abril após admitir roubar dinheiro de uma mochila confiscada durante a detenção de um suspeito conforme um mandado pendente. Ele se confessou culpado de uma acusação de roubo e foi sentenciado no dia 13 de julho a 18 meses de liberdade vigiada e 80 horas de serviço comunitário. A condenação criminal significa que Rainey não poderá trabalhar de novo como policial.

Matéria: Defensores de terapeuta e pacientes da dor conseguem uma audiência no Congresso... até que enfim

Pela primeira vez em mais de uma década, a intrusão de mão dura da Administração de Repressão às Drogas (DEA, sigla em inglês) no campo da medicina esteve sob o exame do Congresso na semana passada. A revisão geral da regulamentação da medicina de parte da DEA aconteceu em uma audiência de 12 de julho perante o Subcomitê de Criminalidade, Terrorismo e Segurança Interna do Comitê da Câmara sobre o Judiciário presidido pelo deputado Bobby Scott (D-VA).

Embora a audiência também incluísse depoimentos e perguntas dos membros sobre o papel da DEA na perseguição de dispensários de maconha medicinal e a obstrução da pesquisa sobre a maconha (vide esta curta) e também o seu aparente menosprezo da quantidade de pseudo-efedrina necessária para fins comerciais e medicinais legítimos, depoimentos de Siobhan Reynolds do grupo de apoio aos pacientes e terapeutas da dor, a Pain Relief Network, e do advogado e partidário na questão da dor crônica, John Flannery, levantaram o tema dos processos federais de médicos que prescrevem altas doses de analgésicos opiáceos.

As audiências conseguiram um sentido agregado de oportunidade no dia seguinte, quando o terapeuta da dor nacionalmente conhecido, o Dr. William Hurwitz, foi sentenciado a cinco anos de prisão por acusações de tráfico de drogas. A princípio, Hurwitz fora sentenciado a 25 anos de prisão, mas o primeiro veredicto dele foi anulado e ele foi condenado por 16 acusações de narcotráfico em um novo julgamento em abril. Embora os defensores dos pacientes da dor e os partidários de Hurwitz achem que ele nem deveria ter sido condenado, eles tomaram a sentença muito mais curta - a qual, com o tempo cumprido, pode fazer Hurwitz ser solto em 17 meses - mais ou menos como uma vitória.

Contudo, Hurwitz continua atrás das grades pelo que é, na melhor das hipóteses, relaxo no trato de alguns pacientes que lhe mentiram e revenderam as drogas que ele lhes prescreveu para as dores crônicas. Como tal, ele é um símbolo do número crescente de médicos que foram perseguidos e processados pelo Ministério da Justiça, pela DEA e também por promotores estaduais que seguiram o exemplo dos federais.

"O subcomitê recebeu numerosas denúncias sobre a regulamentação da medicina de parte da DEA", disse o deputado Scott enquanto dava início à audiência. Voltando-se para o abuso de medicamentos receitados, Scott observou que: "Quando surgiu pela primeira vez, o abuso de Oxycontin ficou desenfreado em áreas como a Apalachia e na zona rural de Nova Inglaterra. A DEA respondeu adotando o plano de ação para o Oxycontin, que envolvia a perseguição de médicos que prescreviam altas doses de analgésicos. A DEA afirma que esta política não tinha a intenção de causar impacto sobre a oferta de drogas legítimas necessárias para tratar os pacientes; no entanto, as provas, as provas sugerem que a decisão da DEA de processar os médicos causou pânico dentro da comunidade da medicina, de tal forma que alguns médicos não estão dispostos a prescrever medicações para a dor em doses suficientemente altas para tratar os pacientes deles. O resultado é que muitos estadunidenses convivem com dores crônicas sem tratamento".

A primeira testemunha foi o vice-diretor do gabinete de fiscalização do desvio da DEA, Joseph Rannazzisi, que imediatamente discordou com a idéia de que a DEA estivesse tentando regular a medicina. "O título desta audiência, 'A regulação da medicina da DEA', é impreciso", reclamou. "A DEA não regula nem a medicina nem a prática da medicina. A DEA investigam sim as infrações da Lei de Substâncias Controladas [Controlled Substances Act], apesar da fonte da infração, quer seja um traficante de cocaína colombiana, quer seja um traficante de maconha ou um médico que abusa da autoridade para dispensar substâncias controladas".

Dizendo que a DEA considerava o desvio de medicamentos receitados um dos seus desafios mais significativos, Rannazzisi disse "pequenos números de médicos inescrupulosos" eram parte do problema. Entretanto, disse, a agência não visava aos médicos. "Falando geralmente, em qualquer ano dado, a DEA prende menos do que 0,01 por cento dos 750.000 médicos inscritos junto à DEA por uma infração criminal. Quase sempre essas infrações são grosseiras em natureza e são atos que estão claramente fora do curso usual dos padrões médicos reconhecidos".

Isso provocou uma réplica mordaz de Reynolds da Pain Relief Network, cujo companheiro, Sean Greenwood, era um ex-paciente de Hurwitz que faleceu no ano passado enquanto a família cruzava o país em busca de um médico que quisesse tratar as dores crônicas dele, durante o seu depoimento subseqüente. "A DEA sustenta que só processa 0,01 por cento dos inscritos", disse. "No entanto, esse dado é equívoco porque um número muito pequeno de inscritos prescreve medicamentos opiáceos e um número ainda menor quer prescrevê-los em doses que aliviariam as dores graves".

"Então, o número real de médicos que são presos é muito maior quando se dá uma olhada no denominador correto e isto me leva à minha próxima questão, a qual eu acho ser, na verdade, a mais importante", prosseguiu Reynolds. "Esta agência do governo toma os fatos por cima, vale-se de uma retórica incrivelmente inflamatória, fala de criminalidade, vício e dependência e confunde todos e talvez não esteja ciente de que, afinal, tudo isto recai sobre e estigmatiza pessoas muito, muito doentes. Mas, em realidade, isso é o que acontece".

Quando chegou a sua vez de depor, Flannery, um ex-promotor e empregado do Congresso e autor de "Pain in America -- And How the Government Makes It Worse", discordou da discordância de Rannazzisi com o título da audiência. "O título da audiência, que é a regulação da medicina de parte da DEA é, infelizmente, apto", replicou Flannery. "A DEA esteve regulando a medicina e que venham aqui e digam que não sabem quer dizer que ou estão fazendo isso conscientemente ou irresponsavelmente. E não posso acreditar que estejam fazendo isso irresponsavelmente, porque vemos a qualidade das pessoas que trabalham na agência. E isso significa que há um propósito ideológico em regular a medicina. Eles não aprovam certas práticas médicas. E, se for isso, deveriam levá-lo ao Congresso e nos contar o porquê, com estatísticas e explicações, porque então deveria ser uma política formal ao invés da secreta que é presentemente".

Flannery acusou a DEA e o Ministério da Justiça de táticas de "gato por lebre". O padrão legal para o processo criminal de médicos é o de que eles têm que estar agindo fora do curso da medicina profissional com a intenção de traficar drogas, não tratar pacientes, apontou Flannery. "Eles criam estes padrões para cada um dos casos", disse Flannery. "E como fazem isso? Chamam um médico pago ao salão de justiça, o qual viaja pelo país afora, e o padrão é criado pelo médico da DEA em cada um dos casos".

É melhor que as determinações do que constitui conduta criminosa dos médicos - a diferença da simples imperícia - fiquem a cargo dos conselhos estaduais de medicina, disse Flannery sob o questionamento simpático do deputado Scott.

O deputado Randy Forbes (R-VA), presidente da bancada minoritária, defendeu o governo Bush, perguntando se a maconha deveria ser legalizada, preocupando-se com as overdoses de medicamentos receitados entre adolescentes e as "pharma parties" e indagando sobre o cultivo de maconha nas florestas nacionais, enquanto que o deputado Louie Gohmert (R-TX) proporcionou alívio cômico involuntário. Gohmert entrou no salão de audiências, anunciou que os eleitores no distrito dele não apoiavam a legalização da maconha, depois se pôs a contar uma estória bizarra sobre um saco de sementes esterilizadas de maconha das quais brotaram algumas mudas que ele vira uma vez em um caso judicial antes de voltar a ficar em silêncio.

Embora a audiência da semana passada marcasse a primeira supervisão da regulação da medicina de parte da DEA em mais de uma década, não foi o suficiente, disse Reynolds à Crônica. "Apesar de ter enviado um depoimento escrito, estávamos limitados a cinco minutos, então passei o meu tempo explicando basicamente como me senti ofendido com a natureza absurda do depoimento da DEA e do ONDCP, negando a possibilidade de intimidação dos médicos".

"Este é um passo em uma jornada lenta rumo ao esclarecimento", disse Flannery à Crônica. "Em Jerrold Nadler e Bobby Scott, não dá para encontrar dois advogados melhores que sejam sensíveis com estas questões, mas o Congresso está imerso em muitíssimos outros assuntos e é muito difícil dissuadir os congressistas dos preconceitos deles acerca do que se trata a guerra às drogas. Pouquíssimos entendem que se trata de que o governo invade a medicina - não processando traficantes de drogas. Vamos ter que virar um transatlântico a fim de conseguirmos providências".

Mas, audiências como as da semana passada são um primeiro passo. "Requeri mais audiências, mas não sei se esse é o próximo passo", disse Reynolds, que foi convidada a depor pelo deputado Nadler. "Me disseram que precisamos conscientizar o Congresso. Estivemos fazendo isso, mas parece haver muitos ouvidos fechados nesta questão. Entretanto, cada vez mais há alguma consciência de que este problema é terrível".

Reynolds acrescentou que ela e os demais estão trabalhando com o comitê para procurarem leis que relaxem a pressão da DEA sobre os terapeutas da dor. "Tanto Nadler quanto Bobby Scott mostraram verdadeira preocupação e vieram depois perguntando o que podiam fazer".

O porta-voz de Nadler, Shin Inouye, disse à Crônica que Nadler está examinando o assunto. "Ele está muito interessado na questão, mas ainda não ouvi nada específico sobre novas leis", disse Inouye.

Há um longo caminho a percorrer antes que os estimados 40 a 70 milhões de pacientes de dores crônicas e de terapeutas que procuram tratá-los nos Estados Unidos possam viver sem medo da DEA, mas a audiência da semana passada foi um bom - embora insuficiente - começo e senta as bases para ações ulteriores.

O depoimento escrito de todas as testemunhas na audiência está disponível on-line em inglês aqui.

Matéria: Em escândalo proliferante por operações políticas da Casa Branca, presidente de comissão da Câmara acusa secretaria antidrogas de fazer eleitoralismo

O escândalo cada vez maior pelo comprometimento das operações políticas da Casa Branca no que deveriam ser atividades apartidárias dentro do governo federal engoliu o Gabinete de Política Nacional de Controle das Drogas (ONDCP, a sigla em inglês para a secretaria antidrogas) nesta semana. Na terça-feira, o deputado Henry Waxman (D-CA), o poderoso presidente do Comitê de Operações e Reforma do Governo da Câmara, acusou o ONDCP de fazer eleitoralismo em nome de senadores e congressistas republicanos vulneráveis nas preliminares para as eleições do mês de novembro passado. Waxman está convocando uma ex-alta funcionária da Casa Branca a prestar depoimento no comitê na semana que vem e a preparar-se para comparecer ao comitê por volta de 30 de julho.

http://stopthedrugwar.org/files/johnwalters.jpg
John Walters - está pego
De acordo com documentos expostos em um relatório na página do comitê, a ex-diretora de assuntos políticos da Casa Branca, Sara Taylor, pediu ao secretário antidrogas John Walters e seus ajudantes que participantes de 31 eventos pré-eleitorais às custas do contribuinte em que a missão de luta contra as drogas do ONDCP se misturou com as tentativas do Partido Republica de reter o seu poder no Congresso. Em muitos casos, as viagens estiveram combinadas com grandes anúncios ou outras ações feitas para beneficiar os distritos de titulares republicanos. Em um memorando pós-eleitoral de Taylor ao coordenador do ONDCP na Casa Branca, Doug Simon, Taylor contou novamente como o ONDCP conseguira ir a 20 dos eventos de "participação sugerida" na lista.

Um e-mail de Doug Simon em resposta ao memorando pós-eleitoral de Taylor só deu mais munição a Waxman e outros críticos da politização de agências e atividades federais de parte da Casa Branca. Nele, Simon resumiu uma reunião que teve com o guru político da Casa Branca, Karl Rove.

"Só queria dar a todos um sumário de uma atualização de 07 de novembro que recebi ontem à noite. O pessoal presidencial armou uma reunião de todos os coordenadores da Casa Branca do Governo e o escritório de assuntos políticos da CB", escreveu Simon. "Karl Rove abriu a reunião com um agradecimento por todo o trabalho feito nas aparições sucedâneas de membros do Gabinete e pelo deslocamento de emergência. Ele agradeceu especificamente, por ir além do dever, o ministério do Comércio, dos Transportes, da Agricultura E o Gabinete de Política Nacional de Controle das Drogas da CB. Este reconhecimento não é algo que ouvimos todos os dias e deveríamos ter certeza de que o nosso trabalho duro é percebido. Tudo isto se deve aos nossos trabalhos de preparar o diretor e os vices para as suas viagens e eventos. O diretor Walters e os vices cobriram milhares de quilômetros para assistirem a numerosos eventos oficiais pelo país afora. O diretor e os vices merecem o máximo de reconhecimento porque eles realmente tiveram que desistir de passar o tempo com as famílias deles pelos malditos lugares a que os mandamos".

http://stopthedrugwar.org/files/henrywaxman.jpg
Henry Waxman
Em uma carta da terça-feira a Taylor que lhe pediu que comparecesse voluntariamente para dar satisfações sobre a politização do que deveriam ser agências governamentais apartidárias, Waxman observou que o itinerário de viagem do ONDCP não parecia ser apartidário.

"A lista de funcionários republicanos nomeados em seu memorando se parece com uma lista dos congressistas republicanos mais vulneráveis que procuravam a reeleição em 2006", escreveu Waxman. "O seu memorando identifica 29 eventos com 26 titulares republicanos. As avaliações do analista político Charlie Cook em outubro e novembro de 2006 consideravam 'competitivas' as disputas à reeleição de 23 dos 26 candidatos identificados em seu memorando, 15 das disputas foram listadas como 'indecisas'. A sua lista incluía onze candidatos republicanos que perderam, dez que ganharam as disputas deles com menos de 53% dos votos e dois que venceram com menos de 1.100 votos. Você não incluiu nenhum democrata nem independente em seu memorando de viagem sugerido pelo diretor do ONDCP".

Tradicionalmente, o ONDCP tem sido um gabinete apartidário. Uma lei de 1994 proíbe os funcionários da agência de tomar parte em atividades políticas mesmo no tempo livre deles e com certeza às custas dos contribuintes.

Em 2003, graças a um questionamento da campanha da secretaria antidrogas contra uma iniciativa eleitoral do Nevada do Marijuana Policy Project (MPP, sigla em inglês), o Gabinete de Conselho Especial sustentou que o secretário antidrogas está sujeito às constrições da Lei Hatch, que proíbe a politicagem partidária de empregados do governo federal. A decisão trouxe poucos benefícios imediatos ao MPP - o conselho especial sustentou que a proibição não se aplicava a iniciativas apartidárias -, mas parecia ser aplicável no caso presente.

Dizem por aí que os críticos da politização da secretaria antidrogas ficaram indignados, indignados. "São provas escandalosas de que o secretário antidrogas, John Walters, e o presidente Bush estavam ajudando um ao outro", disse Bill Piper, diretor de assuntos nacionais da Drug Policy Alliance (DPA, sigla em inglês). "Walters utilizou dinheiro do contribuinte para fazer campanha a favor dos republicanos, enquanto que o presidente Bush ignorou os fracassos da agência e aumentou o financiamento de programas que os seus próprios analistas determinaram que eram ineficazes".

Os memorandos e e-mails recentemente lançados são só as últimas provas de que o ONDCP usa o dinheiro do contribuinte para influenciar os eleitores. Durante uma ação federal de 2000, surgiram provas que mostravam que o ONDCP criou a sua campanha publicitária televisiva antimaconha de bilhões de dólares para influenciar os eleitores a recusarem as medidas eleitorais estaduais em prol da maconha medicinal. O secretário antidrogas e o pessoal dele também são rotineiramente acusados de se valerem do dinheiro do contribuinte para viajarem a estados a fim de convencerem eleitores e legisladores a repudiarem a reforma das políticas.

"Até quando o secretário antidrogas usará dinheiro do contribuinte para influenciar os eleitores antes que o Congresso tome providências?", perguntou Piper.

"O ONDCP é acusado de desenvolver estratégias eficientes para reduzir o abuso químico e os problemas associados a ele", disse Kris Krane, diretor-executivo do Students for Sensible Drug Policy (SSDP, sigla em inglês). "Em troca, sob a liderança do apontado político John P. Walters, o ONDCP desperdiçou tempo e recursos ilegalmente levando a cabo agendas ideológicas e política partidária".

À luz das últimas provas da improbidade do ONDCP, o SSDP está pedindo a renúncia de Walters. O grupo criou um abaixo-assinado para ser enviado a Walters e aos seus supervisores do Congresso em que as pessoas que concordam que Walters deveria renunciar podem divulgar a mensagem delas.

O Marijuana Policy Project vem se queixando há muito da interferência do ONDCP nas campanhas por iniciativas estaduais e ficou pouco surpreso com as últimas revelações. "Estas viagens de campanha em 2006 não foram nada novo", disse o diretor de relações governamentais do MPP, Aaron Houston. "Walters e seus ajudantes estiveram usando o dinheiro do contribuinte para interferirem nas campanhas eleitorais estaduais desde 2002 pelo menos e por isso entramos com uma ação fundada na Lei Hatch naquele mês de dezembro".

Então, há muito mais a descobrir no tocante ao ONDCP, de acordo com Houston, se os investigadores se importarem em procurar. "John Walters é um infrator da lei em série", disse. "Agora, o Comitê de Supervisão e Reforma do Governo está investigando algumas infrações particularmente descaradas, mas Walters só esteve fugindo da punição durante tanto tempo porque, até agora, a Casa Branca investigou a si mesma".

Que diferença faz uma eleição legislativa. Com os democratas no poder e mais do que dispostos a averiguar os trâmites do governo Bush, agora o ONDCP anda diretamente na mira dos investigadores do Congresso.

Editorial: Por que a secretaria antidrogas deveria existir?

David Borden, Diretor-Executivo

http://stopthedrugwar.org/files/borden12.jpg
David Borden
A freqüência do comportamento inadequado ou desonesto (ou estranho) do Gabinete de Política Nacional de Controle das Drogas dos EUA (a secretaria antidrogas) parece estar aumentando. No mês passado, o editor de blog da DRCNet, Scott Morgan, e eu pensávamos na futilidade dos anúncios "antidrogas" do ONDCP, que chegou a um ponto em que nem sequer achamos que o ONDCP possa achar mesmo que possa trabalhar. Produções bizarras que comparam fumar maconha com botar sanguessugas no próprio corpo ou que sugerem que, se se fumar maconha, então um alienígena poderia roubar a sua namorada foram elas mesmas superadas por "Stoners in the Mist" [Maconheiros na névoa], um documentário falso publicado no sítio do ONDCP AboveTheInfluence.com que conta com a personagem fictícia do "Dr. Barnard Puck", o qual, por sua vez, faz várias experiências com usuários de maconha para examinar o comportamento e os reflexos deles. É muito difícil atribuir qualquer contribuição positiva ou significativa com qualquer coisa a este vídeo produzido com destreza. Quanto do nosso dinheiro gastaram para criá-lo? Eu sugeri que talvez tenham admitido a si mesmos que os anúncios simplesmente não dão certo, que não podem fazê-los dar certo e decidiram pirar e se divertir com qualquer idéia maluca que puderem conceber enquanto durar o dinheiro.

No tocante à honestidade, os professores Robinson e Scherlen proporcionaram uma boa vergonha na forma do seu livro recém-lançado Lies, Damn Lies, and Drug War Statistics, que documenta detalhadamente as apresentações equívocas de dados que o ONDCP fez em seus relatórios anuais chamados Estratégia Nacional de Controle das Drogas para criar uma aparência de eficácia nas políticas de drogas quando, em realidade, as políticas mostraram ser completamente ineficazes. David Murray, um alto funcionário do ONDCP envolvido na estatística, professou ofensa e indignação em um fórum de livro apresentado pelo Instituto Catão em que ele confrontou os autores, interpretando com manha o papel de uma vítima prejudicada cuja integridade foi injustamente caluniada.

Os detalhes não sustentam essa ação, é lógico, e a última declaração pública de Murray fez a máscara cair. Em depoimento ao Subcomitê de Criminalidade, Terrorismo e Segurança Nacional do Comitê da Câmara sobre o Judiciário na semana passada, Murray ofereceu como provas contra a legitimidade da maconha medicinal a afirmação de que Steve Kubby, um destacado defensor dela, mudara de opinião. Em uma resposta distribuída por e-mail, Kubby negou veementemente essa afirmação e demonstrou como Murray pegara as suas palavras fora de contexto para criar uma aparência completamente falsa sobre elas.

Isso é estranho, mas não são as últimas palavras estranhas a saírem do ONDCP recentemente. De acordo com um relatório de Redding, na Califórnia. "John P. Walters, o secretário antidrogas do presidente Bush, disse que as pessoas que plantam e cuidam de hortas são terroristas que não hesitariam em ajudar outros terroristas a entrarem no país com o objetivo de causar baixas enormes".

COMO É QUE É?!

Quando vi o artigo, a minha primeira reação foi me perguntar se a apresentação de Walters podia ter sido mal-entendida pelo repórter, já que não era uma citação direta, mas uma descrição. As citações diretas de Walters já eram ofensivas o suficiente. Mas, para mim, esta idéia me parecia exagerada demais para que mesmo Walters estivesse disposto a exprimi-la. Mandei um e-mail ao repórter para lhe fazer perguntas sobre isto, mas não me respondeu, então acho que não posso ter certeza. Mas acho que deveríamos dar ao repórter um voto de confiança, privados de quaisquer provas do contrário. E uma publicação no blog do ONDCP está relacionada ao artigo de Redding e o chama de "um bom artigo", dando a entender que não o consideram impreciso. A publicação esteve on-line e não foi modificada durante seis dias, tempo suficiente para que os chefes vissem qualquer coisa que achassem inadequado.

Concordemos todos que os cultivadores de maconha querem ganhar dinheiro e, portanto, querem, acima de tudo, permanecer sem serem detectados e cuidar da vida deles. Assim, têm um forte desincentivo a se envolverem em qualquer coisa que possa chamar atenção para eles, inclusive apoiar o terrorismo internacional que visa aos Estados Unidos. (Mal posso acreditar que fosse preciso dizê-lo.)

A semana do ONDCP ainda não acabou, apesar de tudo, ainda temos mais uma pérola. Na terça-feira, o deputado Henry Waxman, presidente do Comitê de Operações e Reforma do Governo da Câmara acusou o ONDCP de se comprometer em fazer eleitoralismo no outono passado ao mandar o secretário antidrogas Walters a fazer aparições públicas com deputados e senadores republicanos que estavam enfrentando duras campanhas à reeleição. As provas, que envolvem comunicações entre Karl Rove, a ex-diretora de assuntos políticos da Casa Branca Sara Taylor e o pessoal do ONDCP, me parecem muito convincentes, pelo menos à primeira vista. É lógico que, como reformadores das políticas de drogas, sabemos que Walters infringiu a lei ao fazer campanha contra as iniciativas eleitorais de reforma das leis sobre a maconha muitas vezes.

Isso é um escândalo político. O escândalo político é que a agência continua financiando e fazendo pressão por programas que sabem que não dão certo. Da campanha publicitária e dos exames toxicológicos em estudantes ao Plano Colômbia e à guerra às drogas como um todo, as provas mostram claramente que o preço supera a qualidade ou talvez que só há preço. Somando isso ao disparate que emana constantemente da agência - tergiversações de fatos, infrações das leis eleitorais estaduais e federais, anúncios e citações que podem ser verdadeiramente malucos e estranhos -, isto parece ser um bom momento para perguntar se o ONDCP deveria existir. O que recebemos realmente desta agência que valha a pena manter? Mesmo as pessoas que concordam com as leis sobre as drogas devem ficar desconcertadas com o comportamento do ONDCP a esta altura.

Pegar o ONDCP em mentiras ou maluquices ou improbidade está começando a ser tão fácil quanto tirar doce de uma criança.

Anuncio: Nuevo formato para el Calendario del Reformador

http://stopthedrugwar.org/files/appointmentbook.jpg
Con el lanzamiento de nuestra nueva página web, El Calendario del Reformador ya no aparecerá como parte del boletín Crónica de la Guerra Contra las Drogas, pero será mantenido como sección de nuestra nueva página web:

El Calendario del Reformador publica grandes y pequeños eventos de interés para los reformadores de las políticas de drogas alrededor del mundo. Ya sea una gran conferencia internacional, una manifestación que reúna a personas de toda la región o un foro en la universidad local, queremos saber para que podamos informar a los demás también.

Pero necesitamos su ayuda para mantener el calendario actualizado, entonces por favor contáctenos y no suponga que ya estamos informados sobre el evento o que vamos a saberlo por otra persona, porque eso no siempre sucede.

Deseamos informarle sobre nuevos reportajes de nuestra nueva página web apenas estén disponibles.

Anuncio: Los feeds RSS de DRCNet están disponibles

Los feeds RSS son una onda del futuro – ¡y la DRCNet los ofrece ahora! La última edición de la Crónica de la Guerra Contra las Drogas está disponible usando RSS en http://stopthedrugwar.org/chronicle/feed.

Tenemos muchos otros feeds RSS disponibles también, sobre cerca de cien subtópicos distintos de las políticas de drogas que empezamos a rastrear desde el relanzamiento de nuestra página web este verano – relacionando no solamente los artículos de la Crónica de la Guerra Contra las Drogas, sino también las publicaciones en el Bar Cladestino, los listados de eventos, los enlaces a noticias externas y más – y para nuestras publicaciones diarias en los blogs y en sus distintas subdirecciones. Visite nuestro Mapa del Sitio para leer la serie completa.

¡Gracias por sintonizarse en la DRCNet y en la reforma de las políticas de drogas!

Anuncio: ¡Ahora los feeds de agregación de contenido de la DRCNet están disponibles para SU página web!

¿Usted es un aficionado a la DRCNet y tiene una página web que le gustaría usar para difundir el mensaje con más fuerza que un único enlace a nuestra página puede lograr? Tenemos la satisfacción de anunciar que los feeds de agregación de contenido de DRCNet están disponibles. Tanto si el interés de sus lectores está en el reportaje investigativo como en la Crónica de la Guerra Contra las Drogas, el comentario corriente en nuestros blogs, la información sobre subtópicos específicos de la guerra a las drogas, ahora podemos darles códigos personalizables para que usted los ponga en los lugares adecuados en su blog o página web y actualicen automáticamente los enlaces al contenido de concienciación de DRCNet.

Por ejemplo, si usted es un gran aficionado a la Crónica de la Guerra Contra las Drogas y cree que sus lectores sacarían beneficios de ella, puede tener los titulares de la última edición, o una porción de ellos, apareciendo y actualizándose automáticamente cuando salga cada nueva edición.

Si su página web es dedicada a las políticas de marihuana, puede publicar nuestro archivo temático, con enlaces a todos los artículos que publicamos en nuestra página acerca de la marihuana – los artículos de la Crónica, las publicaciones en los blogs, el listado de eventos, enlaces a noticias externas y más. Lo mismo vale para la reducción de daños, la confiscación de bienes, la violencia del narcotráfico, los programas de trueque de jeringas, Canadá, las iniciativas electorales, casi cien tópicos distintos que rastreamos corrientemente. (Visite la portada de la Crónica, en la columna derecha, para ver la lista actual completa.)

Si a usted le gusta especialmente nuestra nueva sección del Bar Clandestino, hay contenido nuevo todos los días tratando de todas las cuestiones y usted puede poner enlaces a esas publicaciones o a subsecciones del Bar Clandestino.

Haga clic aquí para ver una muestra de lo que está disponible - por favor, fíjese que la extensión, la apariencia y demás detalles de cómo ello aparecerá en su página pueden ser personalizados para adecuarse a sus necesidades y preferencias.

Por favor, fíjese también que estaremos contentos en hacerle más permutas de nuestro contenido disponible bajo pedido (pese a que no podamos prometer cumplimiento inmediato de dichas solicitaciones ya que, en muchos casos, la oportunidad dependerá de la disponibilidad de nuestro diseñador web). Visite nuestro Mapa del Sitio para ver lo que está disponible actualmente – cualquier feed RSS disponible allí también está disponible como feed de javascript para su página web (junto con el feed de la Crónica que no aparece todavía pero que usted puede encontrar en la página de feeds relacionada arriba). Experimente nuestro generador automático de feeds aquí.

Contáctenos si quiere asistencia o infórmenos sobre lo que está relacionando y adónde. Y gracias de antemano por su apoyo.

Oportunidad de trabajo: Socio de investigación y políticas, Instituto Vera de Justicia, DC

Los deberes del socio de investigación y políticas incluyen realizar pesquisa, entrevistar a expertos, visitar instalaciones y redactar los padrones para la Comisión Nacional de Eliminación de la Violación en la Prisión (NPREC, sigla en inglés). El socio de investigación y políticas depende del director. Además de trabajar en los padrones para la NPREC, la oficina desarrollará programas para fomentar la obra de la Comisión de Seguridad y Abuso en las Prisiones de los Estados Unidos. El socio de investigación y políticas puede trabajar en una serie de proyectos, pero, inicialmente, desempeñará un rol considerable en el trabajo que el Vera produzca para la NPREC. Adicionalmente, el socio de investigación y políticas será responsable por presentar reseñas del material visado, evaluar los padrones existentes, investigar problemas y prácticas en una variedad de ambientes correccionales y trabajar con el personal y los expertos del Vera en el campo para desarrollar padrones adecuados.

Los postulantes deben tener por lo menos tres años de experiencia en investigación y otra experiencia relevante en derecho o ciencia penitenciaria y haber trabajado en el área de la justicia penal, prisiones o campos íntimamente relacionados. Los postulantes deben tener una licenciatura en derecho o maestría. La experiencia específica con las cuestiones relacionadas con la violencia sexual, aunque no sea exigida, sería útil. La demostración de interés por las cuestiones relacionadas con las condiciones carcelarias es una calidad importante en un postulante. Se exigen habilidades excelentes de redacción e investigación. Además, se requerirán algunos viajes.

El sueldo está entre los US$40 y los US$50,000 o varía de acuerdo con la experiencia; excelentes beneficios.

Para postular, envíe una carta de presentación y currículo a: Alex Busansky, Comisión de Seguridad y Abuso en las Prisiones de los Estados Unidos, 601 Thirteenth Street, NW, Suite 1150 South, Washington, DC 20005. También se puede mandar la información por correo-e a job.rpassociate.dc0707@vera.org o por fax a (202) 639-6066. Sólo los postulantes escogidos para entrevistas serán contactados. No llame, por favor.

Historial

En junio de 2006, la Comisión de Seguridad y Abuso en las Prisiones de los Estados Unidos, integrada por el personal del Vera, lanzó su informe y recomendaciones finales para impedir la violencia y el abuso en las prisiones y cárceles, para mejorar la seguridad para los prisioneros y los funcionarios, para mejorar el tratamiento médico y psicológico de los presos y para mejorar la seguridad y salud públicas a través de la obra de la penitenciaria responsable. El personal del Vera en Washington, DC, continúa el trabajo que la Comisión empezó buscando una variedad de proyectos con miras a mejorar la seguridad y las condiciones en las prisiones y las cárceles. Como parte de este trabajo, el personal del Vera está trabajando con la Comisión Nacional de Eliminación de la Violación en la Prisión (NPREC) para desarrollar padrones para los claustros, cárceles, prisiones, reformatorios, penitenciarias comunitarias y centros de detención inmigratoria. Los padrones contribuirán con la detección, la prevención y la respuesta a la agresión sexual y a la violación durante la reclusión. La NPREC fue instaurada por la Ley de Eliminación de la Violación en la Prisión de 2003 [Prison Rape Elimination Act of 2003] y está encargada de realizar investigaciones y desarrollar padrones que traten del estupro en las prisiones. Actualmente, la NPREC está programada para lanzar un informe y padrones en el invierno de 2008-2009.

El Instituto Vera valoriza la diversidad y tiene orgullo de proporcionar igualdad de oportunidades.

Semanal: Esta semana en la historia

24 de julio de 1967: Los Beatles compran un anuncio de página entera en un periódico británico que declara: “La ley contra la marihuana es inmoral en principio e inviable en la práctica”. El anuncio pide la legalización de la tenencia de marihuana, la liberación de todos los presos por acusaciones de tenencia de marihuana y la investigación gubernamental de los usos medicinales.

23 de julio de 1985: Tulio Manuel Castro Gil, juez del Tribunal Superior de Bogotá es asesinado mientras toma un taxi, después de su incriminación de Pablo Escobar por el asesinato de Lara Bonilla.

20 de julio de 1995: El número total de arrestos por marihuana en los EE.UU. desde 1965 ultrapasa la casa de los 10.000.000, de acuerdo con una estimativa de la NORML.

22 de julio de 1997: El secretario antidroga Barry McCaffrey dice: “Según el punto de vista de la comunidad científica y médica del país, la marihuana tiene un alto potencial de abuso y ningún valor terapéutico generalmente reconocido”. Él dice esto a pesar de un editorial de la edición de 30 de enero de 1997 del New England Journal of Medicine que declara: “Las autoridades federales deberían rescindir su prohibición del consumo medicinal de la marihuana para los pacientes graves y permitir que los médicos decidan cuáles pacientes van a tratar”.

26 de julio de 2001: La revista británica The Economist dedica una edición completa a las políticas de drogas, endosando la despenalización y la reducción de daños.

25 de julio de 2002: El Hawaiian Tribune Herald informa: La erradicación de la marihuana en Hawai contribuyó con el aumento en el consumo de la droga “ice”, de acuerdo con un estudio de tres años preparado para el Instituto Nacional contra el Abuso Químico. El resumen de cuatro páginas del estudio declara que “El uso de ice en Honolulú ha resultado en problemas físicos y psicológicos particularmente serios y en desorden social considerable en las comunidades asalariadas pobres en que ello sustituyó la marihuana, que se había vuelto escasa y cara debido a las políticas de erradicación... Los residentes fueron llevados a apartarse del pakalolo [marihuana], su droga básica de opción, y a aproximarse del ice por una campaña mercadotécnica bien organizada por distribuidores asiáticos". También señala que la violencia es más frecuente en los consumidores de metanfetamina de Honolulú.

26 de julio de 2003: El Honolulu Advertiser informa que una mujer hilo que fuma marihuana para tratar su glaucoma recibió un cheque de $2,000 de la aseguradora de los propietarios de su casa por la pérdida de cuatro plantas robadas de su patio. Según una ley estadual aprobada en 2000, los paciente con permisos que estén bajo los cuidados de un médico pueden tener hasta aproximadamente 90 gramos de marihuana y cultivar hasta siete plantas a la vez para fines medicinales.

28 de julio de 2003: James Geddes, condenado a principio a 150 años por tenencia de una pequeña cantidad de marihuana y pertrechos y por cultivar cinco plantas de marihuana, es puesto en libertad.

21 de julio de 2004: La Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies (MAPS, sigla en inglés), el Prof. Lyle Craker y Valerie Corral interponen demandas contra la DEA, el HHS, el NIH y el NIDA por obstruir la investigación de la marihuana medicinal.

Búsqueda en la red

Crecen las críticas de la fumigación en Colombia mientras el tráfico de cocaína sigue el mismo, informe de Matthew Stein en la World Politics Review

¿Perdonar a quién?, Katha Pollitt sugiere que el presidente examine la guerra contra las drogas, en The Nation

Una brecha en el sistema, la American Prospect sobre los prospectos de la reforma de las penas para el crack

El cabildero de la marihuana, artículo de The Hill sobre Aaron Houston del MPP

Un hogar para la ibogaína en Barcelona, Mary Clare Ditton en el Huffington Post

la DrugTruth Network:
Cultural Baggage de 13 de julio de 2007: Jay Fisher, el subfiscal general en Georgia, un integrante de la Law Enforcement Against Prohibition (MP3)
Century of Lies de 13 de julio de 2007: Especial sobre la marihuana medicinal: Jeff Jones, Paul Armentano, Bruce Mirken y extracto de la Radio Canadiense (MP3)

las salas de consumo de drogas de Vlissingen, video de la página web HaRdCOREhARMREdUCER, Bélgica

informe del Observatorio Francés de las Drogas y de las Toxicomanías sobre el consumo y el cultivo de cannabis en Francia

Reacción: ¿Usted lee la Crónica de la Guerra Contra las Drogas?

¿Usted lee la Crónica de la Guerra Contra las Drogas? Si sí, nos gustaría escucharlo a usted. La DRCNet necesita dos cosas:

  1. Estamos entre donaciones al boletín informativo y eso vuelve nuestra carencia de donaciones más apremiante. ¡Es gratis leerla Crónica de la Guerra Contra las Drogas, pero no producirla! Haga clic aquí para hacer una donación con tarjeta de crédito o PayPal o para imprimir un formulario a fin de mandarlo por correo.

  2. Por favor mande citas e informes sobre de qué manera usted aplica nuestro flujo de información, para uso en futuras propuestas de donación y cartas a financistas o posibles financistas. ¿Usted usa la DRCNet como fuente para hablar en público? ¿Para cartas al editor? ¿Le ayuda a conversar con amigos o socios sobre la cuestión? ¿Investigación? ¿Para su propia instrucción? ¿Ha cambiado de opinión sobre cualesquier aspectos de las políticas de drogas desde que se subscribió o ha sido inspirado a involucrarse en la causa? ¿Usted reproduce o republica partes de nuestros informativos en otras listas o en otros informativos? ¿Tiene cualesquiera críticas, reclamaciones o sugerencias? Queremos escucharlas también. Por favor mande su respuesta – ya está bien una o dos frases; sería estupendo tener más también – mándele un correo-e a borden@drcnet.org o responda a una dirección electrónica de la Crónica o use nuestro formulario electrónico de comentario. Háganos el favor de informarnos si podemos reproducir sus comentarios, y, en caso positivo, si podemos incluir su nombre o si desea seguir anónimo. IMPORTANTE: Aun si usted nos ha dado este tipo de reacción antes, sería útil tener su reacción actualizada ahora también - ¡necesitamos saber qué piensa usted!

Más una vez, por favor, ¡ayude a mantener la Crónica de la Guerra Contra las Drogas viva en esta época importante! Haga clic aquí para hacer una donación electrónica o envíe su cheque o giro postal a: P.O. Box 18402, Washington, DC, 20036. Haga su donación a nombre de la Fundación DRCNet para hacer una donación deducible de impuestos a la Crónica de la Guerra Contra las Drogas - acuérdese si escoge una de nuestras primicias gratuitas que reducirán la parte de su donación que es deducible de impuestos – o haga una donación no deducible a nuestro trabajo de cabildeo – en línea o a través de cheque pagadero a la Red Coordinadora de la Reforma de las Políticas de Drogas en la misma dirección. También aceptamos contribuciones en valores – mándele un correo-e a borden@drcnet.org para las informaciones necesarias.

Europa: Gran Bretaña revisará la clasificación de la marihuana que puede regresar a una clase más severa

El martes, el nuevo primer ministro británico, Gordon Brown, le dijo al parlamento que su gobierno va a repensar si la marihuana debería seguir siendo una droga de Clase C (esteroides, tranquilizantes de poca monta) o si debería ser tratada con más severidad y considerada una droga más peligrosa de Clase B (anfetaminas, barbitúricos). La acción sucede mientras los conservadores de la oposición piden la reclasificación y en medio de una campaña mediática sostenida de intimidación que relaciona la marihuana con la enfermedad mental.

El gobierno del entonces primer ministro Tony Blair rebajó la marihuana a la Clase C en enero de 2004, lo que, en gran parte, volvió la tenencia de marihuana un delito no arrestable. Pero la acción ha sido polémica desde su concepción y ya ha sido revisada dos veces antes. El Consejo Accesorio sobre el Uso Indebido de Drogas (ACMD, sigla en inglés), que está a cargo de la nueva revisión, también revisó la decisión el año pasado, pero determinó que los riesgos no eran graves lo suficiente para merecer la reclasificación. Igualmente, el ex ministro del Interior, Charles Clarke, encargó una revisión de la decisión, pero en enero de 2005 decidió mantener la marihuana en la Clase C.

“Vamos a pedirle al ACMD que revise la clasificación del cannabis, dado el aumento en fuerza de algunas variedades cannábicas y de su posible daño”, dijo el Ministerio del Interior el miércoles. “Sería equivocado prejuzgar esa revisión que muestra con qué seriedad tomamos nuestra prioridad de reducir el daño relacionado con las drogas”.

Los conservadores oposicionistas, quienes están pidiendo una línea más dura en las políticas de drogas, dijeron que apoyarían la reclasificación. “Daríamos las bienvenidas a la reclasificación del cannabis”, dijo el ministro del Interior en la sombra, David Davis. “Las drogas son un azote sobre la sociedad y una causa fundamental de criminalidad que el Labor no ha logrado afrontar. Hace mucho tiempo que hemos pedido la reclasificación del cannabis con base en la ciencia y las pruebas disponibles que demuestren con demasiada clareza el verdadero mal que esta droga puede hacer a la gente – especialmente a los jóvenes”.

Aunque los grupos de las políticas de drogas difirieran en sus respuestas a la revisión anunciada del gobierno Brown, ninguno apoyó la reclasificación. En vez de eso, dichos grupos pidieron que el examen fuera visto en el contexto de una revisión general de las políticas de drogas ya que el plan de 10 años para las drogas del gobierno británico se termina en 2008.

“Este anuncio se trata de tomar una postura política y no tiene nada que ver con la ciencia”, dijo un vocero de la Transform Drug Policy Foundation. “Sucede en pos de una serie de pánicos sanitarios demasiado familiares con el cannabis que han sido exagerados por ciertos periódicos y, más recientemente, por el partido conservador que ha estado pidiendo manifiestamente la reclasificación en la Clase B”.

El examen de la clasificación de la marihuana era redundante, discutió la Transform. “En realidad, la cuestión de la potencia y los temas de la salud mental asociados con el cannabis son bien comprendidos y no han cambiado mucho desde que fueron revisados de la última vez por el ACMD en 2005. El ACMD no se satisfará con echar manos a la masa otra vez; no hay pruebas para asegurar otra revisión consumidora de tiempo y, aun si lo hubiera, tampoco hay pruebas que sugieran que otra reclasificación reduciría el daño.

No es la clasificación de la marihuana, sino su penalización que es el problema, dijo el grupo. “La clasificación parece ser totalmente irrelevante para los niveles de consumo o daños asociados. Desde la mudanza de [la Clase] B a la C en 2004, el consumo de cannabis ha seguido su lenta bajada, de acuerdo con datos del Sondeo Británico sobre la Criminalidad”, observó la Transform. “La penalización del cannabis, y los mercados ilegales no reglamentados que esto crea, es la responsable por aumentar los daños asociados con su oferta y consumo. Si el Gobierno habla en serio sobre reducir el daño, debería regular legalmente el comercio y valerse de sus recursos limitados para concienciar a los jóvenes sobre los riesgos”.

La Rethink, una organización que se concentra en las cuestiones de la salud mental, no pidió la legalización, pero una campaña de salud pública para crear conciencia de los peligros de la hierba para la salud mental. Paul Corry, el director de asuntos públicos de la Rethink, dice:

“Aclamamos la revisión de la estrategia del gobierno para las drogas y esperamos totalmente que ella endose el enlace ahora reconocido entre los grupos de riesgo que consumen cannabis y el desarrollo de enfermedades mentales graves”, dijo él en una nota de prensa el miércoles. “La estrategia debería volver su mirada hacia las promesas del gobierno pasado de una campaña notoria y continua de salud pública sobre la cuestión y preguntarse: ‘¿Qué le pasó?’”.

Pero aunque la Rethink enfatizara los peligros del consumo de marihuana, el grupo no vía la reclasificación como respuesta. “Pese a que haya un interés renovado en otra reclasificación del cannabis, las experiencias de nuestros miembros nos dicen que presentar nuevamente sanciones criminales más duras para la tenencia y el consumo no haría nada para reducir el uso”, dijo Corry. “Lo que la mayoría de las personas que ha pasado por la desgracia de desarrollar una enfermedad mental a partir del consumo de cannabis quiere ver es una campaña sanitaria adecuadamente financiada, no leyes más severas que terminen penalizando a la gente que ha desarrollado un problema de salud”.

Durante la década pasada, Gran Bretaña ha dado un paso hacia delante, otro paso hacia atrás en las políticas sobre la marihuana. Parece que la presión política por el paso hacia atrás está aumentando otra vez.

Suroeste asiático: Cultivo de adormideras afganas establece nuevo record, dice embajador de los EE.UU.

El cultivo de adormideras afganas establecerá un nuevo récord este año, dijo el embajador de los EE.UU. en Afganistán, William Wood, el martes. El cultivo está listo para exceder la cosecha plusmarquista del año pasado a pesar de las labores más intensivas para combatir el tráfico, reconoció.

De acuerdo con Wood, los datos preliminares muestran que los agricultores afganos cosecharon 457.000 acres de adormideras este año. Eso es más que los 407.000 acres plantados el año pasado. La adormidera es plantada en el otoño y cosechada en la primavera y principios del verano.

El año pasado, Afganistán respondió por 92% de la oferta global de adormideras. En 1997, el país respondió por apenas 52% y por 70% en 2000, antes que el Talibán lo prohibiera en 2001. Gracias a las grandes cosechas de adormidera afgana, su oferta global alcanzó más de 6.000 toneladas el año pasado, un alza de enormes 43% sobre 2005. Habrá aún más este año.

http://stopthedrugwar.org/files/opium-smaller.jpg
los artículos del traficante de opio (foto del editor de la Crónica, Phil Smith, durante una visita de septiembre de 2005 a Afganistán)
Ahora, la heroína hecha de la adormidera afgana está llegando a las venas de los viciados de Londres a Lahore y de Turín y Teherán a Tashkent. También consta que está empezando a aparecer en la Costa Oeste de Norteamérica, compitiendo con los productores mexicanos y colombianos de adormideras que han ofrecido históricamente la mayor parte de la heroína al mercado estadounidense.

Sólo la provincia sureña volátil de Helmand, donde los efectivos de los EE.UU. y de la OTAN toman parte en una guerra feroz de guerrillas con los insurgentes del Talibán, produjo cerca de 212.000 acres de adormideras, casi la mitad del total nacional.

Las labores de erradicación de la adormidera llevadas a cabo por el gobierno afgano lograron destruir aproximadamente 49.000 acres de adormideras o poco más de un décimo del cultivo total, dijo Wood. Él llamó los resultados de la labor de erradicación “decepcionantes”.

“Creo que, tanto nacional como internacionalmente, se reconoce cada vez más la importancia del tráfico de estupefacientes ilícitos y la amenaza que presenta”, dijo, añadiendo que cree firmemente en la erradicación forzosa. “Necesitamos quitar el cultivo de drogas como opción, tanto porque amenaza la seguridad, el gobierno y la estabilidad en Afganistán como porque el producto del cultivo de drogas está cobrando vidas dentro y fuera de Afganistán a través de la adicción y demás actividades criminosas”, dijo. “Las drogas, en razón de su valor, son como diamantes”, prosiguió Woods. “Son pequeñas, tienen un alto valor, son de fácil transporte y nadie jamás ha encontrado una manera exitosa de impedir a la gente extraer diamantes del suelo e intentar venderlos. Si los diamantes están en el suelo, la gente va a recogerlos e intentar venderlos. Entonces, hay que erradicarlos del suelo”, dijo Wood.

Buena suerte cuando traten de proponerlo a los agricultores, traficantes, pistoleros, insurgentes talibanes y funcionarios del gobierno afganos que intentan ganar el pan de cada día con el mercado negro floreciente en adormidera bajo el régimen global de prohibición de las drogas.

Reducción de daños: Jersey City se inscribe para el cambio de jeringas

El miércoles, el Consejo Municipal de Jersey City en Nueva Yérsey aprobó por unanimidad una ordenanza que autoriza la creación de un programa de cambio de jeringas en la ciudad. La acción ocurrió después que la ciudad hesitó a principios de este año porque el alcalde Jeremiah Healey, defensor del cambio de jeringas, obstaculizó parte del programa piloto del estado que habría incluido una furgoneta para el cambio de jeringas.

Jersey City se vuelve la quinta ciudad del Garden State a aprobar una ordenanza de cambio de jeringas desde que el gobernador Jon Corzine (D) sancionó un proyecto de ley permitiéndolos en diciembre. Las otras ciudades son Atlantic City, Camden, Newark y Paterson. Todavía ninguna tiene programas de cambio de jeringas funcionando. Todas o recién aprobaron las ordenanzas o tienen solicitudes para unirse al programa piloto que está siendo revisado por el estado.

Nueva Yérsey tiene el índice más alto de casos cumulativos de VIH/SIDA entre las mujeres, el tercer índice más alto de casos pediátricos de VIH/SIDA, el quinto índice más alto de casos adultos de VIH/SIDA y un índice de contagio de VIH relacionado con la inyección que es casi dos veces el promedio nacional.

Con todo, fueron necesarios años de activismo y cabildeo de los funcionarios de la salud pública municipal y la Drug Policy Alliance, cuya Roseanne Scotti caminó por los salones del capitolio, para lograr la aprobación de programas de cambio de jeringas en Nueva Yérsey. Y la lucha aún no se acabó. Siete otras ciudades de Nueva Yérsey que podían ser aptas para participar no lo han hecho hasta el momento.

Consumo de drogas: Uno en cada 12 trabajadores estadounidenses consume drogas, dice SAMHSA

Uno en cada 12 trabajadores de jornada completa en los Estados Unidos consumió una droga ilegal el mes anterior, de acuerdo con datos lanzados el lunes por la Administración de Abuso Químico y Servicios de Salud Mental (SAMHSA, sigla en inglés). El sondeo indicó que 8,2% de los trabajadores de jornada completa – o 9.4 millones de personas, incluso 7.3 millones de fumadores de marihuana – fueron consumidores de drogas ilegales el mes anterior.

El sondeo también descubrió que cerca de 10.1 millones de trabajadores de jornada completa eran grandes consumidores de alcohol, definidos como los bebedores de cinco copas de una sola vez por lo menos cinco veces al mes. Pese a que la inclusión de la SAMHSA de los consumidores de drogas en el mes anterior con los grandes bebedores de alcohol sugiera una equivalencia entre los dos grupos, eso no resulta de sus estimativas de dependencia o abuso entre los dos. De los 9.4 millones de usuarios de drogas, menos de un tercio satisfizo los criterios de dependencia o abuso de la SAMHSA – que, indubitablemente, exagera el número de usuarios problemáticos de drogas -, mientras que el número dependiente del alcohol o que abusaba del alcohol fue de 10.5 millones - más grande que el número identificado de grandes bebedores.

El informe hallo los índices más altos de consumo actual de drogas ilícitas entre los trabajadores del servicio alimenticio (17,4%) y los obreros en construcciones (16,1%). Los índices más altos de consumo fuerte actual de alcohol fueron encontrados entre obreros, mineros, excavadores y perforadores (17,8%) e instaladores, técnicos y reparadores (14,7%). Los agentes de la seguridad pública, bibliotecarios y trabajadores de la salud tuvieron los menores índices de consumo de drogas ilegales.

Otros hallazgos no sorpresivos: Era más probable que los jóvenes fueran consumidores de drogas ilegales o grandes bebedores y menos probable que los usuarios de drogas trabajaran para empleadores que tenían programas de exámenes toxicológicos.

Los funcionarios antidrogas del gobierno usaron el lanzamiento de los datos para sonar alarmas sobre el consumo de drogas en el lugar de trabajo y pedir más exámenes toxicológicos. “El abuso químico es un problema serio para la salud, el bienestar y la productividad de todos en el lugar de trabajo”, dijo el administrador de la SAMHSA, Terry Cline.

“Empleados que consumen drogas no comparecen al trabajo con más frecuencia, son menos saludables y más propensos a herir a sí mismos y a los demás en el trabajo”, dijo el secretario antidroga John Walters. “Esperamos que los empleadores se percaten de este informe y piensen en implementar políticas de exámenes toxicológicos en el lugar de trabajo que puedan ayudar a prevenir el consumo de drogas antes que empiece, identificar a los empleados consumidores de drogas que necesitan servicios de tratamiento químico y también reducir la responsabilidad de los empleadores por accidentes relacionados con el lugar de trabajo”.

“Los altos índices de consumo de drogas y alcohol en sectores arriesgados son causa de preocupación”, dijo Elena Carr, coordinadora de políticas de drogas en el Ministerio del Trabajo (DOL, sigla en inglés) de los EE.UU. “Claramente, los negocios ni siquiera pueden sufragar el riesgo de hacer que los obreros operen tajadoras, retroexcavadoras u otros equipamientos peligrosos mientras están alcoholizados o colocados, que es uno de los motivos por los cuales el DOL ayuda a empleadores y empleados a colaborar para impedir proactivamente dichos riesgos a la seguridad”.

Por supuesto, admitir consumo de drogas o de alcohol el mes anterior no significa necesariamente “operar... equipamiento peligroso bajo la influencia de alcohol o drogas”. Aunque la gente remunerada para divulgar mensajes antidrogas sólo vea peligro, una lectura alternativa de los datos puede sugerir que millones de trabajadores estadounidenses logran tener empleos a pesar de fumar un pitillo en el fin de semana o quizá tomar demasiado.

El informe es el Worker Substance Use and Workplace Policies and Programs [El consumo de drogas del trabajador y las políticas y programas para el lugar de trabajo].

Marihuana medicinal: ONDCP afirma que Steve Kubby ha cambiado de opinión, Kubby dice ¡ni hablar!

El Gabinete de Política Nacional de Control de las Drogas (ONDCP, la sigla en inglés para la secretaría antidroga) usó una deposición enviada al Congreso la semana pasada para tergiversar la posición de Steve Kubby, un destacado defensor de la marihuana medicinal en California. Esta semana, Kubby tomó providencias para denunciar el engaño y clarificar la continuación de su apoyo a la marihuana medicinal.

http://stopthedrugwar.org/files/kubby1.gif
Steve Kubby
En una deposición escrita delante del Subcomité de Criminalidad, Terrorismo y Seguridad Interna del Comité de la Cámara sobre el Judiciario, el Dr. David Murray, jefe de ciencia del ONDCP, llamó a los partidarios de la marihuana medicinal “defensores hodiernos del aceite de culebra”, se burló de los medicamentos que hacen que los pacientes “se sientan bien” y afirmó que las leyes que autorizan la marihuana medicinal en una docena de estados han resultado en “abuso, confusión y criminalidad”. Entonces, para dar más apoyo a su argumento contra el consumo terapéutico de la hierba, él añadió:

“Defensores iniciales de la marihuana medicinal en los Estados Unidos han cambiado sus posiciones fundamentales de apoyo a ella. El reverendo Scott Imler, cofundador de la Prop. 215, ha lamentado la aprobación de la ley sobre la marihuana medicinal de California declarando que: ‘Creamos la Prop. 215 para que los pacientes no tuviesen que tratar de los zarracatines del mercado negro. Pero hoy día todo es dinero. La mayor parte de los dispensarios que funcionan en California es solamente de narcotraficantes con fachadas’. Imler también dijo que la marihuana medicinal ‘se volvió una broma’. Steve Kubby, otro cofundador de la marihuana medicinal en California, declaró en una carta a los simpatizantes el 14 de abril de 2006 que ‘El Marinol es un sucedáneo aceptable, si no ideal, para todo el cannabis en el tratamiento de mi enfermedad, fatal de lo contrario’. (revista Alternatives, otoño 2006, Edición 39, San Gabriel Valley Tribune 2/07, Mensaje de Steve Kubby, Steve Kubby es liberado tras cumplir 62 días en la cárcel, 14 de abril de 2006)”.

Imler, fundador del Cannabis Resource Center de Los Ángeles, que fue allanado y cerrado por la DEA en 2001, no objetó a la representación de su posición hecha por Murray – al fin, Murray transcribió con precisión sus palabras del artículo de revista de años atrás. Pero Kubby, que fue forzado a recurrir al Marinol mientras estuvo preso durante dos meses en California, seguramente se ofendió.

“Mis comentarios sobre el Marinol estaban basados en mi alivio de no haberme muerto en la cárcel”, escribió en un correo-e a los defensores. “Mi comentario pretendía reconocer que sí obtuve un buen control de la presión arterial con el Marinol y ese hallazgo seguramente merece más estudio. Por el otro lado, perdí casi 15 kilos en 62 días mientras consumía Marinol, entonces quizá debiera haber usado palabras más enérgicas que ‘casi ideal’”.

Kubby padeció de náuseas casi constantes mientras usaba Marinol, escribió, añadiendo que Murray tomó su oración sobre el Marinol fuera de contexto. El párrafo de que fue extraída dice lo siguiente: “Durante esa época, yo experimenté dolores insoportables, una crisis atroz de alta presión arterial, oriné sangre y perdí casi 15 kilos. Sin embargo, también hubo buenas noticias. Aprendí que el Marinol es un sucedáneo aceptable, si no ideal, para todo el cannabis en el tratamiento de mi enfermedad, fatal de lo contrario. Ahora estoy libre y profundamente agradecido por estar vivo y tener amigos y defensores como ustedes”.

Aunque reconozca que el Marinol puede ser eficaz para el tratamiento de la hipertensión y que le permitiría viajar brevemente sin la marihuana medicinal, no lo deja tener una calidad de vida aceptable, dijo Kubby.

“Por favor, ayúdenme a aplastar esta tergiversación engañosa y peligrosa de mi verdadero sentimiento sobre este asunto hecha por el ONDCP”, escribió Kubby. “Eso sólo muestra que están tan desesperados que se sienten obligados a engañar a la gente de esta manera. Y sólo para que no haya ninguna duda sobre esto, permítanme ser claro: El cannabis no solamente es el mejor medicamento para mí, es el único remedio que me ha mantenido vivo durante los 32 años que he seguido viviendo con una salud relativamente buena, a pesar de un diagnóstico terminal de feocromocitoma maligna”.

Con Murray y el ONDCP, en cierto modo es como aquel viejo nombre de canción ranchera: “¿En quién vas a creer – yo o tus ojos mentirosos?”

Marihuana: Secretario antidroga llama a cultivadores de marihuana terroristas peligrosos

En un ataque de exceso retórico poco común aun para el secretario antidroga del país, el director del Gabinete de Política Nacional de Control de las Drogas (ONDCP, sigla en inglés), John Walters, llamó a los cultivadores de marihuana californianos “criminales violentos” y “terroristas” que no pensarían dos veces en ayudar a terroristas extranjeros a ingresar al país para infligir enormes bajas. Walters hizo sus comentarios en una rueda de prensa de 12 de junio en Redding, California mientras alababa los equipos paramilitarizados del personal de las fuerzas de seguridad que realizan allanamientos contra los cultivos de marihuana en tierras públicas en la Comarca de Shasta.

La gente necesita superar su “ceguera del porro” y percibir que las drogas “financian el terror y la violencia”, dijo Walters en comentarios informados por el Redding Record-Searchlight. En cuanto a los cultivadores de marihuana cuidando de los plantíos en tierra pública en el área: “Estas personas están armadas, son peligrosas”, dijo Walters, llamándolos “terroristas criminosos violentos”.

Tras reflexión, el ONDCP señaló al día siguiente en su bitácora que los comentarios de Walters fueron buenísimos. “¿Sufre usted de ceguera del porro?” preguntaba la publicación en la bitácora, calificando el artículo del Redding Record-Searchlight como “un buen artículo” y no pensando dos veces en la retórica incendiaria de Walters.

Desdichadamente, ningún reportero presente en la rueda de prensa de Walters lo desafió respecto del rol de la prohibición de la marihuana en promover la violencia o empujar a los cultivadores de marihuana a tierras públicas. Tampoco nadie lo desafió a presentar la menor centella de prueba para su afirmación de que los cultivadores de marihuana encubrirían alegremente a terroristas a la Al Qaeda en ataques contra sus conciudadanos. Para Walters eso es bueno, porque simplemente no hay ninguna.

Marihuana medicinal: DEA y ONDCP son criticados por allanamientos contra dispensarios y obstáculos a la investigación en audiencia de comité de la Cámara

El 12 de julio, una audiencia del Subcomité de Criminalidad, Terrorismo y Seguridad Interna del Comité de la Cámara sobre el Judiciario presenció el interrogatorio severo de la Administración de Represión a las Drogas (DEA, sigla en inglés) y del Gabinete de Política Nacional de Control de las Drogas (ONDCP, la sigla en inglés para la secretaría antidroga) de parte de congresistas demócratas, inclusive el presidente del comité, el diputado Bobby Scott (D-VA), sobre los ataques del gobierno contra la marihuana medicinal en estados en que ella es legal y acerca del estanco gubernamental de la solicitud del investigador de la Universidad de Massachusetts para poder cultivar marihuana medicinal para fines de pesquisa.

(La misma audiencia también atestó la oportunidad recibida por los defensores de los pacientes del dolor de contarle al comité los procesos de los terapeutas del dolor de la DEA – ver reportaje aquí -- y la deposición escrita de un funcionario del ONDCP que afirmaba que un destacado partidario de la marihuana medicinal ya no apoyaba más la marihuana medicinal – ver noticia corta aquí.)

Joseph Rannazzisi de la DEA, el Dr. David Murray, jefe de ciencia del ONDCP, y Valerie Corral, cofundadora de la Wo/Men's Alliance for Medical Marijuana (WAMM, sigla en inglés), un dispensario californiano allanado por la DEA en 2002, estaban deponiendo delante del comité.

Murray se portó como siempre, diciéndole al comité que “no es la comunidad de la medicina que identifica la necesidad de una hierba fumada para aliviar los dolores y el sufrimiento”. En cambio, dijo Murray, “esta cuestión cuenta con la presión abrumadora de los partidarios de la legalización de la marihuana quienes financian iniciativas y referendos en varios estados, intentando aprobar lo que nosotros creemos ser un desdoblamiento problemático”. En su deposición escrita al comité, Murray llamó a los defensores de la marihuana medicinal “defensores hodiernos del aceite de culebra” [N.T.: Hay que entenderlo como “estafadores”; el “aceite de culebra” es un bálsamo chino para las articulaciones que fue asociado con mercaderes de probidad cuestionable en el Occidente, principalmente en el género western del cine estadounidense.]

Murray pasó a acusar que la marihuana no ha mostrado ser eficiente como medicamento, que hay remedios mejores disponibles y que la hierba aun podía ser “nociva para quienes pretendía ser un instrumento de cura”.

Eso instigó al diputado Jerrold Nadler (D-NY) a interrumpir el testimonio de Murray para preguntar si él hallaba que la marihuana era tan peligrosa como la nicotina, lo que, a su vez, llevó al diputado Randy Forbes (R-VA) a denunciar a Nadler por hablar fuera del orden. Tras una breve reyerta reglamentar, Murray se desvió expertamente de la pregunta mordaz de Nadler.

Corral de la WAMM fue la siguiente, contándole al comité cómo la WAMM empezó como un pequeño jardín colectivo para servir a sus miembros – gente que sacaba provecho de la marihuana en cuanto medicamento – y que esas personas no estaban mintiendo. “No es que queramos infringir la ley, seguramente no queremos hacerlo”, dijo ella. “Hemos hecho de todo para cambiarla. Lo que pedimos aquí hoy día es que ustedes paren las payasadas agresivas de la DEA contra los enfermos y moribundos, porque eso es lo que somos. Paren los allanamientos. Permitan el proseguimiento de la investigación. Permitan la continuación de la investigación que la DEA está bloqueando en el caso [del investigador de la Universidad de Massachusetts, Lyle] Craker, por ejemplo, porque sólo ustedes pueden hacerlo”.

El presidente del comité, Bobby Scott, calentó la discusión durante el interrogatorio posterior de los testigos. “Creo que a mí me gustaría hacerle una pregunta al Dr. Murray, en cuanto a las políticas: ¿cuál es el imperativo de las políticas públicas para negar a pacientes terminales el derecho a la marihuana? Si ellos creen que va a ayudarles, creen que reduce el dolor”.

Insatisfecho con la respuesta de Murray, que básicamente repitió su deposición anterior, Scott siguió acosándolo: “Bueno, si la quieren y son terminales, ¿qué estudios científicos han tenido ustedes para mostrar la eficacia de la marihuana? ¿Qué estudios científicos han tenido? ¿Tienen una lista que puedan proporcionar al comité?”

Tras dar vueltas con un Murray evasivo, Scott se contentó con una promesa del funcionario del ONDCP de responder con una deposición escrita.

El presidente tampoco quedó satisfecho con la no-respuesta de Murray a su pregunta sobre los problemas que el profesor de la UMass estaba teniendo en aprobar su solicitud para cultivar marihuana para fines de pesquisa. El diputado Nadler también criticó a Murray por los obstáculos que los investigadores de la marihuana medicinal se enfrentan.

“Actualmente, la marihuana es la única sustancia controlada para la cual el gobierno federal mantiene un monopolio sobre la oferta para el uso de científicos que conduzcan investigaciones, aunque la ley federal exija la competición en la producción de sustancias de clase uno y de grado de investigación, como la heroína, el LSD, el éxtasis y la cocaína de grado de pesquisa”, dijo Nadler. “¿Puede usted decirnos por favor que la marihuana, en cuanto droga comparativamente inofensiva con relación a estas otras sustancias, es la única sustancia controlada para la cual el gobierno federal mantiene un monopolio sobre la oferta disponible para los investigadores? En otras palabras, ¿por qué ella es distinta de la heroína, del éxtasis, del LSD, etcétera?”

Murray no tuvo una respuesta satisfactoria a la pregunta de Nadler, postura esta que el congresista cualificó como “evasiva”, y a Rannazzisi le salió un poco mejor. “Han rehusado la oferta a casi todos los investigadores. Básicamente, han cortado la investigación médica respecto de la marihuana”, presionó Nadler.

“No creo que éste sea el caso”, contestó Rannazzisi. “Si se echa una mirada a mi deposición...”.

“No lo debatiré con usted, porque claramente eso es lo que pasa”, replicó un Nadler molesto.

Nadler pasó a atacar a Rannazzisi sobre cuando la DEA va a dignarse a tratar de la solicitud de Craker, sin recibir una respuesta directa.

Con los demócratas controlando el Congreso, algunas de las preguntas correctas están siendo hechas finalmente a los burócratas de la guerra a las drogas. Las respuestas que estamos escuchando pueden no agradarnos, pero por lo menos las cuestiones están siendo hechas y los guerreros antidrogas están avisados.

Drug War Issues

Criminal JusticeAsset Forfeiture, Collateral Sanctions (College Aid, Drug Taxes, Housing, Welfare), Court Rulings, Drug Courts, Due Process, Felony Disenfranchisement, Incarceration, Policing (2011 Drug War Killings, 2012 Drug War Killings, 2013 Drug War Killings, 2014 Drug War Killings, 2015 Drug War Killings, 2016 Drug War Killings, Arrests, Eradication, Informants, Interdiction, Lowest Priority Policies, Police Corruption, Police Raids, Profiling, Search and Seizure, SWAT/Paramilitarization, Task Forces, Undercover Work), Probation or Parole, Prosecution, Reentry/Rehabilitation, Sentencing (Alternatives to Incarceration, Clemency and Pardon, Crack/Powder Cocaine Disparity, Death Penalty, Decriminalization, Defelonization, Drug Free Zones, Mandatory Minimums, Rockefeller Drug Laws, Sentencing Guidelines)CultureArt, Celebrities, Counter-Culture, Music, Poetry/Literature, Television, TheaterDrug UseParaphernalia, ViolenceIntersecting IssuesCollateral Sanctions (College Aid, Drug Taxes, Housing, Welfare), Violence, Border, Budgets/Taxes/Economics, Business, Civil Rights, Driving, Economics, Education (College Aid), Employment, Environment, Families, Free Speech, Gun Policy, Human Rights, Immigration, Militarization, Money Laundering, Pregnancy, Privacy (Search and Seizure, Drug Testing), Race, Religion, Science, Sports, Women's IssuesMarijuana PolicyGateway Theory, Hemp, Marijuana -- Personal Use, Marijuana Industry, Medical MarijuanaMedicineMedical Marijuana, Science of Drugs, Under-treatment of PainPublic HealthAddiction, Addiction Treatment (Science of Drugs), Drug Education, Drug Prevention, Drug-Related AIDS/HIV or Hepatitis C, Harm Reduction (Methadone & Other Opiate Maintenance, Needle Exchange, Overdose Prevention, Safe Injection Sites)Source and Transit CountriesAndean Drug War, Coca, Hashish, Mexican Drug War, Opium ProductionSpecific DrugsAlcohol, Ayahuasca, Cocaine (Crack Cocaine), Ecstasy, Heroin, Ibogaine, ketamine, Khat, Kratom, Marijuana (Gateway Theory, Marijuana -- Personal Use, Medical Marijuana, Hashish), Methamphetamine, New Synthetic Drugs (Synthetic Cannabinoids, Synthetic Stimulants), Nicotine, Prescription Opiates (Fentanyl, Oxycontin), Psychedelics (LSD, Mescaline, Peyote, Salvia Divinorum)YouthGrade School, Post-Secondary School, Raves, Secondary School