Drug War Chronicle

comprehensive coverage of the War on Drugs since 1997

Anúncio: Novo Formato para o Calendário do Reformador

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Com o lançamento da nossa nova página, O Calendário do Reformador não aparecerá mais como parte do boletim Crônica da Guerra Contra as Drogas, mas será mantido como seção de nossa nova página:

O Calendário do Reformador publica eventos grandes e pequenos de interesse para os reformadores das políticas de drogas ao redor do mundo. Seja uma grande conferência internacional, uma manifestação que reúna pessoas de toda a região ou um fórum na universidade local, queremos saber para que possamos informar os demais também.

Porém, precisamos da sua ajuda para mantermos o calendário atualizado, então, por favor, entre em contato conosco e não suponha que já estamos informados sobre o evento ou que vamos saber dele por outra pessoa, porque isso nem sempre acontece.

Ansiamos por informá-lo de mais matérias novas de nossa nova página assim que estiverem disponíveis.

Anúncio: Os Feeds RSS da DRCNet Estão Disponíveis

Os feeds RSS são uma onda do futuro – e a DRCNet os oferece agora! A última edição da Crônica da guerra Contra as Drogas está disponível usando RSS em http://stopthedrugwar.org/chronicle/feed.

Temos muitos outros feeds RSS disponíveis também, sobre cerca de cem subtópicos diferentes das políticas de drogas que começamos a rastrear desde o relançamento da nossa página neste verão – relacionando não somente os artigos da Crônica da Guerra Contra as Drogas, mas também as publicações no Bar Clandestino, as listas de eventos, os links a notícias externas e mais – e para as nossas publicações diárias nos blogs e em seus diferentes subendereços. Visite o nosso Mapa do Sítio para ler a série completa.

Obrigado por se sintonizar na DRCNet e na reforma das políticas de drogas!

Anúncio: Agora os Feeds de Agregação de Conteúdo da DRCNet Estão Disponíveis para a SUA Página!

Você é fã da DRCNet e tem uma página que gostaria de usar para difundir a mensagem com mais força do que um único link ao nosso sítio pode conseguir? Temos o prazer de anunciar que os feeds de agregação de conteúdo da DRCNet estão disponíveis. Tanto se o interesse dos seus leitores está na reportagem investigativa quanto na Crônica da Guerra Contra as Drogas, o comentário corrente nos nossos blogs, a informação sobre subtópicos específicos da guerra às drogas, agora podemos dar-lhes códigos personalizáveis para que você os ponha nos lugares adequados no seu blog ou página e atualizem automaticamente os links ao conteúdo de conscientização da DRCNet.

Por exemplo, se você for um grande fã da Crônica da Guerra Contra as Drogas e acha que os seus leitores tirariam benefícios dela, pode ter as manchetes da última edição, ou uma porção delas, aparecendo e atualizando-se automaticamente quando sair cada nova edição.

Se a sua página é dedicada às políticas de maconha, pode publicar o nosso arquivo temático, com links a todos os artigos que publicamos na nossa página acerca da maconha – os artigos da Crônica, as publicações nos blogs, a lista de eventos, links a notícias externas e mais. O mesmo vale para a redução de danos, o seqüestro de bens, a violência do narcotráfico, os programas de troca de seringas, o Canadá, as iniciativas eleitorais, quase cem tópicos diferentes que rastreamos correntemente. (Visite o portal da Crônica, na coluna direita, para ver a lista atual completa.)

Se você gosta especialmente da nossa nova seção do Bar Clandestino, há conteúdo novo todos os dias lidando com todas as questões e você pode colocar links a essas publicações ou a subseções do Bar Clandestino.

Clique aqui para ver uma amostra do que está disponível - por favor, note que a extensão, a aparência e demais detalhes de como isso aparecerá na sua página podem ser personalizados para se adequarem às suas necessidades e preferências.

Por favor, note também que ficaremos felizes em fazer-lhe mais permutas do nosso conteúdo disponível sob pedido (apesar de não podermos prometer o cumprimento imediato de tais solicitações já que, em muitos casos, a oportunidade dependerá da disponibilidade do nosso web designer). Visite o nosso Mapa do Sítio para ver o que está disponível atualmente – qualquer feed RSS disponível ali também está disponível como feed de javascript para a sua página (junto com o feed da Crônica que não aparece ainda, mas que você já pode encontrar na página de feeds relacionada acima). Experimente o nosso gerador automático de feeds aqui.

Busca na Rede

página em tributo a Ken Gorman

relatório sobre as sentenças mínimas obrigatórias de Maryland, do Justice Policy Institute

grupos atacam o Conselho Internacional de Controle dos Entorpecentes por impedir a prevenção eficaz a HIV/AIDS

Prisões Privadas: Comércio em Almas [Private Prisons: Commerce in Souls?], documentário de Silja Talvi (vídeo) para SourceCode, The Dish Network

a Anistia Internacional sobre a desmobilização dos paramilitares colombianos (eles a chamam de farsa), com animação de Mark Fiore

a rádio Al Group 86 com os policiais contra a guerra às drogas, Real e MP3

Tony Newman sobre "$125 por um maço de cigarros!" [$125 for a pack of cigs!] nas prisões californianas, Huffington Post

artigo do East-Village.com sobre a vernissagem de Tony Papa

O James Bond apóia a legalização?, Daniel Craig no blog da Transform

Europa: Grã-Bretanha fornecerá heroína a dependentes, diz escrito "confidencial" do Ministério do Interior

O governo britânico está preparado para começar a prescrever heroína através do Serviço Nacional de Saúde a "usuários veteranos reincidentes" depois que um programa-piloto provou ter sucesso, de acordo com um informe no jornal The Independent, que cita um escrito "confidencial" preparado pela equipe de políticas estratégicas do Ministério do Interior. O documento informativo também sugere a autorização das vendas de heroína e cocaína, mas o governo não irá tão longe assim, disse The Independent.

De acordo com o escrito, do qual The Independent diz que obteve uma cópia: "O Ministério do Interior deve ponderar a entrega mais ampla de heroína prescritível injetável a usuários altamente dependentes através do NHS. Dado o fracasso das intervenções na oferta em ter qualquer efeito considerável sobre o mercado de drogas, vale a pena considerar uma administração maior do mercado pela entrega mais ampla de heroína prescritível injetável a usuários altamente dependentes através do NHS".

De acordo com as fontes do Ministério do Interior citadas pelo jornal, só os usuários inveterados que não responderam ao tratamento com metadona estarão aptos. "Ele só se aplicará a um pequeno número de pessoas", disse um porta-voz do Ministério do Interior.

As fontes do Ministério do Interior acrescentaram que, na Suíça, onde os médicos prescrevem heroína em vez de metadona a tais usuários, 26% pararam de usar e a criminalidade e o desemprego caíram. Citando a experiência suíça, o escrito diz, "Contrariamente à crença popular, há provas de que a heroína não intoxica necessariamente o usuário - ela pode ser estabilizada com as pessoas que levam vidas relativamente normais".

O despacho também adverte que a Grã-Bretanha está metida numa batalha perdida com os contrabandistas de drogas e sugere a legalização da venda da heroína e da cocaína. "Há cada vez mais provas da impossibilidade de vencer a guerra contra a oferta de drogas. Um sistema de oferta fiscalizada das drogas permitiria que o Governo exercesse um grau muito maior de influência sobre a maneira pela qual as substâncias são consumidas do que é possível atualmente", aconselhou o relatório. "Há um argumento forte de que a proibição causou ou criou muitos dos problemas que acompanham o consumo ou consumo indébito de drogas. Uma opção para o futuro seria regular as drogas diferentemente, através ou das vendas sem receita médica ou das vendas autorizadas ou da prescrição do médico".

Mas, em um editorial de domingo do Independent, o jornal observou que o governo não tomará providências para autorizar ou regulamentar de outra maneira as vendas de drogas. "Legalizar a oferta de drogas foi recusado firmemente pelo governo porque sancionaria o consumo de drogas", observou o jornal. "A política de objetivar os contrabandistas e traficantes de drogas continua, apesar da advertência do relatório de que reduzir a oferta de drogas faz com que os preços subam e a criminalidade aumente".

Política Extrema: Prefeito de Vermont Pede a Pena de Morte para os Traficantes de Drogas Pesadas e a Legalização da Maconha

A frustração do prefeito de Barre, Vermont, Thomas Lauzon, com as drogas e as políticas de drogas está aparecendo e o está deixando um pouquinho esquizofrênico. Em comentários informados no Barre-Montpelier Times Argus no sábado, Lauzon pediu a pena de morte para os traficantes de crack e heroína e, no mesmo fôlego, pediu a legalização da maconha.

Ele disse que planeja pedir à assembléia estadual que adote a pena de morte e legalize a maconha. Se não obtiver sucesso nisso, disse, espera iniciar uma discussão em todo o estado sobre o problema de drogas estadual, provavelmente a partir de um fórum de abril em Barre.

Barre (pronuncia-se "berry") é uma cidade de rápido desenvolvimento que no passado era conhecida como "A Chicago da Nova Inglaterra". Hoje em dia, Barre tem a fama de ser exportadora de monumentos fúnebres de granito, uma distinção que lhe conseguiu uma matéria "ZipUSA" na edição de outubro de 2003 da National Geographic.

"As pessoas que estão traficando crack e traficando heroína tem valor social zero e deveriam pegar pena de morte", disse Lauzon. "Estou seguro que todos se distanciarão de mim", disse Lauzon no sábado de seu pedido da pena de morte. "Mas se alguém diz que estamos ganhando a guerra contra as drogas, está mentindo".

No sábado à noite ele reiterou essa posição em outra entrevista com o Times Argus. "Que valor social têm? Estão traficando crack e heroína aos jovens, sabendo muito bem quais serão os efeitos", disse o prefeito. "A que propósito servem na sociedade,. afora destruir vidas e destruir famílias?"

Os políticos de Vermont reagiram com cautela. O senador estadual Richard Sears (D-Bennington), presidente do Comitê Judiciário do Senado, disse que ele compreendia a frustração de Lauzon, mas não adotava nem a pena de morte para traficar drogas pesadas nem a legalização da maconha. "Acho que o homem está muito frustrado e compreendo a frustração dele", disse Sears. "A meu ver, o problema é que ignoramos este problema até que ficou fora de controle".

Jason Gibbs, porta-voz do governador James Douglas, disse ao jornal que embora o governador não fosse inalteravelmente contrário à pena de morte, ele era contrário à legalização da maconha. "Ele não é inalteravelmente contrário à pena de morte, mas não tem nenhum plano de introduzi-la. Há algumas circunstâncias nas quais ele apoiaria uma pena de morte, mas não tenho certeza se esta está entre elas", disse Gibbs. "A maconha é uma droga inicial para alguns, então ele não quer apoiar a legalização".

Lauzon disse que discutira as propostas dele com alguns legisladores, mas não chegara muito longe. "Eles ouvem com educação. Eu gostaria de ter uma conversa em todo o estado. A conversa que eu gostaria de começar é 'Como vamos? Estamos contentes com o nosso progresso na guerra contra as drogas? O que estamos fazendo em Vermont a respeito da guerra contra as drogas?" disse Lauzon. "Talvez comecemos em Barre".

Embora a proposta de Lauzon da pena de morte para os narcotraficantes seja a primeira na história recente de Vermont, o seu pedido de legalização da maconha ecoa um feito em dezembro passado pelo Promotor da Comarca de Windsor, Robert Sand, que pediu a legalização da maconha e a descriminalização das outras drogas. E assim está o debate sobre as drogas em Vermont.

Web Scan

Report: The Consequences Aren't Minor: The Impact of Trying Youth as Adults and Strategies for Reform, Campaign for Youth Justice

Video: Member of Canadian Parliament Libby Davies at the recent CSSDP inaugural conference

Save Bernie's Farm!, campaign by medical marijuana patient and drug war victim Bernie Ellis

Drug Truth update, 3/16/07:
Cultural Baggage: Phil Smith of Stop The Drug War (DRCNet) reports on recent trip to Peru and Bolivia, Atty Joe Alford + Terry Nelson of LEAP, Drug War Facts , & Black Perspective (MP3)
Century of Lies: Prof. William Martin of the James A. Baker Institute for Policy Studies + Eric Sterling & Maia Szalavitz (MP3)

Where's the outrage? Schiavo coverage v. Raich's struggle to stay alive, Silja Talvi, Women in Media and News blog

Veterans Suffering from Trauma are Turning to Drugs, and Even Suicide, DPA's asha bandele and Tony Newman in the Huffington Post

Europa: Comunicador Irlandês Lendário Diz que o País Deveria Debater a Legalização das Drogas

O ex-apresentador de programa de entrevistas irlandês e atual diretor do Departamento de Trânsito da Irlanda, Gay Byrne, pediu um debate nacional sobre a legalização das drogas. Como apresentador do Late Late Show na Irlanda de 1962 a 1999, Byrne foi um catalisador destacado na transformação da sociedade irlandesa, abordando tabus como o aborto, a homossexualidade, o abuso sexual de menores por padres, o divórcio e a AIDS. Agora, está se pronunciando sobre as políticas de drogas.

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Gay Byrne
Em comentários informados durante o fim de semana, Byrne disse que chegara ao ponto em que ele achava que eram necessárias novas idéias nas políticas de drogas irlandesas. "É um grande abismo o que eu vou pular", disse, "mas cheguei à conclusão de que a possibilidade de legalizar as drogas deveria ser examinada".

Byrne disse que a polícia irlandesa está gastando milhões de dólares tentando parar o narcotráfico e esteve fazendo isso durante anos, mas sem muito sucesso. "Cadáveres estão sendo encontrados todos os dias da semana. Tudo o que digo é que talvez exista outro jeito de fazer isso", disse. "Você continua tentando solucionar um problema que tem nos acompanhado por 40 anos ou deveríamos dar uma olhada na legalização da maldita coisa?"

A proibição das drogas resulta em um aumento na criminalidade, sugeriu Byrne. "Não há pessoas matando uma a outra por um maço de cigarros ou uma lata de Heineken", discutiu. "Até quando se conserta um carro que não está funcionando antes que se diga que quiçá exista outra maneira de fazer isto?"

Para sempre, se o governo irlandês fizer o que quer. Apesar das preocupações crescentes com a criminalidade relacionada à proibição, os altos índices do consumo de drogas e as overdoses com drogas, o governo foi rápido em responder os comentários de Byrne com uma negativa firme. "Sou totalmente contrário a legalizar qualquer droga", disse Noel Ahern, o ministro de estado responsável pelas políticas de drogas. "Em diferentes estágios, pessoas diferentes tentaram defender a legalização das drogas. Mas, essa não é uma sugestão que possa dar certo. As drogas são ilegais e assim elas devem ser mantidas. Qualquer papo sobre liberalizar as drogas é irresponsável".

Certo. Supõe-se que é melhor enveredar pela senda contente das políticas proibicionistas fracassadas do que discutir as alternativas. Mas, dada a história de Gay Byrne como catalisador da mudança, talvez Ahern e seus colegas pensem nisso duas vezes.

Liberdade de expressão: Caso "Bong Hits 4 Jesus" se dirige para a Suprema Corte no mês que vem, com Ken Starr apoiando um lado e o SSDP o outro

Em um caso que pode determinar se os estudantes do ensino médio têm o direito a enunciar posições sobre as políticas de drogas que estejam em desacordo com as políticas antidrogas do distrito escolar, a Suprema Corte dos EUA ouvirá em breve [o caso] Frederick vs. Morse - popularmente conhecido como "Bong Hits 4 Jesus" -, pondo frente a frente um ex-estudante do ensino médio do Alasca contra a sua diretora e a diretoria do colégio, que o puniu por segurar um cartaz com essa frase fora da propriedade escolar.

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Ken Starr quer inibir quaisquer imitadores do 'Bong Hits 4 Jesus' em potencial
Há quase cinco anos, Joseph Frederick, um estudante Colégio Secundário Douglas em Juneau, Alasca, exibiu o seu cartaz "Bong Hits 4 Jesus" depois que os estudantes foram dispensados do colégio para ver um desfile que trazia a tocha olímpica e passava pela cidade. Frederick foi suspenso por 10 dias pela diretora da escola, que citou as políticas antidrogas escolares. Ele recorreu à diretoria do distrito escolar, que manteve a suspensão dele, mas a limitou aos oito dias de aulas que ele perdera até aquele momento.

Então, Frederick processou a diretora e o colégio, afirmando violações dos seus direitos constitucionais estaduais e federais à liberdade de expressão. Frederick perdeu em tribunal federal de distrito, mas o Tribunal de Apelações do 9° Circuito dos EUA concordou com ele em uma decisão de 2006, sustentando que, porque a exposição do cartaz não aconteceu durante um evento sancionado pela escola, a diretora e o distrito escolar tinham infringido o seu direito à liberdade de expressão previsto pela Primeira Emenda.

Com a assistência do ex-procurador especial de Whitewater, Kenneth Starr, que está trabalhando gratuitamente, o distrito escolar recorreu à Suprema Corte, que concordou em ouvir o caso em dezembro. A argumentação oral está marcada para o dia 19 de março. O distrito escolar discutiu que deixar que Frederick se expresse fazendo referências aos apetrechos e ao consumo de drogas pode interferir em seu esforço para promover uma política antidrogas consistente.

A organização sediada nos campi, o Students for Sensible Drug Policy (SSDP), cujas sucursais estão localizadas principalmente nas faculdades, mas que tem algumas nos colégios, viu um impacto em potencial do caso sobre o poder estudantil de desafiar o dogma da guerra às drogas e decidiu intervir com alegações amicus curiæ ao tribunal superior. De acordo com as alegações do SSDP, "As políticas de drogas do nosso país afetam direta e indiretamente as vidas cotidianas dos estudantes. Ora pelos exames toxicológicos aleatórios para atletas estudantis, ora pelo auxílio financeiro federal condicionado pela falta de qualquer condenação por drogas, os jovens são consideravelmente afetados nas posições como estudantes pelas políticas relacionadas às drogas. Assim, os estudantes têm um interesse pessoal em compreender e discutir as questões subjacentes que orientam e afetam as políticas de drogas deste país. A Primeira Emenda garante que a voz deles sobre estas questões esteja protegida".

"Este caso se centra em um estudante que segurou um cartaz absurdo, mas o argumento do distrito escolar - se for adotado pela Corte - silenciaria a liberdade de expressão nas escolas públicas acerca de tópicos importantes como os exames toxicológicos com estudantes, os fracassos da DARE ou a maconha medicinal", disse Kris Krane, diretor-executivo do SSDP. "A Guerra Contra as Drogas tem impacto sobre os jovens todo santo dia. Os estudantes devem reter o seu direito garantido pela Primeira Emenda a debater as políticas de drogas que os afetam diretamente", acrescentou.

Em nota à imprensa na semana passada, o principal advogado do American Center for Law and Justice, Jay Sekulow, chamou o caso Frederick vs Morse de "um caso extremamente fraco que nem deveria ser considerado pela Suprema Corte" e pediu que a corte revertesse a sua decisão de ouvi-lo.

Maconha Medicinal: Flint Vira a Quinta Cidade do Michigan a Permiti-la

Os eleitores em Flint, Michigan, foram a favor de permitir o consumo de maconha medicinal por uma margem de 62% a 38% na terça-feira. Flint vira a quinta cidade do Michigan a aprovar tal medida e embora a maconha medicinal continue sendo ilegal tanto segundo a lei estadual quanto a lei federal, a votação em Flint só deve acrescentar força ao ímpeto para pôr a questão perante todo o estado.

Defendido pela NORML Michigan e a Flint Compassionate Care Coalition, o esforço também foi ajudado pela assistência do Marijuana Policy Project e do escritório nacional da NORML.

Agora, Flint se une a Detroit, Ann Arbor, Ferndale e Traverse City como cidades do Michigan em que os eleitores aprovaram o uso de maconha medicinal.

América Latina: A Matança de Políticos Salvadorenhos pela Polícia na Guatemala Abre Janela para a Corrupção das Drogas na América Central, a Matança dos Assassinos A Fecha

Quatro oficiais da polícia guatemalteca em uma unidade contra as drogas e o crime organizado que foram presos pelos assassinatos horripilantes de 19 de fevereiro de três políticos salvadorenhos foram mortos eles mesmos no domingo em um justiçamento descarado dentro da prisão em que eles estavam detidos. Os dois grupos de assassinatos estão levantando sérios questionamentos sobre a corrupção relacionada às drogas na América Central e, em particular, sobre as laços entre a polícia guatemalteca e o crime organizado, mas as mortes dos oficiais da polícia significam que o que sabiam irá à cova com eles.

No dia 19 de fevereiro, os políticos salvadorenhos William Pichinte, Eduardo d'Aubuisson e José Ramón González - todos integrantes do partido governante Arena de El Salvador - e o chofer deles foram encontrados baleados e queimados em seu veículos nas redondezas da Cidade da Guatemala, aonde eles tinham ido para participarem de uma reunião política regional. Como d'Aubuisson é o filho do finado Roberto d'Aubuisson, que liderou os esquadrões direitistas da morte em El Salvador nos anos 1980, as primeiras especulações eram as de que as matanças foram um assassinato político.

Mas, quando Luis Arturo Herrera, comandante da unidade contra o crime organizado da polícia guatemalteca, e três dos seus subordinados foram presos pelo crime três dias depois, várias teorias relacionadas com uma execução por drogas passaram ao primeiro plano. De acordo com as especulações na imprensa centro-americana, a execução dos políticos salvadorenhos aconteceu enquanto os policiais guatemaltecos corruptos procuravam o dinheiro das drogas escondido em um compartimento secreto no veículo. Outra versão, através do chefe da polícia salvadorenha, Rodrigo Ávila, diz que Herrera e os seus homens foram enganados a matar o trio por desconhecidos que lhes disseram que eles eram traficantes de drogas.

Com base em aparelhos de GPS no veículo de Herrera, que o situava na cena do crime, os seus subordinados e ele foram detidos e encarcerados na famosa prisão de El Boquerón a uns 60 quilômetros a leste da Cidade da Guatemala. No domingo à tarde, de acordo com os depoimentos dos parentes dos internos que estavam visitando a prisão, os guardas forçaram as pessoas a sair, homens desconhecidos armados entraram na prisão e ouviu-se o som de disparos. Os quatro policiais foram encontrados mortos a tiros na cela deles.

"Eles disseram [aos visitantes] que tinham que sair porque ia ter uma revista e eles começaram a expulsar os visitantes", disse a mãe de um preso, cuja nora a chamou do lado de fora da prisão. "Quando eles entraram, viram que homens armados entravam na prisão. Daí, quando todos estavam lá fora, eles ouviram vários disparos", disse ela.

"O que se tratou de fazer é calar a boca destes sujeitos para que não envolvessem outras estruturas similares", disse o chefe Ávila aos repórteres. Os policiais mortos foram as vítimas de "pistoleiros da polícia", acrescentou. "É óbvio que as pessoas que cometeram os homicídios (dentro do presídio) têm um nível de influência no lado de dentro das estruturas policiais, ou estruturas penitenciárias ou estruturas do Estado", disse Ávila.

Otto Pérez Molina, ex-diretor da inteligência militar guatemalteca, seguia linhas semelhantes de pensamento. "Estes quatro (policiais) foram mortos porque sabiam muito das ilegalidades dentro da polícia nacional civil e poderiam comprometer as autoridades". De acordo com Pérez Molina, pelo menos dois esquadrões da morte estão operando dentro das agências guatemaltecas da polícia. "Estes grupos estão operando com a cumplicidade das autoridades", disse.

No domingo, as autoridades da prisão tentaram obscurecer as circunstâncias dos justiçamentos ao tentarem relacioná-los a uma rebelião na prisão naquele mesmo dia dos membros de La Mara Salvatrucha, a gangue centro-americana. Mas, os integrantes da Salvatrucha que ligaram para imprensa de dentro da prisão disseram que eles realizaram a rebelião depois das matanças por medo de que os inculpassem pelas mortes dos oficiais.

Embora as mortes dos quatro policiais presos signifiquem que a verdadeira razão por trás das matanças dos políticos salvadorenhos pode não ser conhecida nunca, os dois grupos de assassinatos estão levantando indagações que podem levar, enfim, a uma revelação do lado obscuro e feio do crime organizado e da repressão às drogas centro-americanos.

Rota de colisão: Política "coca sim; cocaína não" da Bolívia vai de encontro ao Conselho Internacional de Controle dos Entorpecentes e, provavelmente, aos Estados Unidos

Aproxima-se um confronto pelo esforço do presidente boliviano Evo Morales de racionalizar a produção de coca no país dele e expandir os mercados para os produtos à base de coca. Após décadas de esforços infrutíferos para suprimir o cultivo da coca na Bolívia - a política "zero coca" adotada pelos Estados Unidos e imposta contra governos bolivianos sucessivos - Morales, um ex-líder do sindicato dos cocaleiros, elaborou políticas que permitem o aumento do cultivo da coca dos 30.000 acres permitidos segundo a lei boliviana atual para 50.000 acres. Agora, o governo Morales também está fazendo pressão pela expansão dos mercados legais para os produtos da coca e, em uma empresa conjunta com o governo venezuelano, está se preparando para começar a exportar os produtos da coca a esse país.

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secando as folhas no armazém. O letreiro diz: ‘Coca Poder e Território, Dignidade e Soberania, Congresso Regional 2006-08’
Isso não caiu bem tanto aos Estados Unidos quanto à burocracia antidrogas internacional sediada nas Nações Unidas. Nesta semana, o Conselho Internacional de Controle dos Entorpecentes (INCB, sigla em inglês) apontou diretamente para a Bolívia no seu relatório anual correspondente a 2006 (vá a Tópicos Especiais, a partir do parágrafo 171). No relatório, o INCB acusa a Bolívia de infringir a Convenção Única de 1961 sobre os Entorpecentes, que define a planta da coca como droga ilícita.

"A situação na Bolívia, país este que durante muitos anos não agiu em consonância com as obrigações que lhe incumbem em virtude dos tratados de fiscalização internacional das drogas, continua sendo motivo de especial preocupação para o Conselho", diz o relatório. "A Bolívia é um grande produtor de folha de coca e a sua legislação nacional permite o cultivo do arbusto de coca e o consumo da folha de coca com fins que não são medicinais, o que é incompatível com as disposições da Convenção de 1961".

O INCB estava particularmente preocupado que a Bolívia "tenha apontado a sua intenção de examinar a legislação nacional vigente em matéria de fiscalização de drogas visando a utilizar a folha de coca em uma ampla gama de produtos, alguns dos quais poderiam ser exportados". Isso também seria incompatível com a interpretação do INCB da Convenção.

A linguagem do relatório do INCB é uma clara crítica voltada contra a política declarada do governo Morales de "coca sim; cocaína não" e contra os esforços para o consumo da folha de coca para produtos medicinais e nutricionais. Pior ainda, na opinião do INCB, a Bolívia podia dar um mau exemplo aos demais países produtores de coca: "O Conselho também expressa a sua inquietude pela possibilidade de que os acontecimentos relacionados à política da Bolívia tenham repercussões nos outros países da América do Sul", declarou o relatório com preocupação.

Os Estados Unidos também expressaram preocupação com as políticas bolivianas da coca sob Morales, assim como inquietudes sobre os laços de Morales com o líder venezuelano Hugo Chávez, cujo governo finalizou um acordo com a Bolívia no início deste mês para financiar a construção de plantas de processamento da coca na Bolívia e para importar os produtos da coca boliviana à Venezuela. Até agora neste ano, o governo dos EUA tem limitado as suas expressões de preocupação a inquietudes sobre as naturezas "antidemocráticas" dos dois líderes esquerdistas sul-americanos, mas o prazo da revisão anual do Departamento de Estado da observância dos demais países às políticas antidrogas dos EUA acaba no fim deste mês. Uma questão de suma importância é a de se as políticas de Morales levarão os EUA a suspenderem a certificação da Bolívia a respeito de estar em consonâncoa com aqueles objetivos.

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a integrante do sindicato cocaleiro e ex-líder, Vitalia Mérida, com a filha dela no cocal - escondido a quilômetros da estrada por uma caminhada árdua, um legado dos dias da erradicação
Na semana passada, o governo boliviano não ajudou nada quando o seu ministro de relações exteriores e cultos, David Choquehuanca, disse a um encontro da Organização dos Estados Americanos que a Bolívia nunca erradicaria a coca e que estava mais interessada no "consenso" do que na "democracia". "A luta dos povos indígenas vai além da democracia", disse Choquehuanca. "Na palavra democracia ainda existe a palavra submissão, e submeter o próximo não é viver bem, por isso queremos resolver os nossos problemas mediante o consenso".

É lógico, agora não há consenso internacional sobre a coca e se os funcionários e analistas bolivianos com os quais a Crônica da Guerra Contra as Drogas conversou nesta semana estiverem certos, também não há nenhum indício de que o governo boliviano esteja preste a se dobrar frente aos guerreiros antidrogas em Washington e Viena.

A industrialização do processamento da coca e a expansão dos mercados legais são o plano de ação certo, disse o congressista boliviano Asterio Romero na quarta-feira. Membro do partido Movimento Ao Socialismo (MAS) de Morales, Romero apóia fortemente a política "coca sim; cocaína não". "Primeiro, quero dizer que venho do Chapare, eu era um líder cocaleiro. Sempre era 'coca zero', mas nunca haverá zero coca", disse ele à Crônica. "Lutamos por muitos anos, tivemos muita gente morta e presa porque a coca é uma fonte de subsistência econômica para nós. Nunca permitiremos que outros governos nos imponham a 'coca zero'. Somos uma nação soberana; é uma questão de dignidade boliviana", disse.

"Embora, sim, combatamos o narcotráfico - e estamos nos saindo muito bem; as apreensões de cocaína e precursores químicos estão em alta -, também temos que descriminalizar o cultivo da coca e a industrialização são o caminho", discutiu Romero. "Temos que revalorizar a coca, temos que encontrar mais mercados para a coca. Há países amigos que nos ajudam, como a Venezuela, e somos gratos a eles por isso".

"Com a sua oposição à folha de coca, o INCB só fomente o narcotráfico", disse Silvia Rivera, fundadora do grupo boliviano Coca y Soberanía, professora emérita de sociologia na Universidade de La Paz e assessora de Romero. "Toda folha que tiver usos bons e saudáveis é uma folha que não vai para os traficantes", disse ela è Crônica. "Essa é melhor maneira de lutar contra os traficantes de drogas. Esses burocratas na ONU simplesmente não entendem isso; eles acham que a coca é uma droga".

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o Museu da Coca, centro de La Paz
"Acontece o mesmo com o governo dos Estados Unidos", disse Rivera. "Os estadunidenses não conseguem reconhecer a racionalidade de outras formas de vida e a abordagem deles é verdadeiramente esquizofrênica. Teme o narcotráfico, mas cria as condições para que floresça tentando impedir outros usos para a coca. Os EUA tentam discutir que o Evo é a favor dos traficantes de cocaína, mas é a política dos EUA que os ajuda. Além disso, os EUA respaldaram os narcoditadores no passado porque eram fascistas radicais. Eles recebem o apoio e as armas dos EUA para que possam matar as pessoas".

Na verdade, ao invés de bater em retirada em vista das críticas do INCB e dos EUA, o governo Morales parece determinado a fazer pressão com o seu acordo para oferecer os produtos da coca à Venezuela. A Bolívia também está fazendo alarde de ir à raiz do problema através da realização de um esforço para emendar a Convenção Única para tirar a coca da sua lista de drogas ilícitas.

"Esta é uma maneira para que Chávez vá ao limite e veja quais são as fronteiras", disse Kathryn Ledebur da Rede Andina de Informação, que tem acompanhado a economia boliviana da coca e os esforços para reprimi-la durante anos. "Quem vai detê-lo? Já existem exportações consideráveis da folha de coca ao norte da Argentina e ninguém faz nada sobre isso. Contudo, se isto ajudar a agudizar o enfoque sobre mudar a Convenção Única, isso é bom - ela precisa ser emendada".

Ledebur duvidava que o governo Morales fizesse um esforço concertado para emendar a Convenção Única em Viena no ano que vem. "Vamos dizer que a sua política doméstica da coca é mais avançada do que a sua política internacional", disse ela. "Vejo poucas chances de alcançar algo a menos que haja algum tipo de esforço concertado de pressão com o Peru e eu não vejo o presidente García como alguém que esteja disposto a ir ativamente contra os EUA".

Tal ação exigiria uma concertamento dos países produtores de coca, disse Romero, e ele não achava que isso fosse acontecer tão cedo. "É o trabalho do governo boliviano mudar a Convenção de Viena", disse, "mas também é o trabalho da Colômbia e do Peru se juntarem a nós na ONU. Embora aqui na Bolívia tenhamos com Evo um governo com apoio popular para isto, no Peru e na Colômbia, os governos são neoliberais e pró-imperialistas e não vão se unir a nós. Mas, somos antineoliberais e vamos manter esta posição. Não obstante, estamos dispostos a conversar de governo para governo e de homem para homem sobre isto".

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o camelô pacenho Santos desfrutando de uma mascada vespertina de coca
Mas, para Romero e o governo boliviano, defender a coca é uma questão de orgulho nacional. "Somos um governo soberano e vamos seguir em frente com as nossas políticas", disse. "A coca não é perigosa, a coca não é veneno. Trabalharemos bilateralmente com os países que apoiarem a nossa posição. E os países que tentarem nos impedir agora, como os EUA, bom, talvez possamos lhes enviar alguma coca também".

Como a Bolívia já está confrontando o INCB, a próxima providência das políticas de coca do governo Morales seria a decisão da certificação dos EUA, que deve acontecer em meados de março. Mas, dada a conjuntura atual nos assuntos hemisféricos, com a maré crescente dos governos esquerdistas e os EUA, obcecados como estão com os assuntos no Oriente Médio, perdendo influência na região, os EUA podem muito bem dar um passo para trás e isolar e punir a Bolívia através do processo de certificação.

"Os EUA não conseguem sair do seu arcabouço antidrogas de usar os militares e a erradicação forçada", disse Ledebur, "mas não há acordo dentro do governo Bush sobre o que fazer com a certificação. Se tirar a certificação da Bolívia, perde a pouca alavanca que tem. Agora, a Bolívia tem outras formas de assistência, e não só Chávez; não tem mais que obedecer cegamente às ordens dos Estados Unidos. Se os EUA optarem por lhe tirar a certificação agora, o que fazem no ano que vem?" perguntou.

Isto está ficando muito interessante. A política "coca sim; cocaína não" do governo Morales é um anátema tanto para os EUA quanto para o INCB, mas parece que ambos não podem fazer muita coisa para detê-la e é possível que o desafio boliviano volte diretamente o seu olhar para a Convenção Única de 1961, talvez acertando em cheio o que é o espinhaço legal do regime global da proibição das drogas. Fique ligado.

Matéria: No Chapare boliviano, a política "coca sim; cocaína não" de Evo Morales traz a paz, se não a prosperidade

Durante mais de duas décadas a partir do início dos anos 1980, vários governos bolivianos que trabalhavam a mando do governo dos Estados Unidos adotaram uma política de erradicação forçada dos cultivos de coca no Chapare da Bolívia, uma região plana na província de Cochabamba. Era uma época de luta e conflito, violações dos direitos humanos e mobilizações camponesas enquanto dezenas de milhares de famílias dependentes da coca lutavam contra a polícia e os soldados, bloqueavam estradas, e, por fim, se uniram em uma força política poderosa que ajudou a derrocar governos. Agora, com um líder do sindicato cocaleiro do Chapare, Evo Morales, na residência presidencial em La Paz, os tempos mudaram e os dias de uma política de "coca zero" imposta pelos EUA ficaram no passado.

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folhas de coca secando à beira da estrada
Segundo a legislação imposta pelos EUA e adotada em 1988, a Lei 1008, só os camponeses na região cocaleira tradicional das Yungas tinham autorização para cultivarem a coca e a produção total de coca estava limitada a 30.000 acres. Mas isso não impediu os camponeses de cultivarem a coca no Chapare, onde, no início dos anos 1980, a produção florescera durante os anos do "golpe da cocaína" do general Luis García Mesa. O desenvolvimento da produção de coca nesta área não-tradicional e não-autorizada era o alvo mais importante dos esforços de erradicação respaldados pelos EUA durante todos os anos 1990 e o início desta década.

Conseqüentemente, as violações dos direitos humanos de forças antidrogas treinadas e financiadas pelos EUA estavam desenfreadas. "Durante este período, eu recebia uma média de 10 denúncias por dia dos cocaleiros", disse o ex-defensor do povo do Chapare, Godofredo Reinecke. "Assassinatos, estupros, roubos, agressões, tudo isso, cometidos por soldados e policiais contra os cocaleiros", disse ele à Crônica da Guerra Contra as Drogas nesta semana.

Agora as coisas são diferentes. Embora os soldados permaneçam na área, uma força especial da polícia alocada à área para impedir os bloqueios nas estradas e demais rebeliões foi retirada a pedido dos EUA - porque não tinha nada a fazer. As rebeliões camponesas acabaram, os bloqueios são história e as violações dos direitos humanos pelas forças de segurança caíram abruptamente. Há paz no Chapare e isso acontece por causa do abandono da política "coca zero".

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o congressista boliviano Asterio Romero falou com a Crônica da Guerra Contra as Drogas nesta semana
Na verdade, a mudança começou em 2004, antes que Morales fosse eleito presidente, quando o então presidente Gonzalo Sánchez de Lozada assinou um acordo com os cocaleiros alinhados com as Seis Federações dos Cocaleiros do Trópico de Cochabamba que permitia que cada família cultivasse um cato (1.600 metros quadrados - cerca do tamanho de um terço de um campo de futebol americano) de coca.

Mas, como parte de uma política geral de "coca sim; cocaína não" adotada por Morales desde que assumiu o cargo há pouco mais de um ano, na verdade o governo boliviano virou as costas para o limite de 30.000 acres para a produção legal, permitindo formalmente agora mais 20.000 acres no Chapare para que sejam cultivados com coca. Mas embora tais medidas tenham levado a paz à região, ela continua atolada na pobreza e no desespero, como a Crônica da Guerra Contra as Drogas presenciou durante uma visita ali nesta semana.

Em um terreninho perto de Villa Tunari no Chapare, a agricultora Vitalia Mérida cultiva a coca, junto com laranjas e bananas, em uma tentativa de alimentar e vestir os sete filhos dela. A situação está difícil, disse ela. "Os meus filhos não querem ir à escola por razões econômicas", disse ela à Crônica. "Eles querem sair e ganhar dinheiro". As laranjas e bananas dela trazer apenas uma miséria, disse, enquanto que o seu cato de coca lhe permite embolsar cerca de $75 por mês, totalizando cerca de $900 ao ano - soma próxima à renda média na Bolívia, um dos países mais pobres da América do Sul.

Apesar da luta constante para ter uma renda, disse Mérida, uma ex-líder das Seis Federações (e ainda mantém a filiação), a vida está melhor do que nos dias da erradicação forçada. "Ainda somos pobres, mas somos livres agora", disse. "Agora há paz. Antes, esperávamos que os soldados viessem como bandidos. Eles nos matam, nos prendem".

Enquanto Mérida falava, o silêncio da selva remota era interrompido pelo estrondo de um helicóptero. "Não, não estão procurando os cocais", disse Reinecke em resposta a uma pergunta. "Eles estão levando alimentos e provisões aos soldados e à polícia antidrogas na região". De acordo com Reinecke, o abastecimento financiado pelos EUA custa $12.000 por dia, uma verdadeira fortuna em uma área em que a fruta é vendida por quase nada e a coca por não muito mais do que isso.

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posto de inspeção da FELCN (Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico) entre Cochabamba e o Chapare, busca de cocaína e precursores em progresso
Embora falte o financiamento do desenvolvimento sustentável, os EUA continuam financiando a presença militar na região. Em uma base militar na vizinha Chimbote, construída com verbas estadunidenses, onde já estiveram acomodados mil efetivos, o estabelecimento está quase deserto, mas o comandante interino, o coronel Edwin de la Fuente Jeria, está alojado com a comodidade proporcionada pelo ar condicionado no seu escritório.

O coronel estava tão tranqüilo quanto as suas imediações. "Não temos mais nada a ver com a coca", reconheceu, antes de dizer que ele não podia contar mais nada sem a aprovação prévia dos superiores dele. De acordo com Reinecke, era verdade - acima de tudo, a base serve agora como lugar de treinamento para os recrutas locais que cumprem o serviço obrigatório deles.

Embora camponeses como Vitalia Mérida estejam lutando, o governo Morales estão tentando aliviar a situação deles. Parte desse esforço gira em torno de ajudá-los a levar a colheita deles ao mercado. Em um armazém de coca a pouca distância da vizinha Shinahota, os cocaleiros estão secando e pesando a colheita em preparação para transportá-la aos mercados legais nas cidades bolivianas.

"Este é o nosso cultivo local", disse o membro das Seis Federações, Félix Cuba, no armazém. "Segundo este novo programa, podemos vendê-la diretamente às cidades sem atravessadores. Isso significa um pouquinho mais de dinheiro para nós", disse ele à Crônica. "E isso mantém a coca fora das mãos dos narcos".

Embora exista uma pressão constante para ganhar mais dinheiro para alimentar as suas familias, os cultivadores estão observando o limite de cultivo, disse ele. "Estamos mantendo a regra de um cato", disse. "É por respeito à política. Evo disse que podemos cultivar um cato, então, para defendermos a política, cultivamos só um cato. A federação administra isto e o fazemos através do controle social".

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placa que anuncia a construção da planta de industrialização da folha de coca financiada pela Venezuela
"As bananas, as laranjas, o mamão, as batatas - todos apodrecem e não dão muito dinheiro", disse a líder das Seis Federações, Juana Cosío, enquanto observava o trabalho no armazém. "Neste ano, com todas as chuvas, a coisa está feia. Cultivamos a coca como garantia", disse ela à Crônica. "Mas precisamos de mais mercados. Por isso estamos tentando produzir a farinha de coca e outros produtos. Não somos narcos, somos apenas agricultores. O governo de Evo reconhece isso, então agora estamos em paz por aqui", disse ela.

Cosío apontou para a assistência proporcionada pelo governo venezuelano do presidente Hugo Chávez, que está fornecendo verbas para as plantas de industrialização da coca tanto no Chapare quanto nas Yungas. "A Venezuela está nos ajudando a processar e vender a nossa colheita", disse.

Segundo um acordo finalizado no início deste mês, a Venezuela não só está financiando a construção das plantas de processamento, mas também prometeu comprar até 4.000 toneladas de produtos de coca, um grande avanço para um cultivo cuja exportação está proibida de acordo com a Convenção Única de 1961 sobre os Entorpecentes da ONU. Segundo esse tratado, a coca é considerada uma droga ilegal permissível somente como aromatizante (extraído o alcalóide da cocaína) ou para uso farmacêutico, com a prática de mascar folhas de coca sendo retirada paulatinamente por volta de 1986.

Isso não vai impedir a Bolívia, Venezuela e Cuba, que está proporcionando a assistência técnica, de seguir adiante com um Tratado de Comércio dos Povos assinado há alguns meses. Esse tratado aloca cerca de $1 milhão em investimentos na pesquisa sobre a produção da coca. Embora os EUA e os organismos internacionais de fiscalização dos entorpecentes tenham levantado objeções, a Venezuela e a Bolívia continuam firmes. Como observou o ministro do poder popular para as relações exteriores, Nicolás Maduro, enquanto se reunia com o seu homólogo boliviano, David Choquehuanca, no início deste mês, os dois países seguirão em frente com os projetos para "valorizar a dignificar a folha de coca".

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a integrante (e ex-líder) do sindicato cocaleiro Seis Federações, Vitalia Mérida, no quintal dela -- nada de narcopalácios por aqui, como os cocaleiros gostam de observar
A industrialização do processamento da coca e a expansão dos mercados legais são o plano de ação certo, disse o congressista boliviano Asterio Romero na quarta-feira. Membro do partido Movimento Ao Socialismo (MAS) de Morales, Romero apóia fortemente a política "coca sim; cocaína não". "Primeiro, quero dizer que venho do Chapare, eu era um líder cocaleiro. Sempre era 'coca zero', mas nunca haverá zero coca", disse ele à Crônica. "Lutamos por muitos anos, tivemos muita gente morta e presa porque a coca é uma fonte de subsistência econômica para nós. Nunca permitiremos que outros governos nos imponham a 'coca zero'. Somos uma nação soberana; é uma questão de dignidade boliviana", disse.

"Embora, sim, combatamos o narcotráfico - e estamos nos saindo muito bem; as apreensões de cocaína e precursores químicos estão em alta -, também temos que descriminalizar o cultivo da coca e a industrialização são o caminho", discutiu Romero. "Temos que revalorizar a coca, temos que encontrar mais mercados para a coca. Há países amigos que nos ajudam, como a Venezuela, e somos gratos a eles por isso".

Agora, a produção da coca foi "racionalizada" no Chapare, como os bolivianos gostam de dizer, e a repressão e a violência patrocinadas pelo estado são coisa do passado, mas faltam grandes passadas antes que a vida dos cocaleiros presencie um verdadeiro melhoramento econômico. O governo Morales, em conjunção com os seus aliados latino-americanos, está fazendo o que pode para ajudar a respeito disso. Mas, como a matéria acompanhante na Crônica desta semana indica, vai ter uma batalha com os Estados Unidos e a burocracia internacional de controle das drogas entre as suas mãos.

Anuncio: Nuevo Formato para el Calendario del Reformador

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Con el lanzamiento de nuestra nueva página web, El Calendario del Reformador ya no aparecerá como parte del boletín Crónica de la Guerra Contra las Drogas, pero será mantenido como sección de nuestra nueva página web:

El Calendario del Reformador publica eventos grandes y pequeños de interés para los reformadores de las políticas de drogas alrededor del mundo. Ya sea una gran conferencia internacional, una manifestación que reúna a personas de toda la región o un foro en la universidad local, queremos saber para que podamos informar a los demás también.

Pero necesitamos su ayuda para mantener el calendario actualizado, entonces por favor contáctenos y no suponga que ya estamos informados sobre el evento o que vamos a saberlo por otra persona, porque eso no siempre sucede.

Deseamos informarle sobre nuevos reportajes de nuestra nueva página web apenas estén disponibles.

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Los feeds RSS son una onda del futuro – ¡y la DRCNet los ofrece ahora! La última edición de la Crónica de la Guerra Contra las Drogas está disponible usando RSS en http://stopthedrugwar.org/chronicle/feed.

Tenemos muchos otros feeds RSS disponibles también, sobre cerca de cien subtópicos distintos de las políticas de drogas que empezamos a rastrear desde el relanzamiento de nuestra página web este verano – relacionando no solamente los artículos de la Crónica de la Guerra Contra las Drogas, sino también las publicaciones en el Bar Cladestino, los listados de eventos, los enlaces a noticias externas y más – y para nuestras publicaciones diarias en los blogs y en sus distintas subdirecciones. Visite nuestro Mapa del Sitio para leer la serie completa.

¡Gracias por sintonizarse en la DRCNet y en la reforma de las políticas de drogas!

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¿Usted es un aficionado a la DRCNet y tiene una página web que le gustaría usar para difundir el mensaje con más fuerza que un único enlace a nuestra página puede lograr? Tenemos la satisfacción de anunciar que los feeds de agregación de contenido de DRCNet están disponibles. Tanto si el interés de sus lectores está en el reportaje investigativo como en la Crónica de la Guerra Contra las Drogas, el comentario corriente en nuestros blogs, la información sobre subtópicos específicos de la guerra a las drogas, ahora podemos darles códigos personalizables para que usted los ponga en los lugares adecuados en su blog o página web y actualicen automáticamente los enlaces al contenido de concienciación de DRCNet.

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Prisiones Privadas: ¿Comercio en Almas? [Private Prisons: Commerce in Souls?], documental de Silja Talvi (video) para SourceCode, The Dish Network

la Amnistía Internacional sobre la desmovilización de los paramilitares colombianos (ellos la llaman de farsa), con animación de Mark Fiore

la radio AI Group 86 con los policías contra la guerra a las drogas, Real y MP3

Tony Newman sobre "¡$125 por un paquete de cigarrillos!" [$125 for a pack of cigs!] en las prisiones californianas, Huffington Post

artículo de East-Village.com sobre la inauguración de Tony Papa

¿James Bond apoya la legalización?, Daniel Craig en la bitácora de la Transform

Europa: Gran Bretaña proveerá heroína a adictos, dice escrito “confidencial” del Ministerio de Interior

El gobierno británico está preparado para empezar a prescribir heroína a través del Servicio Nacional de Sanidad a “usuarios veteranos reincidentes” después que un programa piloto ha probado tener éxito, de acuerdo con un informe en el periódico The Independent, que cita un escrito “restricto” preparado por el equipo de políticas estratégicas del Ministerio de Interior. El documento informativo también sugiere la autorización de las ventas de heroína y cocaína, pero el gobierno no llegará tan lejos, dijo The Independent.

De acuerdo con el escrito, del cual The Independent dice que ha obtenido un ejemplar: “El Ministerio de Interior debe ponderar la entrega más amplia de heroína recetada inyectable a usuarios altamente dependientes a través del NHS. Dado el fracaso de las intervenciones en la oferta en tener cualquier efecto considerable sobre el mercado de drogas, vale la pena considerar una administración más grande del mercado por la entrega más amplia de heroína recetada inyectable a usuarios altamente dependientes a través del NHS”.

De acuerdo con las fuentes del Ministerio de Interior citadas por el periódico, sólo los usuarios inveterados que no han respondido al tratamiento con metadona estarán aptos. “Ello sólo se aplicará a un pequeño número de personas”, dijo un vocero del Ministerio de Interior.

Las fuentes del Ministerio de Interior añadieron que en Suiza, donde los médicos prescriben heroína en vez de metadona a dichos usuarios, 26% han parado de consumir y la criminalidad y el desempleo han caído. Citando la experiencia suiza, el escrito dice: “Contrariamente a la creencia popular, hay pruebas de que la heroína no intoxica necesariamente al usuario – ella puede ser estabilizada con las personas que llevan vidas relativamente normales”.

El despacho también advierte que Gran Bretaña está metida en una batalla perdida con los contrabandistas de drogas y sugiere la legalización de la venta de la heroína y de la cocaína. “Hay cada vez más pruebas de la imposibilidad de vencer la guerra contra la oferta de drogas. Un sistema de oferta fiscalizada de las drogas permitiría al Gobierno ejercer un grado mucho más grande de influencia sobre la manera por la cual las sustancias son consumidas que es posible actualmente”, aconsejó el informe. “Hay un argumento fuerte de que la prohibición ha causado o creado muchos de los problemas que acompañan el consumo o uso indebido de drogas. Una opción para el futuro sería regular las drogas diferentemente, a través o de las ventas sin receta médica o de las ventas autorizadas o de la prescripción del médico”.

Pero en un editorial de domingo del Independent, el periódico observó que el gobierno no tomará providencias para autorizar o reglamentar de otra manera las ventas de drogas. “Legalizar la oferta de drogas ha sido rechazado firmemente por el gobierno porque sancionaría el consumo de drogas”, observó el periódico. “La política de visar a los contrabandistas y traficantes de drogas continúa, pese a la advertencia del informe de que reducir la oferta de drogas hace que los precios suban y que la criminalidad aumente”.

Política Extrema: Alcalde de Vermont Pide la Pena de Muerte para los Traficantes de Drogas Duras y la Legalización de la Marihuana

La frustración del alcalde de Barre, Vermont, Thomas Lauzon, con las drogas y las políticas de drogas está apareciendo y lo está dejando un poquito esquizofrénico. En comentarios informados en el Barre-Montpelier Times Argus el sábado, Lauzon pidió la pena de muerte para los traficantes de crack y heroína y, en el mismo aliento, pidió la legalización de la marihuana.

Él dijo que planea pedir a la legislatura estadual que adopte la pena de muerte y legalice la marihuana. Si no obtiene éxito en eso, dijo, espera iniciar una discusión en todo el estado sobre el problema de drogas estadual, probablemente a partir de un foro de abril en Barre.

Barre (se pronuncia “berry”) es una ciudad de rápido desarrollo que en el pasado era conocida como “La Chicago de Nueva Inglaterra”. Hoy día, Barre tiene la fama de ser exportadora de monumentos fúnebres de granito, una distinción que le logró un reportaje “ZipUSA” en la edición de octubre de 2003 de la National Geographic.

“Las personas que están traficando crack y traficando heroína tienen valor social cero y les deberían dar muerte”, dijo Lauzon. “Estoy seguro que todos se distanciarán de mí”, dijo Lauzon el sábado de su pedido de la pena de muerte. “Pero si alguien dice que estamos ganando la guerra contra las drogas, está mintiendo”.

El sábado por la noche él reiteró esa posición en otra entrevista con el Times Argus. “¿Qué valor social tienen? Están traficando crack y heroína a los jóvenes, sabiendo muy bien cuáles serán los efectos”, dijo el alcalde. “¿A qué propósito sirven en la sociedad aparte de destruir vidas y destruir familias?”

Los políticos de Vermont reaccionaron con cautela. El senador estadual Richard Sears (D-Bennington), presidente del Comité Judiciario del Senado, dijo que él comprendía la frustración de Lauzon, pero no adoptaba ni la pena de muerte para traficar drogas duras ni la legalización de la marihuana. “Creo que el hombre está muy frustrado y comprendo su frustración”, dijo Sears. “A mi ver, el problema es que hemos ignorado este problema hasta que se puso fuera de control”.

Jason Gibbs, vocero del gobernador James Douglas, le dijo al periódico que aunque el gobernador no fuera inalterablemente contrario a la pena de muerte, él era contrario a la legalización de la marihuana. “Él no es inalterablemente contrario a la pena de muerte, pero no tiene ningún plan de introducirla. Hay algunas circunstancias en las que él apoyaría una pena de muerte, pero no estoy seguro si ésta está entre ellas”, dijo Gibbs. “La marihuana es una droga inicial para algunos, entonces él no quiere apoyar la legalización”.

Lauzon dijo que había discutido sus propuestas con algunos legisladores, pero no había llegado muy lejos. “Ellos escuchan con educación. A mí me gustaría tener una conversación en todo el estado. La conversación que a mí me gustaría empezar es ‘¿Cómo vamos? ¿Estamos contentos con nuestro progreso en la guerra contra las drogas? ¿Qué estamos haciendo en Vermont respecto a la guerra contra las drogas?’” dijo Lauzon. “Tal vez empecemos en Barre”.

Aunque la propuesta de Lauzon de la pena de muerte para los narcotraficantes sea la primera en la historia reciente de Vermont, su pedido de legalización de la marihuana hace eco de uno hecho el diciembre pasado por el Fiscal de la Comarca de Windsor, Robert Sand, que pidió la legalización de la marihuana y la despenalización de las otras drogas. Y así está el debate sobre las drogas en Vermont.

Europa: Comunicador Irlandés Leyendario Dice que el País Debería Debatir la Legalización de las Drogas

El ex presentador de programa de entrevistas irlandés y actual director de la Dirección General de Tráfico de Irlanda, Gay Byrne, ha pedido un debate nacional sobre la legalización de las drogas. Como presentador del Late Late Show en Irlanda de 1962 a 1999, Byrne fue un catalizador destacado en la transformación de la sociedad irlandesa, abordando tabúes como el aborto, la homosexualidad, el abuso sexual de menores por padres, el divorcio y el SIDA. Ahora, se está pronunciando sobre las políticas de drogas.

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Gay Byrne
En comentarios informados durante el fin de semana, Byrne dijo que había llegado al punto en que él creía que se necesitaban nuevas ideas en las políticas de drogas irlandesas. “Es una gran sima la que voy a saltar”, dijo, “pero he llegado a la conclusión de que la posibilidad de legalizar las drogas debería ser examinada”.

Byrne dijo que la policía irlandesa está gastando millones de dólares intentando parar el narcotráfico y lo ha estado haciendo durante años, pero sin mucho éxito. “Cadáveres están siendo encontrados todos los días de la semana. Todo lo que digo es que quizá exista otra manera de hacerlo”, dijo. “¿Sigues intentando solucionar un problema que nos ha acompañado por 40 años o deberíamos echar un vistazo a la legalización de la maldita cosa?”

La prohibición de las drogas resulta en un aumento en la criminalidad, sugirió Byrne. “No hay gente matando la una a la otra por un paquete de cigarrillos o una lata de Heineken”, discutió. “¿Hasta cuándo se arregla un auto que no está funcionando antes que se diga que tal vez exista otra manera de hacer esto?”

Para siempre, si el gobierno irlandés hace lo que quiere. A pesar de las preocupaciones crecientes con la criminalidad relacionada con la prohibición, los altos índices del consumo de drogas y las sobredosis con drogas, el gobierno fue rápido en contestar los comentarios de Byrne con una negativa firme. “Soy totalmente contrario a legalizar cualquier droga”, dijo Noel Ahern, el ministro de estado responsable por las políticas de drogas. “En diferentes estadios, personas diferentes han intentado defender la legalización de las drogas. Pero ésa no es una sugestión que pueda funcionar. Las drogas son ilegales y así se las debe mantener. Cualquier charla sobre liberalizar las drogas es irresponsable”.

Muy bien. Se supone que es mejor seguir por el sendero contento de las políticas proibicionistas fracasadas que discutir las alternativas. Pero dada la historia de Gay Byrne como catalizador del cambio, quizá Ahern y sus colegas lo piensen dos veces.

Latinoamérica: La Matanza de Políticos Salvadoreños por la Policía en Guatemala Abre Ventana para la Corrupción de las Drogas en Centroamérica, la Matanza de los Asesinos La Cierra

Cuatro oficiales de la policía guatemalteca en una unidad contra las drogas y el crimen organizado que fueron arrestados por los asesinatos horripilantes de 19 de febrero de tres políticos salvadoreños fueron muertos ellos mismos el domingo en un ajusticiamiento descarado dentro de la prisión en que ellos estaban detenidos. Los dos grupos de asesinatos están planteando serios cuestionamientos sobre la corrupción relacionada con las drogas en Centroamérica y, en particular, sobre los enlaces entre la policía guatemalteca y el crimen organizado, pero las muertes de los oficiales de la policía significan que lo que sabían será enterrado con ellos.

El 19 de febrero, los políticos salvadoreños William Pichinte, Eduardo d’Aubuisson y José Ramón González – todos integrantes del partido gobernante Arena de El Salvador – y su chofer fueron encontrados baleados y quemados en su vehículo en las afueras de Ciudad de Guatemala, adonde ellos se habían ido para participar de una reunión política regional. Como d’Aubuisson es el hijo del finado Roberto d’Aubuisson, que lideró los escuadrones derechistas de la muerte en El Salvador en los años 1980, las primeras especulaciones eran las de que las matanzas fueron un asesinato político.

Pero cuando Luis Arturo Herrera, comandante de la unidad contra el crimen organizado de la policía guatemalteca, y tres de sus subordinados fueron arrestados por el crimen tres días después, varias teorías relacionadas con una ejecución por drogas pasaron a primera plana. De acuerdo con las especulaciones en la prensa centroamericana, la ejecución de los políticos salvadoreños ocurrió mientras los policías guatemaltecos corruptos buscaban el dinero de las drogas escondido en un compartimiento secreto en el vehículo. Otra versión, a través del jefe de la policía salvadoreña, Rodrigo Ávila, dice que Herrera y sus hombres fueron engañados a matar el trío por desconocidos que les dijeron que ellos eran narcotraficantes.

Con base en aparatos de GPS en el vehículo de Herrera, que lo situaba en la escena del crimen, sus subordinados y él fueron arrestados y encarcelados en la famosa prisión de El Boquerón a unos 60 kilómetros al este de la Ciudad de Guatemala. El domingo por la tarde, de acuerdo con las deposiciones de los familiares de los internos que estaban visitando la prisión, los guardias forzaron a las personas a salir, hombres desconocidos armados ingresaron a la prisión y se escuchó el sonido de disparos. Los cuatro policías fueron encontrados muertos a tiros en su celda.

“Ellos les dijeron [a los visitantes] que tenían que salir porque iba a haber una revista y ellos empezaron a echar a los visitantes”, dijo la madre de un preso, cuya nuera la llamó del lado de fuera de la prisión. “Cuando ellos entraron, vieron que hombres armados entraban a la prisión. De ahí, cuando todos estaban afuera, ellos escucharon varios disparos”, dijo ella.

“Lo que se ha tratado de hacer es cerrarle la boca a estos sujetos para que no involucraran a otras estructuras similares", les dijo el jefe Ávila a los reporteros. Los policías muertos fueron las víctimas de “pistoleros de la policía”, añadió. “Es obvio que las personas que cometieron los homicidios (dentro del penal) tienen un nivel de influencia al interior de las estructuras policiales, o estructuras penitenciarias o estructuras del Estado”, dijo Ávila.

Otto Pérez Molina, ex director de la inteligencia militar guatemalteca, seguía líneas semejantes de pensamiento. “A estos cuatro (policías) los mataron porque sabían mucho de las ilegalidades dentro de la policía nacional civil y podrían involucrar a las autoridades”. De acuerdo con Pérez Molina, por lo menos dos escuadrones de la muerte están operando dentro de las agencias guatemaltecas de la policía. “Estos grupos están operando con la complicidad de las autoridades”, dijo.

El domingo, las autoridades de la prisión intentaron oscurecer las circunstancias de los ajusticiamientos al intentar relacionarlos con un motín en la prisión en aquel mismo día de los miembros de La Mara Salvatrucha, la pandilla centroamericana. Pero los integrantes de la Salvatrucha que llamaron a la prensa desde adentro de la prisión dijeron que ellos realizaron el motín después de las matanzas por miedo de que les inculparan por las muertes de los oficiales.

Aunque las muertes de los cuatro policías presos signifiquen que la verdadera razón por detrás de las matanzas de los políticos salvadoreños puede no ser conocida nunca, los dos grupos de asesinatos están planteando indagaciones que pueden llevar al fin a una revelación del lado oscuro y feo del crimen organizado y de la represión a las drogas centroamericanos.

Marihuana Medicinal: Flint Deviene Quinta Ciudad de Michigan a Permitirla

Los electores en Flint, Michigan, fueron a favor de permitir el consumo de marihuana medicinal por una margen de 62% a 38% el martes. Flint deviene la quinta ciudad de Michigan a aprobar dicha medida y aunque la marihuana medicinal siga siendo ilegal tanto según la ley estadual como la ley federal, la votación en Flint sólo debe añadir fuerza al ímpetu para poner la cuestión delante de todo el estado.

Defendido por la NORML Michigan y la Flint Compassionate Care Coalition, el esfuerzo también fue ayudado por la asistencia del Marijuana Policy Project y de la oficina nacional de la NORML.

Ahora, Flint se une a Detroit, Ann Arbor, Ferndale y Traverse City como ciudades de Michigan en que los votantes han aprobado el uso de marihuana medicinal.

Libertad de Expresión: Caso “Bong Hits 4 Jesus” Se Dirige Hacia la Corte Suprema el Próximo Mes, con Ken Starr Apoyando Un Lado y el SSDP el Otro

En un caso que puede determinar si los estudiantes de secundaria tienen el derecho a enunciar posiciones sobre las políticas de drogas que estén en desacuerdo con las políticas antidrogas del distrito escolar, la Corte Suprema de los EE.UU. pronto oirá [el caso] Frederick vs. Morse – popularmente conocido como “Bong Hits 4 Jesus” -, poniendo frente a frente un ex estudiante de secundaria de Alaska contra su directora y la directoria del colegio, que lo castigó por sujetar una pancarta con esa frase fuera de la propiedad escolar.

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Ken Starr quiere inhibir a cualesquier imitadores de “Bong Hits 4 Jesus” en potencial
Hace casi cinco años, Joseph Frederick, un estudiante en el Colegio Secundario Douglas en Juneau, Alaska, exhibió su pancarta “Bong Hits 4 Jesus” después que los estudiantes fueron dispensados del colegio para ver un desfile que traía la antorcha olímpica y pasaba por la ciudad. Frederick fue suspenso por 10 días por la directora de la escuela, que citó las políticas antidrogas escolares. Él recurrió a la directoria del distrito escolar, que sostuvo su suspensión, pero la limitó a los ocho días de clases que él había perdido hasta aquel momento.

Entonces, Frederick procesó a la directora y el colegio, afirmando violaciones de sus derechos constitucionales estaduales y federales a la libertad de expresión. Frederick perdió en juzgado federal de distrito, pero el Tribunal de Apelaciones del 9° Circuito de los EE.UU. estuvo de acuerdo con él en una decisión de 2006, sosteniendo que, porque la exposición de la pancarta no ocurrió durante un evento sancionado por el colegio, la directora y el distrito escolar habían infringido su derecho a la libertad de expresión previsto por la Primera Enmienda.

Con la asistencia del ex fiscal especial de Whitewater, Kenneth Starr, que está trabajando gratuitamente, el distrito escolar recurrió a la Corte Suprema, que estuvo de acuerdo en oír el caso en diciembre. La argumentación oral está programada para el 19 de marzo. El distrito escolar ha discutido que dejar que Frederick se exprese haciendo referencias a los pertrechos y al consumo de drogas puede interferir en su esfuerzo para promover una política antidroga consistente.

La organización sedeada en los campi, el Students for Sensible Drug Policy (SSDP), cuyas sucursales están ubicadas principalmente en las facultades, pero que tiene algunas en los colegios, vio un impacto en potencial del caso sobre el poder estudiantil de desafiar el dogma de la guerra a las drogas y decidió intervenir con un escrito amicus curiæ a la corte superior. De acuerdo con el escrito del SSDP, “Las políticas de drogas de nuestro país afectan directa e indirectamente las vidas cotidianas de los estudiantes. Ya por los exámenes toxicológicos aleatorios para atletas estudiantiles, ya por el auxilio financiero federal condicionado por la falta de cualquier condenación por drogas, los jóvenes son considerablemente afectados en las posiciones como estudiantes por las políticas relacionadas con las drogas. Así, los estudiantes tienen un interés personal en comprender y discutir las cuestiones subyacentes que orientan y afectan las políticas de drogas de este país. La Primera Enmienda asegura que su voz sobre estas cuestiones esté protegida”.

“Este caso se centra en un estudiante que sujetó una pancarta absurda, pero el argumento del distrito escolar – si es adoptado por la Corte – silenciaría la libertad de expresión en los colegios públicos acerca de tópicos importantes como los exámenes toxicológicos con estudiantes, los fracasos de la DARE o la marihuana medicinal”, dijo Kris Krane, director ejecutivo del SSDP. “La Guerra Contra las Drogas impacta a los jóvenes todo el santo día. Los estudiantes deben retener su derecho garantizado por la Primera Enmienda a debatir las políticas de drogas que los afectan directamente”, añadió.

En un comunicado de prensa la semana pasada, el principal abogado del American Center for Law and Justice, Jay Sekulow, llamó el caso Frederick vs. Morse “un caso extremamente débil que ni siquiera debería ser considerado por la Corte Suprema” y pidió que la corte revirtiera su decisión de oírlo.

Ruta de colisión: Política “coca sí; cocaína no” de Bolivia va en contra de la Junta Internacional de Fiscalización de Estupefacientes y, probablemente, de los EE.UU.

Se avecina un confronto por el esfuerzo del presidente boliviano Evo Morales de racionalizar la producción de la coca en su país y expandir los mercados para los productos hechos con coca. Tras décadas de esfuerzos infructíferos para suprimir el cultivo de la coca en Bolivia – la política “cero coca” adoptada por los Estados Unidos e impuesta contra gobiernos bolivianos sucesivos – Morales, un ex líder del sindicato de los cocaleros, ha elaborado políticas que permiten el aumento del cultivo de la coca de los 30.000 acres permitidos según la ley boliviana actual para 50.000 acres. Ahora, el gobierno Morales también está haciendo presión por la expansión de los mercados legales para los productos de la coca y, en una empresa conjunta con el gobierno venezolano, se está preparando para empezar a exportar los productos de la coca a ese país.

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secando las hojas en el almacén. El letrero dice: ‘Coca Poder y Territorio, Dignidad y Soberanía, Congreso Regional 2006-08’
Eso cayó mal tanto a los Estados Unidos como a la burocracia antidroga internacional sedeada en las Naciones Unidas. Esta semana, la Junta Internacional de Fiscalización de los Estupefacientes (JIFE) apuntó directamente a Bolivia en su informe anual correspondiente a 2006 (vaya a Temas Especiales, a partir del párrafo 171). En el informe, la JIFE acusa a Bolivia de infringir la Convención Única de 1961 sobre Estupefacientes, que define la planta de la coca como droga ilícita.

“La situación en Bolivia, país este que durante muchos años no ha actuado en consonancia con las obligaciones que le incumben en virtud de los tratados de fiscalización internacional de drogas, sigue siendo motivo de especial preocupación para la Junta”, dice el informe. “Bolivia es un gran productor de hoja de coca y su legislación nacional permite el cultivo del arbusto de coca y el consumo de la hoja de coca con fines que no son médicos, lo que es incompatible con las disposiciones de la Convención de 1961”.

La JIFE estaba particularmente preocupado que Bolivia “haya señalado su intención
de examinar la legislación nacional vigente en materia de fiscalización de drogas con miras a utilizar la hoja de coca en una amplia gama de productos, algunos de los cuales podrían exportarse”. Eso también sería incompatible con la interpretación de la JIFE de la Convención.

El lenguaje del informe de la JIFE es un claro dardo apuntado a la política declarada del gobierno Morales de “coca sí; cocaína no” y a sus esfuerzos para el consumo de la hoja de coca para productos medicinales y nutricionales. Peor aún, en la opinión de la JIFE, Bolivia podía dar un malo ejemplo a los demás países productores de coca: “La Junta también expresa su inquietud por la posibilidad de que los acontecimientos relacionados con la política de Bolivia tengan repercusiones en otros países de América del Sur”, declaró el informe con preocupación.

Los Estados Unidos también expresaron preocupación con las políticas bolivianas de la coca bajo Morales, así como inquietudes sobre los lazos de Morales con el líder venezolano Hugo Chávez, cuyo gobierno finalizó un acuerdo con Bolivia a principios de este mes para financiar la construcción de plantas de procesamiento de la coca en Bolivia y para importar los productos de la coca boliviana a Venezuela. Hasta el presente momento este año, el gobierno de los EE.UU. ha limitado sus expresiones de preocupación a inquietudes sobre las naturalezas “antidemocráticas” de los dos líderes izquierdistas sudamericanos, pero el plazo de la revisión anual del Departamento de Estado de la observancia de los demás países a las políticas antidrogas de los EE.UU. se termina a fines de este mes. Una cuestión de suma importancia es la de si las políticas de Morales llevarán a los EE.UU. a suspender la certificación de Bolivia respecto de estar en consonancia con aquellos objetivos.

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la integrante del sindicato cocalero y ex lideresa, Vitalia Mérida, con su hija en su cocal – escondido a kilómetros de la carretera por una caminata ardua, un legado de los días de la erradicación
La semana pasada, el gobierno boliviano no ayudó nada cuando su ministro de relaciones exteriores y cultos, David Choquehuanca, le dijo a un encuentro de la Organización de los Estados Americanos que Bolivia nunca erradicaría la coca y que estaba más interesada en el “consenso” que en la “democracia”. “La lucha de los pueblos indígenas va más allá de la democracia”, dijo Choquehuanca. “En la palabra democracia todavía existe la palabra sometimiento, y someter al prójimo no es vivir bien, por eso queremos resolver nuestros problemas mediante el consenso”.

Por supuesto, ahorita no hay consenso internacional sobre la coca y si los funcionarios y analistas bolivianos con los cuales la Crónica de la Guerra Contra las Drogas conversó esta semana están correctos, tampoco hay ningún indicio de que el gobierno boliviano esté a punto de doblegarse frente a los guerreros antidrogas en Washington y Viena.

La industrialización del procesamiento de la coca y la expansión de los mercados legales son el plan de acción correcto, dijo el congresista boliviano Asterio Romero el miércoles. Miembro del partido Movimiento Al Socialismo (MAS) de Morales, Romero apoya fuertemente la política “coca sí; cocaína no”. “Primero, quiero decir que vengo del Chapare, yo era un líder cocalero. Siempre era ‘coca cero’, pero nunca habrá cero coca”, le dijo él a la Crónica. “Luchamos por muchos años, tuvimos mucha gente muerta y presa porque la coca es una fuente de subsistencia económica para nosotros. Nunca permitiremos que otros gobiernos nos impongan la ‘coca cero’. Somos una nación soberana; es una cuestión de la dignidad boliviana”, dijo.

“Aunque, sí, combatamos el narcotráfico – y nos estamos saliendo muy bien; las redadas de cocaína y precursores químicos están en alza –, también tenemos que despenalizar el cultivo de la coca y la industrialización es el camino”, discutió Romero. “Tenemos que revalorizar la coca, tenemos que encontrar más mercados para la coca. Hay países amigos que nos ayudan, como Venezuela, y les agradecemos por eso”.

“Con su oposición a la hoja de coca, la JIFE solamente fomenta el narcotráfico”, dijo Silvia Rivera, fundadora del grupo boliviano Coca y Soberanía, profesora emérita de sociología en la Universidad de La Paz y asesora de Romero. “Toda hoja que tenga usos buenos y saludables es una hoja que no va a los narcotraficantes”, le dijo ella a la Crónica. “Esa es la mejor manera de luchar contra los narcotraficantes. Esos burócratas en la ONU simplemente no lo entienden; ellos creen que la coca es una droga”.

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el Museo de la Coca, centro de La Paz
"Pasa lo mismo con el gobierno de los Estados Unidos”, dijo Rivera. “Los estadounidenses no logran reconocer la racionalidad de otras formas de vida y su abordaje es verdaderamente esquizofrénico. Teme el narcotráfico, pero crea las condiciones para que florezca intentando impedir otros usos para la coca. Los EE.UU. intentan discutir que Evo es a favor de los traficantes de cocaína, pero es la política de los EE.UU. que los ayuda. Además, los EE.UU. han respaldado a los narcodictadores en el pasado porque eran fascistas radicales. A esos los EE.UU. apoyan y dan armas para que puedan matar a las personas”.

En verdad, en vez de batirse en retirada en vista de las críticas de la JIFE y de los EE.UU., el gobierno Morales parece determinado a hacer presión con su acuerdo para ofrecer los productos de la coca a Venezuela. Bolivia también está haciendo alarde de ir a la raíz del problema a través de la realización de un esfuerzo para enmendar la Convención Única para quitar la coca de su lista de drogas ilícitas.

“Ésta es una manera para que Chávez vaya al límite y vea cuáles son las fronteras”, dijo Kathryn Ledebur de la Red Andina de Información, que ha acompañado la economía boliviana de la coca y los esfuerzos para reprimirla durante años. “¿Quién lo va a detener? Ya existen exportaciones considerables de la hoja de coca al norte de Argentina y nadie dice nada sobre eso. Con todo, si esto ayuda a agudizar el enfoque sobre cambiar la Convención Única, eso es bueno – ella necesita ser enmendada”.

Ledebur dudaba que el gobierno Morales hiciera un esfuerzo concertado para enmendar la Convención Única en Viena el año que viene. “Vamos a decir que su política doméstica de coca es más avanzada que su política internacional”, dijo ella. “Veo pocas chances de lograr algo a menos que haya algún tipo de esfuerzo concertado de presión con Perú y yo no veo al presidente García como alguien que esté dispuesto a ir activamente en contra de los EE.UU.”

Dicha acción exigiría una concertación de los países productores de coca, dijo Romero, y él no creía que eso fuera a pasar tan pronto. “Es el trabajo del gobierno boliviano cambiar la Convención de Viena”, dijo, “pero también es el trabajo de Colombia y de Perú juntarse a nosotros en la ONU. Aunque aquí en Bolivia tengamos con Evo un gobierno con apoyo popular para esto, en Perú y Colombia, los gobiernos son neoliberales y pro imperialistas y no se van a unir a nosotros. Pero, somos antineoliberales y vamos a mantener esta posición. Sin embargo, estamos dispuestos a conversar de gobierno a gobierno y de hombre a hombre sobre esto”.

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el ambulante paceño Santos gozando de una mascada vespertina de coca
Pero para Romero y el gobierno boliviano, defender la coca es una cuestión de orgullo nacional. “Somos un gobierno soberano y vamos a seguir adelante con nuestras políticas”, dijo. “La coca no es peligrosa, la coca no es veneno. Trabajaremos bilateralmente con los países que apoyen nuestra posición. Y los países que intenten impedirnos ahora, como los EE.UU., bueno, quizá podamos enviarles alguna coca también”.

Como Bolivia ya está confrontando la JIFE, la próxima providencia de las políticas de coca del gobierno Morales será la decisión de la certificación de los EE.UU., que debe ocurrir a mediados de marzo. Pero dada la coyuntura actual en los asuntos hemisféricos, con la marea creciente de los gobiernos izquierdistas y los EE.UU., obcecados como están con los asuntos en el Oriente Medio, perdiendo influencia en la región, los EE.UU. pueden muy bien dar un paso hacia atrás y aislar y castigar a Bolivia a través del proceso de certificación.

“Los EE.UU. no logran salir de su armazón antidroga de usar los militares y la erradicación forzada”, dijo Ledebur, “pero no hay acuerdo dentro del gobierno Bush sobre lo que hacer con la certificación. Si le quita la certificación a Bolivia, pierde la poca palanca que tiene. Ahora, Bolivia tiene otras formas de asistencia, y no sólo Chávez; ya no tiene que obedecer ciegamente a las órdenes de los Estados Unidos. Si los EE.UU. optan por quitarle la certificación ahora, ¿qué hacen el año que viene?” preguntó.

Esto se está poniendo muy interesante. La política “coca sí; cocaína no” del gobierno Morales es un anatema tanto para los EE.UU. como para la JIFE, pero parece que ambos no pueden hacer mucha cosa para detenerla y es posible que el reto boliviano ponga directamente la mira en la Convención Única de 1961, quizá dándole en lleno a lo que es el espinazo legal del régimen global de la prohibición de las drogas. Esté atento.

Reportaje: En el Chapare boliviano, la política “coca sí; cocaína no” de Evo Morales trae la paz, si no la prosperidad

Durante más de dos décadas a partir de principios de los años 1980, varios gobiernos bolivianos que trabajaban a mando del gobierno de los Estados Unidos adoptaron una política de erradicación forzada de los cultivos de coca en el Chapare de Bolivia, una región llana en la provincia de Cochabamba. Era una época de lucha y conflicto, violaciones de los derechos humanos y movilizaciones campesinas mientras decenas de miles de familias dependientes de la coca luchaban contra la policía y los soldados, cortaban rutas, y, por fin, se unieron en una fuerza política poderosa que ayudó a derrocar gobiernos. Ahora, con un líder del sindicato cocalero del Chapare, Evo Morales, en la residencia presidencial en La Paz, los tiempos han cambiado y los días de una política de “coca cero” impuesta por los EE.UU. quedaron en el pasado.

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hojas de coca secando al borde de la carretera
Según la legislación impuesta por los EE.UU. y adoptada en 1988, la Ley 1008, sólo los campesinos en la región cocalera tradicional de las Yungas tenían permiso para cultivar la coca y la producción total de coca estaba limitada a 30.000 acres. Pero eso no impidió a los campesinos de cultivar la coca en el Chapare, donde, a principios de los años 1980, la producción habría florecido durante los años del “golpe de la cocaína” del general Luis García Mesa. El desarrollo de la producción de coca en esta área no tradicional y no autorizada era el blanco más importante de los esfuerzos de erradicación respaldados por los EE.UU. durante todos los años 1990 y principios de esta década.

Consecuentemente, las violaciones de los derechos humanos de fuerzas antidrogas entrenadas y financiadas por los EE.UU. estaban desenfrenadas. “Durante este período, yo recibía un promedio de 10 denuncias por día de los cocaleros”, dijo el ex defensor del pueblo del Chapare, Godofredo Reinecke. “Asesinatos, estupros, robos, agresiones, todo eso, cometidos por soldados y policías contra los cocaleros”, le dijo él a la Crónica de la Guerra Contra las Drogas esta semana.

Ahora las cosas son diferentes. Aunque los soldados permanezcan en el área, una fuerza especial de la policía asignada al área para impedir los cortes de ruta y demás rebeliones ha sido retirada a instancias de los EE.UU. – porque no tenía nada que hacer. Las rebeliones campesinas se han terminado, los cortes de ruta son historia y las violaciones de los derechos humanos por las fuerzas de seguridad han caído abruptamente. Hay paz en el Chapare y eso sucede a causa del abandono de la política “coca cero”.

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el congresista boliviano Asterio Romero habló con la Crónica de la Guerra Contra las Drogas esta semana
A decir verdad, el cambio empezó en 2004, antes que Morales fuera electo presidente, cuando el entonces presidente Gonzalo Sánchez de Lozada firmó un acuerdo con los cocaleros alineados con las Seis Federaciones de los Cocaleros del Trópico de Cochabamba que permitía que cada familia cultivara un cato (1.600 metros cuadrados – cerca del tamaño de un tercio de una cancha de fútbol americano) de coca.

Pero como parte de una política general de “coca sí; cocaína no” adoptada por Morales desde que asumió el cargo hace poco más de un año, en realidad el gobierno boliviano ha dado la espalda al límite de 30.000 acres para la producción legal, permitiendo formalmente ahora más 20.000 acres en el Chapare para que sean cultivados con coca. Pero aunque dichas medidas hayan llevado la paz a la región, ella sigue enlodada en la pobreza y en el desespero, como la Crónica de la Guerra Contra las Drogas presenció durante una visita allí esta semana.

En un terrenito cerca de Villa Tunari en el Chapare, la agricultora Vitalia Mérida cultiva la coca, junto con naranjas y plátanos, en un intento de alimentar y vestir a sus siete hijos. La situación está difícil, dijo ella. “Mis hijos no quieren ir a la escuela por razones económicas”, le dijo ella a la Crónica. “Ellos quieren salir y ganar dinero”. Sus naranjas y plátanos traen sólo una miseria, dijo, en tanto que su cato de coca le permite embolsar cerca de $75 por mes, totalizando cerca de $900 por año – suma próxima a la renta mediana en Bolivia, uno de los países más pobres de Sudamérica.

Pese a la lucha constante para tener una renta, dijo Mérida, una ex lideresa de las Seis Federaciones (y aún mantiene la membresía), la vida está mejor que en los días de la erradicación forzada. “Aún somos pobres, pero somos libres ahora”, dijo. “Ahora hay paz. Antes, esperábamos que los soldados vinieran como bandidos. Ellos nos matan, nos prenden”.

Mientras Mérida hablaba, el silencio de la selva remota era interrumpido por el estruendo de un helicóptero. “No, no están buscando los cocales”, dijo Reinecke en respuesta a una pregunta. “Ellos están llevando alimentos y provisiones a los soldados y a la policía antidroga en la región”. De acuerdo con Reinecke, el abastecimiento financiado por los EE.UU. cuesta $12.000 por día, una verdadera fortuna en un área en que la fruta es vendida por casi nada y la coca por no mucho más que eso.

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puesto de inspección de la FELCN (Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico) entre Cochabamba y el Chapare, búsqueda de cocaína y precursores en progreso
Aunque falte la financiación del desarrollo sostenible, los EE.UU. siguen financiando la presencia militar en la región. En una base militar en la cercana Chimbote, construida con fondos estadounidenses, donde ya estuvieron acomodados mil efectivos, el establecimiento está casi desierto, pero el comandante interino, el coronel Edwin de la Fuente Jeria, está alojado con la comodidad proporcionada por el aire condicionado en su oficina.

El coronel estaba tan tranquilo como sus inmediaciones. “No tenemos más nada que ver con la coca”, reconoció, antes de decir que él no podía contar más nada sin la aprobación previa de sus superiores. De acuerdo con Reinecke, eso era cierto – ante todo, la base sirve ahora como lugar de entrenamiento para los reclutas locales que cumplen su servicio obligatorio.

Aunque campesinos como Vitalia Mérida estén luchando, el gobierno Morales están intentando aliviar su situación. Parte de ese esfuerzo gira alrededor de ayudarles a llevar su cosecha al mercado. En un almacén de coca a poca distancia de la cercana Shinahota, los cocaleros están secando y pesando la cosecha en preparación para transportarla a los mercados legales en las ciudades bolivianas.

“Éste es nuestro cultivo local”, dijo el miembro de las Seis Federaciones, Félix Cuba, en el almacén. “Según este nuevo programa, podemos venderla directamente a las ciudades sin intermediarios. Eso significa un poquito más de dinero para nosotros”, le dijo él a la Crónica. “Y ello mantiene la coca fuera de las manos de los narcos”.

Aunque exista una presión constante para ganar más dinero para alimentar sus familias, los cultivadores están observando el límite de cultivo, dijo él. “Estamos manteniendo la regla de un cato”, dijo. “Es por respeto a la política. Evo dijo que podemos cultivar un cato, entonces para defender la política, cultivamos sólo un cato. La federación administra esto y lo hacemos a través del control social”.

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letrero que anuncia la construcción de la planta de industrialización de la hoja de coca financiada por Venezuela
"Los plátanos, las naranjas, la papaya, las papas – todos se pudren y no dan mucho dinero”, dijo la lideresa de las Seis Federaciones, Juana Cosío, mientras observaba el trabajo en el almacén. “Este año, con todas las lluvias, la cosa está fea. Cultivamos la coca por si acaso”, le dijo ella a la Crónica. “Pero necesitamos más mercados. Por eso estamos intentando producir la harina de coca y otros productos. No somos narcos, somos sólo agricultores. El gobierno de Evo lo reconoce, entonces ahora estamos en paz aquí”, dijo ella.

Cosío apuntó a la asistencia proporcionada por el gobierno venezolano del presidente Hugo Chávez, que está proveyendo fondos para las plantas de industrialización de la coca tanto en el Chapare como en las Yungas. “La Venezuela nos está ayudando a procesar y vender nuestra cosecha”, dijo.

Según un acuerdo finalizado a principios de este mes, Venezuela no solamente está financiando la construcción de las plantas de procesamiento, sino también ha prometido comprar hasta 4.000 toneladas de productos de coca, un gran avance para un cultivo cuya exportación está prohibida de acuerdo con la Convención Única de 1961 sobre los Estupefacientes de la ONU. Según ese tratado, la coca es considerada una droga ilegal permisible solamente como aromatizante (extraído el alcaloide de la cocaína) o para uso farmacéutico, con la práctica de mascar hojas de coca siendo retirada paulatinamente hacia 1986.

Eso no va a detener a Bolivia, Venezuela y Cuba, que está proporcionando la asistencia técnica, de seguir adelante con un Tratado de Comercio de los Pueblos firmado hace algunos meses. Ese tratado asigna cerca de $1 millón en inversiones en la pesquisa sobre la producción de la coca. Aunque los EE.UU. y los organismos internacionales de fiscalización de los estupefacientes hayan planteado objeciones, Venezuela y Bolivia siguen firmes. Como observó el ministro del poder popular para relaciones exteriores, Nicolás Maduro, mientras se reunía con su homólogo boliviano, David Choquehuanca, a principios de este mes, los dos países seguirán adelante con los proyectos para “valorizar y dignificar la hoja de coca”.

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la integrante (y ex lideresa) del sindicato cocalero Seis Federaciones, Vitalia Mérida, en su patio -- nada de narcopalacios por aquí, como a los cocaleros les gusta observar
La industrialización del procesamiento de la coca y la expansión de los mercados legales son el plan de acción correcto, dijo el congresista boliviano Asterio Romero el miércoles. Miembro del partido Movimiento Al Socialismo (MAS) de Morales, Romero apoya fuertemente la política “coca sí; cocaína no”. “Primero, quiero decir que vengo del Chapare, yo era un líder cocalero. Siempre era ‘coca cero’, pero nunca habrá cero coca”, le dijo él a la Crónica. “Luchamos por muchos años, tuvimos mucha gente muerta y presa porque la coca es una fuente de subsistencia económica para nosotros. Nunca permitiremos que otros gobiernos nos impongan la ‘coca cero’. Somos una nación soberana; es una cuestión de dignidad boliviana”, dijo.

“Aunque, sí, combatamos el narcotráfico – y nos estamos saliendo muy bien; las redadas de cocaína y precursores químicos están en alza –, también tenemos que despenalizar el cultivo de la coca y la industrialización son el camino”, discutió Romero. “Tenemos que revalorizar la coca, tenemos que encontrar más mercados para la coca. Hay países amigos que nos ayudan, como Venezuela, y les agradecemos por eso”.

Ahora la producción de la coca ha sido “racionalizada” en el Chapare, como a los bolivianos les gusta decir, y la represión y la violencia patrocinadas por el estado son cosa del pasado, pero faltan grandes zancadas antes que la vida de los cocaleros presencie un verdadero mejoramiento económico. El gobierno Morales, en conjunción con sus aliados latinoamericanos, está haciendo lo que puede para ayudar con respecto a eso. Pero, como el reportaje acompañante en la Crónica de esta semana indica, va a tener una batalla con los Estados Unidos y la burocracia internacional de control de las drogas entre sus manos.

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